
foto: joão espinho
Este cartaz do POLIS, cujas obras foram inauguradas a 17 de Setembro de 2004, continua a esconder aquela parte da muralha da cidade. Curiosamente, encontrava-se ali anteriormente um aviso que dizia "É proibido afixar anúncios".
Mas feito o estrago, estranha-se que o referido placard ainda não tenha sido retirado.
É um pouco o espelho de quem comanda os destinos desta cidade: feitos os estragos, que venham agora os outros limpar!
Sinceramente....
... NA MINHA RUA
(e quem quiser que faça um verso)

Beja - Rua José Gomes Ferreira-foto: joão espinho

foto: ana caeiro
Da leitora Ana Caeiro recebi esta fotografia, que agradeço e aqui publico.
Afinal o vício da fotografia pode bater a todas as portas!
"OU MUITO ME ENGANO...
Ou o PSD terá um resultado histórico nas próximas autárquicas no Concelho de Beja.
Não basta ser-se de um partido e candidatar-se nas suas listas. É preciso ter protagonistas que acrescentem algo ao projecto, sejam capazes de o corporizar e que o eleitorado os reconheça como fiáveis e capazes de o concretizar.
Na política como na vida, são os homens que fazem as instituições e não as instituições que fazem os homens. O PSD em Beja tem o Eng. João Paulo Ramôa. Circunstância que faz toda a diferença."
in Geraldo Sem Pavor
Se calhar é por isso que a sondagem ali ao lado dava há pouco o seguinte resultado:
João Paulo Ramôa - 56% (203 votos)
Carlos Figueiredo - 21% (78)
Francisco Santos - 18% (66)
Outro - 5% (17 )

foto original e tratamento digital: joão espinho
Experiência que dedico ao Dionísio.
Maria do Rosário passou pelo sector de livros do hipermercado, pegou no livro que estava em destaque, apreciou-lhe o tamanho e cores, pareceu-lhe bem e colocou-o no cesto das compras.
Enquanto esperava para pagar folheou a obra. Verificou que não tinha desenhos. Tentou ler o título mas os caracteres assemelhavam-se a arabescos incompreensíveis.
Abriu numa página ao calha para ver do que tratava o livro topo de vendas.
Não percebeu nada do que lá estava escrito, mas sentiu um certo orgulho por descobrir que aquele era um livro do Harry Potter. Seria uma enorme surpresa para o Bernardo que, com os seus 12 anos, estava sempre a falar do harry. Ainda se perguntou como é que a rapaziada deste tempo consegue ler tantas páginas e logo numa língua estrangeira.
Mas deixou-se destes pensamentos quando a menina da caixa passou o código de barras e o monitor apresentou o preço de 19,80 €. Olhou em redor, com vontade de desistir, mas atrás de si, uma senhora, de aspecto rude, lia atentamente um exemplar igual ao seu.
Pagou, meteu o livro num saco, guardou religiosamente os talões de desconto de combustível e de devolução do IVA e entrou na livraria logo ali em frente, onde procurou a revista Maria. Enquanto esperava para pagar, folheou a revista atentamente. Saiu da livraria com um enorme sorriso nos lábios.
O seu Zé teria, também ele, uma enorme surpresa nessa noite.
A 4ª RuralBeja - Feira de Santa Maria - decorrerá no Parque de Feiras e Exposições de Beja de 6 a 9 de Outubro.
Mais uma ocasião para mostrarmos os cheiros, sabores e a cultura da nossa terra.

foto: ruralbeja

foto: tim klaus modelo: kassandra
(ich danke euch beiden)
Na areia deserta
Beijo teu corpo nu
Oceano de cristais
Onde me afogo e penetro.
Mar de repouso
Vagas que me envolvem
Maré serena e sensual
Em ti me semeio.
Águas de suor
Ondas de volúpia
Fundo-me em ti
Meu cais de abrigo
Farol da minha alma.
O PS mandou retirar uma quantidade apreciável de cartazes com a cara do seu candidato à Câmara Municipal de Beja.
Perceberam que a população já estava saturada de ver um rosto que, afinal, tem traços semelhantes ao actual Presidente (PCP), o que contraria o slogan socialista de "verdadeira mudança".
Chama-se a isto falta de visão.
Enfim...
As últimas movimentações no âmbito das Presidenciais/2006 merecem-me as seguintes notas:
- Manuel Alegre, disponível a semana passada, verga-se aos barões do PS e à família soarista. Mais um político vulgar. Verdadeira decepção.
- Freitas do Amaral, que na semana passada começou a olear os mecanismos da sua candidatura, não tardará em manifestar o seu apoio a Mário Soares. Mais uma vulgaridade no mundo dos políticos sem coluna vertebral.
- Cavaco Silva, a reflectir em família, vai sofrer pressões para avançar já. Se ceder a estas pressões é um candidato derrotado. O calendário que tem gerido com astúcia deve manter-se. Sob pena de.....
O título "PSD e PP unidos no distrito de Beja", que acabo de ler no NotíciasAlentejo é um erro. Voluntário ou não, o facto é que a notícia dá conta das intenções das Comissões Políticas Distritais de ambos os Partidos em concorrer coligados aos órgãos autárquicos de alguns concelhos do Distrito.
Segundo ouvi ontem o responsável distrital do PP, este partido mantém as listas abertas até ao último minuto. Isto é: as intenções publicamente manifestadas poderão não se traduzir em efectivas coligações, para além das já anunciadas em Alvito, Cuba, Mértola e Aljustrel.
Ora, dizer que PSD e PP estão unidos no Distrito de Beja, não passa de visão distorcida da verdade. Resta agora saber se este título é uma brincadeira (de mau gosto) da redacção do NA ou um lapso de interpretação.
...a Mário Soares a sua disponibilidade para se candidatar ao cargo de PR.
Assim, o meu voto em Janeiro terá duplo valor: eleger Cavaco Silva e derrotar Mário Soares.
Abençoada maçonaria!!!

A Direcção Geral de Viação veio esclarecer:
"Considerando as dúvidas que têm vindo a público sobre a correcta forma de
transporte e uso dos equipamentos em apreço, importa esclarecer o seguinte:
• Os coletes retrorreflectores, tornados obrigatórios nos termos do Código da
Estrada, não têm que se encontrar alojados no interior do habitáculo do
veículo, podendo encontrar-se na bagageira;
• Não existe qualquer imposição legal que imponha, a quem está obrigado à
utilização do colete, que aquando da saída do veículo tenha que ter o colete
colocado;
• Só existe infracção ao disposto nos n.os 4 e 7 do art. 88º do Código da
Estrada quando quem se encontre a proceder à colocação do triângulo de
pré-sinalização de perigo, quem esteja a proceder a reparações no veículo,
ou quem esteja a remover carga caída na via, não tenha colocado o colete
de pré-sinalização de perigo."
Que pena! É que vestir os assentos dos automóveis com o colete era assim uma espécie de Bilhete de Identidade. Identificava o "português no seu melhor", o "pimba" prudente", etc....
E agora?
Os coletes vão continuar a servir de agasalho, assim como a bandeira nacional continua a alegrar as varandas de milhares de lares portugueses?

foto: john setzler
Subi as escadas. Vagarosamente.
A verdade estaria nua, despida e solitária.
À minha frente e sem que eu olhasse.
Um grito. Uma janela que se abre.
Um sorriso malicioso.
Uma boca a escorrer o veneno do outro.
Sem palavras e um abraço forçado.
Um lamento de mentira e humilhação.
Ao toque da mão destapei-me.
Acedi ao teu pedido.
E entrámos nos lençóis. Sujos e enrolados.
De noites de demência.
Quando os corpos jorram prazeres.
Manchados de luxúria a troco de notas.
Os lábios marcam a cadência, ordenada.
Depois desgovernada a boca circunscreve.
Faz crescer a ânsia e encerra-se.
Em círculos e humidade.
Mais uma nota e posso trepar.
Cobrir-te com o meu corpo desejoso.
Do teu sexo que lavas e enxugas.
À espera do freguês que indemnizará.
Com leite e dinheiro a puta de vida
Que escolheste para matar.
Com pão a fome do teu filho.

foto: lydia sanderson
Todos os preparativos para a festa do seu grande dia lhe haviam dado algum trabalho. Sem ninguém que a pudesse ajudar, Júlia tratou de tudo.
Sabia que a véspera daquele dia lhe iria reservar seguramente muito cansaço, mas também o desejava, pois queria gozá-lo com toda a intensidade.
Telefonou a algumas amigas, a desmarcar a tradicional festa de despedida, alegando uma enorme fadiga. Elas compreendiam-na e sabiam que a qualquer hora Júlia lhes poderia pregar uma surpresa.
Tomou um relaxante banho de imersão, com sais aromáticos, que ela própria fizera com óleos e perfumes escolhidos para aquela ocasião.
Sentia-se agora mais revigorada.
Pegou no telefone e ligou para o Luís.
Enquanto esperava que ele chegasse, preparou o ambiente para que ambos se sentissem tranquilos e perfeitamente relaxados.
Tal como Luís sugerira, vestiu algumas das peças que iria usar no dia seguinte.
Olhou-se ao espelho e gostou de se ver.
Quando ele entrou beijaram-se como na primeira vez em que o haviam feito.
Amaram-se até ao nascer do Sol.
Enquanto tomavam o pequeno-almoço, ela pegou-lhe na mão e com um ar provocador diz-lhe: “Daqui a algumas horas seremos marido e mulher. Vamos acabar a festa de solteiros?”
(beijinhos à B. que amanhã vai casar e que a vida lhe sorria sempre)
Não, não vou falar sobre os Clubes que devem ao fisco.
Venho aqui para dizer unicamente que o meu Sporting empatou 2-2 contra o Celtic, em Glasgow.
Pronto. Esta é a parte importante do post.
A menos importante, porque vulgar:
Sobre as Finanças é só para sublinhar o facto de Teixeira dos Santos, novo ministro das Finanças, não entregar a declaração de rendimentos e património desde 2000. Mas o Ministro tem agido com boa fé, diz o pessoal do seu gabinete.
Pronto, era só isto.
Vamos lá então a ver quem é que vem a esta Praça.
Por enquanto fica em post. Depois vai para a lateral.
Votem lá! Basta clicar na opção que se aplica.
Eu já votei.
(depois do puzzle aí em baixo, o sector feminino afluiu à Praça)

foto: henrik agelby
A noite cheia de luar envolvia-lhes os corpos adormecidos.
Um ligeiro toque desperta os sentidos.
Ele, com os lábios fogosos e sorridentes sugere-lhe um abraço que a cerca.
Malicioso, “queres preliminares?”, e salpicando-a de beijos, ouve sem receios “vou fazer-te uma lista do que quero”.
A lua cheia escondeu-se, por momentos, dando lugar aos reflexos de gotas de suor que se instalaram nos seus torsos.
A madrugada refrescou-lhes os corpos ardentes e a lua cobriu-os como um lençol de linho branco.
Portugal - Julho de 2005
1 - O ministro de estado e dos negócios estrangeiros não fala a mesma língua do primeiro-ministro. Dizem as más línguas que ele corre por conta própria e quer ser presidente da República. Dizem as boas línguas que Freitas jamais será o candidato do PS.
2 - O ministro das finanças sai do governo. Dizem as más línguas que esta saída se deve à contrariedade inesperada que foi a divulgação pública da pensão que aufere pelo banco de Portugal. Dizem as boas línguas que ele saiu porque o patrão do PS, de seu nome Jorge Coelho, assim o exigiu.
3 - O presidente Jorge Sampaio manda calar as vozes da depressão, porque há mais vida para além do défice. Dizem as más línguas que o Presidente falou assim porque fala a mesma língua do Governo. Dizem as boas línguas que Sampaio está atento e à espera de um final de mandato feliz.
Troquem-se as más pelas boas línguas e resultado é o mesmo: apagaram a luz ao fundo do túnel!
...tanto, que até as torneiras da cidade secaram.
É isso.
Beja acordou sem água. As nossas torneiras imitam a seca das terras.
Depois de uma noite escaldante, segue-se um dia cheio de aromas e odores.
Os corpos, que ao luar transpiraram, estão agora impregnados de feromonas e outras substâncias químicas. A cidade irá pulsar ao ritmo da libido e outros apetites. Será uma concentração explosiva.
Beja apetece!

foto: yuri b

foto: rune hermansen
... para que a noite tenha um luar escaldante.
Pronto, já li a entrevista.
De forma subtil, Freitas entrou na corrida para Belém.
Os anti-cavaquistas já podem dormir descansados.
O mesmo não poderá fazer o próprio Cavaco Silva.
Cheira-me a que a bola agora passou para o campo da direita, porque o centro e a esquerda já têm candidato.
E o calendário de Cavaco Silva começou a ficar apertado.
Quem é que disse que as presidenciais estavam ganhas?
Façam um esforço e leiam o que escrevi aqui no dia 22 de Março, sob o título "Não me apetecia...".
Passados 4 meses, Freitas do Amaral dá os primeiros sinais de desconforto num governo em que o peso político dele é superior á soma do dos outros ministros.
Repito: Freitas corre por conta própria e precisava de um palco. O PS ofereceu-lho.
A direita criticou Freitas pela sua inflexão à esquerda. Agora aplaude porque ele põe a nu a falta de coesão do executivo de Sócrates.
Daqui até à sua aclamação, não falta muito.
Esperemos para ver.
(E volto a repetir: jamais engolirei tal sapo)
A edição online do Diário do Alentejo está a levar a cabo uma sondagem onde se pergunta: "Como analisa a actual situação da Praça da República em Beja?"
Obviamente que a Praça a que eles se referem é a outra e não esta onde o caro leitor se encontra (será que na outra Praça se lê esta Praça?).
Hoje de manhã a sondagem apresentava os seguintes resultados (num total de 144 votos):
1) Está mais bonita e funcional, embora o estacionamento deva ser totalmente eliminado = 12%;
2) Precisa de esplanadas e espectáculos regulares de animação para atrair as pessoas = 44%;
3) Tem uma solução errada e, com as alterações feitas, está a morrer aos poucos = 44%.
Palavras para quê? Estes bejenses são uns ingratos....
E se todos os caminhos que nós trilhamos fossem feitos de ladrilhos flutuantes?
Passem com o cursor por cima da fotografia e imaginem-se nesse percurso...flutuante!!!
foto:joão espinho
Em tempo de férias, nada melhor que um pequeno puzzle para descontrair.
Então experimentem lá e depois não venham dizer que eu só ponho aqui gajas nuas e coisas da política urbana.
(Isto é para aumentar as visitas femininas)
Se lhe perguntarmos como chegou ao mundo da fotografia, a resposta é simples. Um dia puseram-lhe uma câmara digital na mão e tentou realizar as muitas imagens que lhe povoavam o espírito e que tinha bem definidas nos seus olhos. Daí partiu para uma tentativa de explorar a criatividade e de aperfeiçoar o lado estético dos registos. Seja de um homem, de uma mulher ou de uma casa, cada imagem transporta em si uma força que, para Cord Boschen, é essencial na transposição para a fotografia. Cord Boschen é fotógrafo alemão (Münster).
Para além dos trabalhos que deixo aqui para vosso deleite, aconselho-vos uma visita à sua galeria virtual, onde poderão apreciar a excelência das imagens registadas por C Boschen.




foto: palek
Corpo deitado
Furtado
Delicado
Corpo suado
Molhado
Amado
Corpo cantado
Sugado
Encharcado
E em teu corpo
Delirado
Enrolado
Penetrado
Deito o meu corpo
Deliciado
Salivado
Excitado.
Enquanto não vê a exposição, pode apreciar alguns dos trabalhos de David Martins na sua galeria virtual.
Ao David desejo muito sucesso nesta sua exposição.
... tudo na mesma.
Apetece-me fazer um post idêntico a um outro, que li já lá vão dois anos, e que dizia assim:
"Voltarei a postar quando na minha cidade acontecer algo de novo".
.....
E o blogue fechou!
... vaidade, orgulho, ego em alta, e coisas assim no género.
É o que acontece quando se abre uma página e se lê isto.
Obrigado ao Beja pelas palavras elogiosas.
Do leitor Garr recebi o seguinte comentário, que destaco:
"Ontem, segunda-feira, após o jantar, resolvi ir com a minha família ao Parque da Cidade. Como já esperava, estavam encerrados o minúsculo Café e o deprimente futuro Restaurante.
A iluminação era de tal forma deficiente, que tentei cumprimentar uma amiga de há longa data, e só o consegui fazer depois de três tentativas, "tinha-se esquecido de levar os óculos". Embora tal facto não seja mau de todo, pois assim evita-se vêr a porcaria que polui o que já foi um bonito lago artificial, a que só falta o cheiro nauseabundo, para o quadro ficar completo.
Aliás todo o parque ameaça a curto prazo ficar irremediavelmente degradado se não se tomarem medidas enérgicas e imediatas, daí o meu apelo, para que aqui se continue a falar deste tema sem medo ou desmorecimento."
Mais uma voz que considera o Parque da Cidade um espaço.... quase perdido!
Fotógrafo alemão (Siegen, 1962), iniciou-se desde muito novo, por influência de seu pai, nas artes fotográficas. Durante 20 anos trabalhou com uma reflex da Yashika, sem escolher, porém, um rumo ou um tema específico.
É em 2002 que reconhece serem o retrato e o nú artístico os temas que lhe interessam desenvolver. Aperfeiçoa a técnica em estúdio, com um apurado manuseamento da luminosidade, não descurando a fotografia do corpo humano em ambientes exteriores. Trabalha com uma câmara digital, que lhe consegue traduzir o olhar.
Alguns dos seus melhores trabalhos podem ser vistos na sua galeria virtual.
Apresento-vos algumas das fotografias de Uwe Hof-Redmann:
Está uma pessoa em plena silly season, faz posts light e, de repente, as caixas de comentários enchem-se de adjectivos e atributos e mais algumas coisas assim no género (para além das centenas de mensagens spam a que o senhorio não põe termo).
Já estou como um leitor* que escreveu há pouco:
"Já agora, perdoem-me a "impertinência", mas se não gostam do que encontram aqui, neste local, o que é que cá vêm fazer, hem? Porque é que se dão ao trabalho de "comentar", ou melhor, mandar bocas? Eu, quando passo por aqui, coisa que faço frequentemente, e não gosto do que encontro, dou meia volta e vou-me embora. E isso não me acontece nem uma vez nem duas, mas muitas".
Bolas, que esta Praça está à temperatura ambiente....**
* leitora. peço desculpa à (maria) Zé.
** mas há quem a queira a escaldar, não é sofia?
Antigamente chegavam a casa cansados de um dia de trabalho.
Agora, chegam estafados com dores nos ossos e nos músculos. Sem vontade para nada mais que não seja emborcar litros de água, bolachas e iogurtes.
Não sei o que passou pela cabeça dos bejenses em andar quilómetros a pé, ao princípio da noite, em grupos, numa avenida que nada mais tem do que carros a circular.
Será para emagrecer os quilos acumulados de anos seguidos da tradicional preguiça portuguesa?
Será a única forma de manter as conversas em dia longe das paredes que têm ouvidos?
Isto é doença?
É qualidade de vida?
... leva uma nega da Assembleia da República.
É a segunda, no espaço de 15 dias.
Agora, a Comissão de Ética da AR negou-lhe o pedido de suspensão do mandato de deputado, que ele pedira, para voltar ao cargo de Presidente da Câmara de Ourique.
Parece que neste País ainda há coisas que funcionam.
E agora, Zé Raúl? Qual é a próxima jogada?
in DN
... com um céu cheio de boas nuvens, a mochila carregada de rolos preto&branco, um bom filtro vermelho ou laranja, muito boa disposição e paisagens com vento.

foto: stallker (estonia)
Mas não será certamente em Portugal.
Percebi, finalmente, porque se discute tanto a saúde no nosso País.
A experiência que vivi entre as 20H00 de ontem e as 12H00 de hoje leva-me a acreditar que só haverá saúde em Portugal quando as batas dos hospitais significarem competência e dedicação.
Enquanto assim não for, bem que se podem esforçar por hierarquizar a saúde em batas de cores diferentes que não chegam a lado nenhum.
(Para quem já foi a um serviço de saúde do Estado, sabe perfeitamente do que falo!)

Apesar de na página de abertura do site da CMB o seu Presidente afirmar "que a Câmara Municipal de Beja é uma das autarquias pioneira em questões relacionadas com a informação" e que "o aparecimento da Internet e das suas múltiplas auto-estradas de informação desde logo nos fascinaram", a realidade é que a Câmara Municipal de Beja não actualiza a sua página na internet desde....... 2003!
Se dermos uma vista de olhos pelo sítio da CMB, podemos verificar que foi uma casa deixada ao abandono, o que espelha bem o interesse que a autarquia tem nas tais auto-estradas da informação.
Enfim, assim se vê a consideração que os eleitos CDU têm pelos munícipes...
(NOTA: na referida página está uma verdadeira pérola. Sobre o processo de instalação de empresas no Parque Industrial, pode ler-se: "O Município tem implementado canais específicos de avaliação e análise para tornar os processos célebres(!!!) e desburocratizados". Essa é uma grande verdade: são célebres pela lentidão!)

foto: darling
Nessa manhã quis cortar com a rotina.
Levantou-se pelo outro lado da cama.
Sentiu a falta do homem que lhe preenchia os vazios nocturnos.
Os chinelos não estavam ali.
O relógio estava no lado oposto.
A luz não se acendera.
Não ouvia o rádio.
Não encontrou o elástico para o cabelo.
Onde estaria o telemóvel?
Porque não estava ali a roupa que despira?
Quebradas as primeiras rotinas, concentrou-se.
Colocou o relógio.
Pegou num cigarro.
Foi até à janela.
Sabia que ele estaria por ali.
No sofá?
No outro quarto?
Já no computador?
Ou a tomar o pequeno-almoço?
Ouviu meter as chaves na porta de casa.
Ele aproximou-se e beijou-a.
Estavam quebradas as rotinas.
Natural de Vila do Conde, José Marafona é uma referência incontornável na fotografia conceptual. "Embora tendo abraçado e experimentado por influências directas ou indirectas as várias vertentes da fotografia convencional, foi na fotografia conceptual que descobri, após um interregno de 20 anos, a verdadeira forma de me exprimir. Apesar de saber tratar-se de uma expressão altamente contestada e com poucos seguidores...é aí que me sinto bem, mesmo que praticamente só!"
J M tem participado em diversos concursos e exposições, nacionais e no estrangeiro, apresentando no seu currículo um vastíssimo palmarés.
Os seus trabalhos podem ser vistos na sua galeria virtual, onde a escolha para este destaque foi muito difícil.
Alguns trabalhos de José Marafona:




foto: udo starshooter
Sorriu.
Jogou-lhe duas palavras simples.
Ele aceitou o desafio.
E estendida entre os lençóis ouviu-lhe a poesia.
As letras soltaram-se, enquanto o seu corpo se estirava no leito onde permanecia o aroma das horas de afecto.
Ainda os versos não absorviam os entusiasmos e já ela se transpunha.
As palavras soavam-lhe agora ao tacto subtil dos seus dedos em carícias ardentes que a levavam ao deslumbramento.
Antes que a palavra final explodisse em ecos, soou no quarto o tremor dos corpos que em esplendor se fundiram.
E do acto cresceram estrofes entoadas entre sussurros soltados e derramados como suor.
Já vai em cerca de uma centena de spam-mails que me aparecem nas caixas de comentários. Não sei como resolver isto.
Se esta porcaria continuar, suspendo temporariamente os comentários, pois como tenho a versão mais antiga do Movable, a remoção destes comentários-spam torna-se morosa e entediante.
Alguém tem solução para isto?
Seguindo o que os seus mais directos rivais (PSD e PS) já fizeram, Francisco Santos (CDU) reuniu-se ontem com a Associação Comercial do Distrito de Beja.
No final do encontro, o candidato do PCP afirmou: "(...) que se vencer as autárquicas vai trabalhar em conjunto com a Associação Comercial na resolução dos problemas dos lojistas.".
Ficam bem ao candidato estas boas intenções.
Mas o que Francisco Santos deveria ter dito não disse!
É que o maior problema dos comerciantes é a desertificação do centro da cidade. E este abandono é, e muito, da responsabilidade da autarquia.... da CDU!
Não reconhecendo os erros cometidos, Francisco Santos é conivente com os mesmos.
E pode pois continuar a fazer promessas de cooperação com os comerciantes que ninguém o vai levar a sério.
Muitas vezes deparo com trabalhos meus em blogs e outros sítios da net.
Também já os vi em ambientes de trabalho de alguns computadores e até em "prints" a embelezar escritórios e até numa sala de espera de um consultório médico.
Não me preocupo muito e até sinto um certo orgulho em saber que há alguém que gosta dos meus trabalhos.
Porém, e isto já é um hábito corrente em muitos bloggers, vejo fotografias sem o nome do autor a ilustrar poemas/textos de escritores que, estes sim, têm direito a ver a sua assinatura nos seus trabalhos. Ainda não percebi a aversão que alguns bloggers têm em colocar o nome dos fotógrafos. Ah, já sei qual é a desculpa: "vi a fotografia, gostei muito, gravei e não me recordo do nome do autor" ou "onde fui buscar a fotografia não estava o nome do autor", etc...
Quando se trate de trabalhos meus sobre o Alentejo ou pormenores disto ou daquilo, fico aborrecido por ignorarem o meu nome, mas a coisa depois passa.
Agora quando deparo com um retrato da minha autoria, fico mesmo azedo.
É que aí houve uma autorização explícita do retratado para um determinado fim. Obviamente que o retratado não vai gostar de ver a sua cara ou o seu perfil numa página de outrém.
Eu sei que estas coisas da internet são o que são, mas haja um bocadinho de bom senso e decoro, está bem?
(sobre isto leia-se o que se escreve no Aliciante e no Alentejanices)

Enquanto se espera pelo filme, aconselho que se visite a obra prima que é o respectivo site (tem versão em português do Brasil).
comemora hoje 2 anos de política na blogosfera.
Consulta diária obrigatória, o Bloguítica é uma ferramenta para se perceber o que se passa à volta da política e dos políticos.
E comemora este 2º aniversário com um post que é uma pérola:
"IRONIA
[766] - O Barnabé, que Daniel Oliveira queria que fosse um órgão oficial de combate ao imperialismo norte-americano, coloca o seu último post às zero horas do dia em que se comemora a independência dos EUA.
Eis a capitulação perante o capitalismo nas suas diversas vertentes..."!
Na mouche!
Daqui envio os parabéns ao Paulo Gorjão pelo excelente blog que mantém desde há dois anos.
Um pequeno aditamento ao texto anterior, sobre o Parque da Cidade.
É que, para espanto de toda a gente, o tal Bar (único), para além dos atributos que referi..... ENCERRA À 2ª FEIRA!
Por isso era ver há poucos momentos como se encontrava deserta uma infraestrutura criada para o lazer dos cidadãos.
Apetece dizer: Amen!

foto: joão espinho
A minha cidade tem um parque. Um Parque com P maiúsculo, pois claro.
O Parque não tem nenhum nome especial. É o Parque da Cidade e mais nada. Começou por ser o "parque urbano" mas acabou em Parque da Cidade. Um dia haverá quem lhe arranje um nome, uma coisa digna, assim com um nome de poeta ilustre, gente conhecida e importante. Um dia será o Parque do ou da não sei quantas. Não sei se isso surtirá algum efeito, pois parece-me que ele será sempre o Parque da Cidade. Mesmo rebaptizado, será o Parque da Cidade.
Mas adiante.
O Parque da Cidade, como diz, e muito bem, o seu nome, é um Parque feito para a cidade e respectvos cidadãos. Nem outra coisa seria de esperar. Aquilo foi feito a pensar nos cidadãos e são eles que o frequentam.
Há diversos públicos no Parque. Tal como cidadãos, pois claro.
Encontramos ali o público diurno e o público nocturno.
Temos ainda o cidadão fim de tarde, que se distingue do cidadão princípio da noite.
Todos, mas todos, têm uma coisa em comum: vão ao Parque da Cidade.
As motivações é que poderão ser diferentes, pois o espaço é amplo e presta-se para muita coisa.
Mas que coisas?
Ora aí é que está a grande questão.
É que o Parque da Cidade tem pouco mais que um Bar, onde nada há e o serviço é mau. Mas como não tem concorrência, é o melhor que lá está.
A propósito de concorrência: no Parque era suposto haver um Restaurante, ali mesmo por baixo da cascata-que-só-deita-água-de-vez-em-quando, mas até agora.... nicles! Já se sabe quem é que vai ter a concessão do Restaurante, mas.... a abertura está difícil.
Bem, mas o que me interessava mesmo, era dizer que o Parque da Cidade é um espelho, sem tirar nem pôr, da cidade que serve.
Têm dúvidas? Então passem por lá. Meia horinha chega.
De tarde ou de noite. Ao pôr do Sol ou ao anoitecer. Invariavelmente, não há nada de novo naquele espaço. Quando nos cansarmos de olhar para aquele espelho de água, então sim, começarão os protestos, a dizer que aquilo é um espaço sem vida.
Nessa ocasião já será tarde, pois o Parque já estará morto. Como a Cidade.

foto: AP Photo / David Davies, PA
Esta imagem já correu o Mundo.
Costuma dizer-se que "uma fotografia vale mais que mil palavras".
Neste caso julgo que seria interessante saber que palavras disse o streaker ao telemóvel. Seria uma aposta ganha? Algum tipo de publicidade disfarçada?
Enigmas da fotografia sem palavras.
Sempre que a Casa da Cultura, em Beja, é palco de manifestações musicais (quase sempre promovidas pela Câmara Municipal), a vizinhança revolta-se e protesta contra o ruído até altas horas da madrugada.
Este ano foi durante a BejAlternativa e voltou a ser agora, na noite da passada Quinta-feira. Passei pelo local ao princípio da noite e, de facto, a música confundia-se com qualquer coisa de muito barulhento e de duvidosa qualidade.
Mas há gostos para tudo!
O que já não se pode perceber é que se insista em levar para a Casa da Cultura (anfiteatro exterior) acontecimentos que se estendem pela noite dentro, são ruidosos e incomodam quem quer descansar.
Os moradores vizinhos da CC queixam-se à Polícia, esta diz que o evento foi autorizado e quem se lixa é o cidadão.
Já vai sendo tempo para que alguém responsável toma conta deste assunto.
(sobre o mesmo tema ler o À Sombra da Azinheira)
... é o que apetece!

foto: joão espinho
(um problema qualquer no www.myfilestash.com impede que se vejam as fotos deste blog. se não se resolver nas próximas horas, lá vou ter que emigrar para outro plataforma fotográfica)
Hoje um dos contadores de visitas que tenho ali ao lado vai entrar na casa dos seis dígitos. Isto é, este blog atingiu as 100 mil visitas. É provável que sejam muitas mais, pois o contador só regista desde Setembro de 2003 (a diferença dá para descontar as visitas do editor).
Não sendo um objectivo é, na verdade, uma marca.
Estão aí para trás mais de 1500 entradas com quase 4500 comentários. Não sei se é pouco se é muito. São para mim o suficiente para acreditar que vale a pena ter esta Praça. Dá-me satisfação pessoal e sei que a maior parte dos que cá vêm gosta de aqui estar.
E é a esses que agradeço os incentivos e apoio para continuar.
A Praça está aberta. As mesas estão postas.
Sirvam-se!