É um local de encontros e desencontros gastronómicos, onde os cheiros e os paladares desfrutam e falam do que é bom...ou nem por isso!
É o Gastr'eat' e escreve do Alvito. Bem vindo à blogosfera.
Do programa de hoje, destaca-se:
12H30 - Chegada do Presidente da República
14H30 - até às 18.00 - Animação de Rua - Coordenada pela Escola Bento de Jesus Caraça de Beja: Artes Circenses, Pintura Facial, Animação de Sombras, Artes Plásticas, Jogos Tradicionais;
15H00 - Sessão Oficial de Abertura, presidida pelo PR;
17H00 - 9ª Grandiosa Corrida de Touros OVIBEJA;
22H30 - Funkoffandfly + Pluto - Local: Arena Multiusos

trabalho de oliver Muth sobre autoretrato
Bom fim de semana.
"Fecho os olhos e recordo a sua imagem em cima de mim, o cabelo molhado em tons dourados, os seus olhos de felina como que a devorarem-me enquanto o seu corpo impunha um ritmo ofegante.
Regresso ao quarto e vejo-a sentada na cama a arranjar o cabelo."
Também a Mad aceitou o repto. E dançou o tango. No masculino.

foto: Robert Wasinger

Exausta, levantou-se. Num gesto impulsivo, jogou as flores para o lixo, vestiu-se e saiu porta fora.
Na rua começava a chover.
Mas ela pouco se importou.
Marcou o número, sem a certeza de ser ouvida. Ele estava sempre acompanhado, com mulheres a quem fotografava, a maior parte das vezes nuas. E com quem, tinha a certeza, estabelecia um jogo de sensualidade que acabaria em sexo.
Sem hesitações pediu-lhe que a fotografasse, que a usasse como imagem, como mulher.
Enquanto se despia reparou no seu olhar contemplador. Apesar de parecer entretido com as máquinas e luzes, ele estava objectivamente interessado no corpo dela, o que a fez sentir-se desejada.
Aproximou-se dele e pediu-lhe para que ele se deixasse fotografar. Queria ser ela agora a comandar. Começou por lhe despir a camisa. Com as mãos percorreu-lhe o tronco.
Quando ficou completamente nu, e também já ele a fervilhar de desejo, ela encostou-se à parede, puxou-o para si, beijando-o no pescoço e agarrando-lhe no sexo. Ele estaria nesta ocasião preparado para a penetrar. Ela, porém, afastou-se dele, olhou-se no espelho e dirigiu-se para a casa de banho.
Os gemidos que ele ouviu, pensou, não seria capaz de registar em fotografia.

Djellaba, kamiss, hijab e o Souk (mercado de rua). Tudo isto e muito mais, no Festival Islâmico, que decorre na vila de Mértola, de 19 a 22 de Maio.
Depois do Encontro "Blogs na Planície", a 21 de Maio, este será seguramente um evento a visitar.

Ofereço-te esta flor, que tem o aroma do Amor.
O Parque da Cidade, provavelmente a obra mais emblemática da intervenção POLI’s na cidade de Beja, foi recentemente distinguido com um Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista, auferindo um 3º lugar entre 17 projectos.
(...)
O Parque enferma, porém, de alguns males que, a não serem prontamente corrigidos, tornarão aquele espaço em mais um lugar desinteressante, como alguns existentes nesta cidade.
O Parque da Cidade, provavelmente a obra mais emblemática da intervenção POLI’s na cidade de Beja, foi recentemente distinguido com um Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista, auferindo um 3º lugar entre 17 projectos.
Devo dizer que, desde o início das obras do POLI’s, este era o projecto que eu considerava mais ambicioso, quer pela volumetria, quer também por aquilo que poderia vir a constituir um novo e nobre espaço de lazer para os bejenses.
Sou visitante habitual do Parque, onde tento descobrir novas imagens fotográficas e as minhas filhas, dada a proximidade de casa, escolheram o Parque como o seu local preferido para brincar ao fim da tarde.
Com o que disse atrás, fica a imagem de que o Parque é o espaço de lazer preferido por toda a gente.
O Parque enferma, porém, de alguns males que, a não serem prontamente corrigidos, tornarão aquele espaço em mais um lugar desinteressante, como alguns existentes nesta cidade.
Não quero aqui sublinhar com grande ênfase o espectáculo de sujidade e falta de urbanidade que invadiu o Parque no passado dia 25 de Abril. Desde as tendas de venda de imitações fraudulentas de roupa de marca, que habitualmente enchem aos Sábados o espaço junto à Praça de Toiros, passando pelo caótico serviço de aluguer das embarcações, tudo isso transformou aquele lugar numa imundície enorme e num Parque muito pouco apetecível.
Espero que aquele tenha sido um acaso e que os responsáveis pelo Parque estejam atentos aos oportunistas que não deixarão escapar os dias de enchente para ali fazerem os seus negócios.
Mas o Parque tem, como disse, falhas importantes.
As instalações sanitárias são inexistentes ou insuficientes.
Tal falha leva a que, os mais afoitos, façam as suas necessidades onde muito bem lhes apetece e quando as urgências apertam.
Os baldes para o lixo são escassos, diria mesmo, muito escassos, o que, como é óbvio, leva a que o mesmo seja jogado para o chão, provocando um aspecto de evidente sujidade. É verdade que a boa educação e os costumes de alguns utilizadores dos espaços públicos deixam muito a desejar. Mas, como se costuma dizer, a ocasião faz o ladrão.
Também as bicas de água, daquela que mata a sede, estão secas. Sabe-se que a seca assola a região, mas não acredito que seja ela a culpada por os bebedouros estarem enxutos.
É também a falta de civilidade que leva a que os espaços relvados estejam sempre cheios de dejectos caninos, nada agradáveis para as solas dos sapatos e muito menos para o nariz. No entanto, se o Município fizesse aplicar a lei, através de fiscais autorizados, estou em crer que a maior parte dos animais passaria a fazer os seus serviços à porta das casas dos seus donos.
Também a falta de bares, esplanadas e outros espaços da restauração afasta muitos potenciais visitantes. Sabemos que os concursos para a concessão desses espaços estão a decorrer ou já em fase final, mas bolas, não houve capacidade de previsão e planeamento para que agora, que o calor chegou, tivéssemos já à nossa disposição esses serviços?
Outras falhas estão detectadas, como a insuficiente e deficiente iluminação nocturna, a falta de policiamento que afaste os habituais arruaceiros, a inexistente legendagem dos escritos arábicos no Jardim dos Cheiros, para além da degradação já evidente nalguns locais do Parque.
Se ao que disse somarmos uma até agora inexistente programação de animação, com espectáculos de pequena duração, exibição de artífices dos diversos campos das Artes, e de outras diversões, se assim continuar, dizia eu, os munícipes não regressarão ao Parque, vão virar-lhe as costas, como já fizeram ao Centro Histórico da cidade, e aquele espaço tornar-se-á em mais um erro, como tantos outros a que a nossa Câmara Municipal já nos habituou.
Desejo a todos um bom fim-de-semana que terá, obrigatoriamente, uma visita à OVIBEJA.
O Fernando aceitou e a transsexualidade invadiu-lhe o soneto.
É agora o Número Perfeito de Um Cidadão do Mundo.
"Mas ela voltou a palma da mão para cima, meteu-ma no meio das pernas e agarrou-me firmemente.
Abriu os olhos lentamente e fitou-me longamente, como se avaliasse as minhas reacções.
Disse por fim: "Quero-te … agora … não consigo resistir mais."
O repto aqui lançado propaga-se.
A Maria, do Puta de Vida...ou nem tanto, escreve no masculino e com Óleo de Tangerina.
Para ler e.... massajar a alma.
... muito aplaudido aqui em casa.
Pelo golo da vitória. Espera-se que o falhanço (que convertido daria o 3-1) seja redimido na 2ª mão.
Como disse atrás: Sporting, força!

O meu contributo semanal para o programa "Palco das Artes" (RADIO Pax, 101.4 FM,5ªs 18h-19h00), onde falo de blogs e blogosfera.
Um dos assuntos mais discutidos quando se fala de blogs é o anonimato.
Discute-se muito, e julgo que em demasia, se um blog deve ou não ser anónimo, se o seu editor deve dizer quem é, isto é, se ao blog se deve ou não associar uma pessoa.
Vamos então por partes.
Na blogosfera, como na Internet, há anónimos para todos os gostos.
Há quem tenha um blog onde é puramente impossível perceber quem está por detrás do mesmo. Julgo que não vem nenhum mal ao mundo que isso aconteça.
Muitas pessoas escrevem e guardam os seus escritos numa gaveta ou num baú, resguardados de olhares mais ou menos indiscretos.
Conheço pessoas que toda a vida escreveram histórias, poemas e contos e nunca outros olhos, que não os do próprio autor, tiveram a oportunidade de os ler.
Hoje, com os blogs, esses escritos viram a luz do dia sem que o tão desejado anonimato tenha sido minimamente beliscado.
Há também quem goste de escrever sobre assuntos mais críticos, de fazer análises, por exemplo, sobre a política na sua cidade, não querendo, por razões legítimas e que se respeitam, dar a conhecer a sua identidade, a maior parte das vezes com receio de algum tipo de represália.
Este tipo de anonimato, que não gera conflitos interpessoais nem serve para difamar, é uma característica muito peculiar do mundo da blogosfera e não me parece que seja censurável.
Há, porém, quem a coberto do anonimato, escreva em blogs para atacar e ofender outras pessoas, de forma muito deselegante e sem dar a mínima hipótese de defesa por parte dos visados.
São anónimos que aparecem com blogs, efémeros, pois os seus objectivos raramente são atingidos e esta coisa de estar sempre a bater na mesma tecla também cansa.
Estes blogs anónimos desaparecem, pois como não têm credibilidade ninguém lhes liga e, na blogosfera, a interactividade é uma mais valia, se não a sua principal característica.
Há também aqueles anónimos que salpicam as caixas de comentários dos blogs com ofensas pessoais, com linguagem imprópria para leitura, porque de má qualidade e que se entretêm a massacrar as suas vítimas.
São os chamados “anónimos saco de plástico continente”, porque são úteis - fazem crescer os contadores, mas são barulhentos e acabam sempre a sua vida a forrar um caixote do lixo.
O assunto – anonimato na blogosfera – será um dia encerrado quando houver a possibilidade legal de demandar judicialmente a quem profere impropérios e use a mentira como argumento.
E como esta coisa do anonimato só tem piada se mostrarmos exemplos, trago-vos hoje um blog, todo ele anónimo, pois do seu autor ou autora nada se sabe.
O blog chama-se “A PUTA FINA” e quem lá escreve assina por Maria Calhorda, que nos conta que, com quinze anos de idade, veio da aldeia de Baleizão, servir numa casa desta cidade, para acabar na prostituição.
A Maria Calhorda apareceu em blog no Verão passado, depois apagou-se, mas por ocasião do Natal, e quando nesta Praça se distribuíam os Pelourinhos 2004, ela reapareceu, para depois voltar a mergulhar nos lençóis voluptuosos do silêncio.
Este blog pode ser lido através de http://aputafina.blogspot.com/ e apetece-me dizer-lhe, volta Maria que estás aperdoada!
Seria bom que alguém no Governo Civil de Beja actualizasse esta página, pois os protagonistas são outros.
É só uma questão de justiça: para os que saíram e para os que entraram.

foto: jacek pomykalski
Lembrei-me do poema "Feminina", de Mário de Sá-Carneiro.
Um excerto:
"(...)
Eu queria ser mulher para mexer nos meus seios
E aguçá-los ao espelho, antes de me deitar -
Eu queria ser mulher pra que me fossem bem estes enleios,
Que num homem, francamente, não se podem desculpar.
(...)
Eu queria ser mulher para excitar quem me olhasse,
Eu queria ser mulher pra me poder recusar..."
...é quando a gente chega aqui ao blog, escreve e volta a escrever, sente um prazer imenso, a coisa correu bem para o nosso lado, vai-se embora e quando olha para trás vê que, afinal, não deu prazer a ninguém.
(ao editar um texto, ele apagou-se, assim como quem se limpa e lava após o acto; fiquei com a sensação de ser isto a ejaculação precoce. pronto, este foi o meu momento do dia)

desenho: (C) TCA
"Há palavras que nos beijam" (A. O' Neill), há riscos que nos abraçam, quando sabemos que eles reflectem um sentimento sincero e espontâneo.
Desenhar em riscos uma paixão, um amor, um beijo, dar a esses riscos um sentido profundo, oferecendo uma paleta cromática que lembra o meu Alentejo, só está acessível a quem a sensibilidade corre nas veias e inunda o órgão que palpita e faz palpitar.
Não sei como te agradeça, TC!
14-Aliciante
15-Praça da República em Beja
16-A Ervilha Cor de Rosa
...com a Aliciante por cima e uma Ervilha Cor de Rosa por baixo.
Isto é o "Top 100 mais comentados da semana" do Weblog, pois claro!

Abraço-te
Digo-te em sussurro louco
As palavras
Que desejas
E te incendeiam.
Nos corpos escorrem
Doces os suores
Que provas e tragas
E te inundam.
Com os corpos
Escrevemos na noite
As letras de um poema
Chamado loucura.

foto: joão espinho
Termina amanhã o 1º Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, que tem estado a decorrer na Casa da Cultura desde o passado dia 8.
Fui visitar as diversas exposições ali patentes.
De repente pareceu-me não estar em Beja. A Casa da Cultura transformou-se e ganhou qualidade. Parecia outro espaço, muito diferente daquele mamarracho a que estamos habituados.
Estão de parabéns os organizadores da iniciativa.
Resta-me perguntar: para onde vai todo aquele material? Os bejenses aperceberam-se da alta qualidade dos trabalhos expostos?
É que a Casa da Cultura costuma afastar até os mais optimistas...
PROGRAMA
das 12H às 12H45 – Concentração no Largo em frente ao Convento da Conceição (Museu);
13H00 – Almoço, no Restaurante “Pé de Gesso” (Lgo de Santa Maria – junto ao Museu)
PREÇO: 15 €/pessoa
Ementa:
- Entradas diversas
- Grelhada mista de porco preto c/ massa de migas e batatas fritas
- Mesa de doces
- Café
- Vinho regional do Alentejo (branco e tinto)
- Sangria
- Águas e refrigerantes
(bebidas espirituosas não incluídas no preço)
No final do Almoço: surpresa alentejana.
15H30 – fotografia de grupo, na Escadaria do Convento
16H00 – Inauguração da Exposição “Bit-Afectos”, com trabalhos fotográficos de Nikonman e Ognid e textos relacionados – Bar “O Barrote” – Portas de Moura/Beja
16H30 – Apresentação do livro “Mil e uma pequenas histórias”, de Luís Ene, com a presença do autor e do editor Paulo Querido – Bar “O Barrote”.
Fim do Encontro
Inscrições:
As inscrições para o almoço devem ser efectuadas por e-mail para:
Praça da República ou
Aliciante
(os endereços estão nos respectivos blogs)
A inscrição deve ser efectuada até às 24H00 de 18MAIO2005 e da mesma deve constar:
- nome do blogger
- nome do blog
- nº total de participantes (blogger + acompanhantes)
- contacto: telemóvel ou telef fixo
- indicação de restrições alimentares.
Não serão aceites inscrições que não respeitem o atrás referido.
Não serão consideradas intenções de inscrição manifestadas em caixas de comentários.
Todos os inscritos receberão confirmação da inscrição.
A liquidação da despesa é efectuada no início do Almoço (agradece-se quantia certa ou cheque).


No Parque da Cidade, noite de 24 de Abril. Fogo de artifício para comemorar o Dia da Liberdade. As fotografias são de Zé Espinho.
... que foi notícia (leiloada por 150.000 €).
Provavelmente o beijo mais famoso do mundo.

"Le Baiser de l'Hotel de Ville"- Paris/1950, Robert Doisneau
No mesmo espaço da foto anterior, no mesmo dia, mas uma outra paisagem.
Não se percebe bem de quem foi a ideia (obviamente de quem autorizou) de espalhar aquelas bancas de venda de roupa (de marca, pois claro!), junto a um espaço tão nobre. Será que o "corte inglês da praça de toiros" vai assentar as barracas no Parque da Cidade? Ou é já a transição para o prometido novo espaço junto ao Parque de Campismo?

foto: joão espinho
A minha cidade tem novas paisagens, novos recantos para fotografar.
Ontem, no Parque da Cidade, foi o princípio da época estival. E, para alguns, da época balnear.
Uma imagem do 25 de Abril, em Beja:

foto: joão espinho

Sim, tem um blog. Muito conhecido, muito comentado e muito visitado.
Ela esteve em Beja muito recentemente, é muito simpática e na palestra que proferiu, perante uma assembleia rendida aos seus extraordinários dotes oratórios, explicou longamente as razões que a trouxeram à nossa cidade.
Já adivinharam? Não?
Eu dou uma ajuda: veio acompanhada pelo seu Goto, que é também uma simpatia.
Já está?
Foi fácil, não foi?
Pois é ela mesmo.
Porque o desafio se estendia também à escrita masculina (ou ao lado masculino?) das mulheres, elas não se perderam e oferecem-nos a sua visão... no masculino!
A Jacky através de um Desejo.
A Pandora escreve Yang!
Quem mais aceita este repto?
O Orca trocou-se todo.... entre X e Y!
E nasceu uma Mulher a Dias.
A tecla masculina a escrever no feminino.
Uma foto-reportagem para ler e ver no Catedral.
Depois, quando houver mais tempo, trago aqui algumas fotos deste fim de semana blogueiro.
O repto foi aceite e reproduziu-se.
Também o leitor Charlie dá o seu contributo, escrevendo no feminino. Estou à espera de ler a escrita "no masculino" de mulheres que sabem transportar o imaginário para as palavras.
Escreveu o Charlie:
Um sonho de mulher.
Encontrava-me naquela fase limiar do sono, entre o sonho e o despertar, onde as sensações têm o peso para além da realidade.
A respiração dele massajava suavemente o meu pescoço.
Experimentara o morder dele no meu ombro, o que me fizera sair do sono profundo para este estado de quase consciência. Sentia os dentes dele a afundar em mim. Primeiro gostoso e depois com mais força, arrepanhando-me a pele numa prega fina entre os incisivos.
Acre como uma agulha, pensei, e senti-me ligeiramente incomodada.
Sem acordar em pleno, reagi movendo-me.
Mas ele aproximou-se mais de mim. O calor do seu corpo embalou-me e deixei-me afundar durante um instante mais nos braços de Morpheu. Contudo, as suas mãos começaram a explorar o meu corpo que não era mais do que apenas um instrumento para ele.
A minha consciência pendulava entre o limbo e o sonho. Estava deitada de lado e senti como ele pôs uma perna sobre mim, como as suas mãos tinham posto os bicos dos meus peitos entumecidos, como desciam e como agora exploravam o meu umbigo, deixando-me arrepiada. Contra o meu corpo sentia agora a pressão da expressão máxima da sua virilidade. Ele desceu mais e continuou. Eu por mim era apenas um frágil barco de papel navegando no infinito lago de desejo que era o dele. Quis dizer não, com o meu corpo a pedir sim, mas não me saiu qualquer som.
Senti-me afundar indefesa, e quando me pensava ir afogar, descobri de repente que a superfície do lago era apenas o limiar do primeiro céu dos sete para onde ele me queria transportar. Voltei o meu corpo de mulher rendida e senti como ele deslizou para cima de mim e para dentro de mim. Tocou nos meus lábios com os seus.
Não gostei da sensação. Estavam secos! Terrivelmente secos!
Acordei num sobressalto, num breve instante de consciência, mostrando a crueldade da realidade nua.
Ao meu lado não estava ninguém. Ele havia saído de casa havia já meses..... Deixei-me afundar novamente no sono. Senti ainda uma comichão no ombro – um mosquito, pensei, enquanto coçava já quase entregue ao mundo dos Deuses.
Ainda antes de mergulhar dentro de mim, desci com a mão procurando-me e voltando a encontrar o príncipe dos sonhos com o qual, momentos antes, tinha interrompido o encontro...
Amanhã é feriado nacional. E disso todos nós temos conhecimento.
Haverá, porém, quem não saiba (ou já esteja esquecido) o que se comemora.
Por isso, se tiver oportunidade, explique o que foi o 25 de Abril.
E o que é a Liberdade.
Será sempre uma justa homenagem aos que lutaram pela Democracia, se falarmos sobre a Liberdade e o seu valor.
Porque é disso que se trata no feriado de amanhã.
Bom feriado!
Escrevi aqui que iria dar continuidade ao repto aceite pelo Yardbird de escrever no feminino. O exercício não foi fácil. E gostaria que outros lhe dessem continuidade. Assim, lanço o repto à Mad para que escreva no masculino e ao Orca para que o faça no feminino. Depois, se quiserem, espalhem a ideia.
Aqui fica o meu contributo:

Entras no meu quarto
Sorris-me com teu ar inocente
Despes-me com as mãos
Que me tacteiam e envolvem.
Entrego-me nua ao teu corpo
E percorres-me serenamente
Vagueias pelo meu torso
E sinto-me mais tua.
Sou a silhueta que se ilumina
Quando com os teus lábios
Me beijas as coxas….
Sinto um raio que me percorre
E me delicia.
Ao toque firme da tua língua
O meu corpo vibra
E no êxtase do deleite
Sei que sou Mulher
No corpo e na paixão.
por: nikonman
Alemão (Augsburg, 30 anos), técnico na área de informática, tem a fotografia como grande hobby. É, por isso, um dedicado fotógrafo amador.
Desenvolve os seus trabalhos por diversas áreas, como o retrato, paisagem e macro.
A qualidade das imagens captadas pelas suas diversas câmaras estão bem patentes em diversos sites.
Deixo-vos aqui duas imagens, aconselhando uma visita à galeria virtual de Karsten Skrabal.

karsten skrabal

karsten skrabal
O meu contributo semanal para o programa de Rádio "Palco das Artes"(RPax, 101.4fm,5ªs 18h-19h00), onde falo de blogs e blogosfera.
O aparecimento massivo dos blogs deu-se por ocasião da intervenção americana no Iraque.
Até então eram poucos os blogs conhecidos e também eram raras as pessoas que falavam de blogs.
Com a crise no Iraque, o blog tornou-se um meio de divulgação de opiniões sobre o conflito, expandindo-se, com o esgotamento do tema Iraque, para outras áreas, essencialmente de intervenção política.
Porém, no Verão de 2003, a Internet assistiu ao surgimento de centenas, talvez milhares, de blogs. Estamos a falar de Portugal, pois em língua lusa, do outro lado do Atlântico, já os brasileiros se serviam desta ferramenta para escrever e divulgar os seus escritos.
Aqui, como com tudo o que é novo, o blog foi encarado como mais uma moda, a que augurou enterro para breve, os bloggers foram considerados gente do mundo – esse mundo estranho – da Internet, por isso de um Mundo distante, chegando a dizer-se que quem tinha um blog era gente que não trabalhava, que não tinha nada para fazer.
Os poderes instituídos, onde se inclui a comunicação social, começaram a ver com desprezo esta nova forma de comunicar, consideraram os blogs uma forma reles de intervenção, fazendo crer que um blog era algo sem credibilidade, sem interesse e onde se escreviam simples banalidades.
Este tempo já vai longe.
Hoje, e também porque muitas figuras públicas aderiram à blogosfera, o blog é visto com outros olhos, muitos políticos não dispensam a leitura diária de blogs, o que fazem a par da leitura dos diários de referência, chegando-se mesmo a ouvir que os blogs prestam melhor informação do que algumas notícias feitas por jornalistas pouco independentes.
Apesar de ainda haver um grande caminho a percorrer, podemos afirmar que o blog se implantou e veio para ficar, desmentindo assim quem lhe adivinhou o fim próximo.
Prova do que atrás se diz é o espaço que os blogs vão ocupar no próximo na Biblioteca Municipal de Beja, quando esta comemorar o Dia Mundial do Livro, e onde estarão presentes alguns bloggers que, certamente, não deixarão de falar deste fenómeno que é a blogosfera.
A autarquia bejense, através da sua Biblioteca Municipal e das comemorações do Dia Mundial do Livro, que organiza, abre pois as suas portas aos blogs, manifestando assim que, também o poder local, se vai rendendo a uma evidência incontornável.
Espera-se que Beja adira a esta iniciativa, porque aos blogs, não tenho dúvidas, já há muito que aderiu.
... ou talvez não.
Alguém lançou o repto ao Yardbird. E ele aceitou: escreveu um poema tentando vestir a pele feminina.
Gostei da ideia ( e muito mais do que ele escreveu).
E vou pegar-lhe.
E dar-lhe pernas.
Aguarde-se um momento, sff.!

foto: alberto monteiro
Apetece-me a tua pele
Sentir-lhe o arrepio
Quando te toco
E te entregas.
Dás-me a tua pele
Que visto
Quando te envolvo
E te invado o interior.
Dou-te a minha pele
Que se entrega a ti
Nesse momento
Em que a carne
Despida e nua
Explode de êxtase.
Manhã de Primavera.
Sol intenso.
Ofereço-lhe duas flores colhidas de um vaso.
Diz-me "Amo-te".
Sei porque não quero o sabor doce dos reencontros das paixões perdidas algures no tempo.
E que se retomam. E que se dizem ainda mais fortes.
Não disfarço o brilho dos meus olhos.
É contigo que quero estar.
Não te quero perder.
Não te quero reencontrar.

foto: www.mallikuva.com
"Contigo, quero ficar sempre com a vida para cima,
como acontece nos interruptores avariados."
in Máquina Royal

"Fossilized" - trabalho de Birgit Heidrich

Finalmente vi o filme "Closer".
Gostei, mas não me conquistou.
Retive, porém, um momento do filme.
Quando Julia Roberts retrata Jude Law.
A relação estranha que se estabelece entre fotógrafa e retratado.
Ao click da máquina seguiram-se outros clicks.
O retrato do filme estava feito.

Desde a eleição de Jerónimo de Sousa como secretário-geral do PCP, que em Portugal não se ouvia falar tanto em ortodoxos, entraves à renovação, conservadores, etc...
Agora é a propósito da eleição do Papa.
Como coisas aparentemente opostas se tornam, de repente, sinónimas...
Vocês sabiam que este foi um dos primeiros post da blogosfera portuguesa?
É de Março de 2001 e pertence a Marciana, figura histórica dos blogs lusos.
O blog Rosa Púrpura, no seu bilhete de identidade não deixa dúvidas a quem o visita. Ali a escrita não tem rodeios. E só lê quem quer:
"é assim deitada e nua que me encontras
molhada de desejo de animal
e com teu pénis teso e mãos sedentas
me fodes como nunca alguém igual"
E o que era a Rosa?
"A Rosa era assim, púrpura por dentro, púrpura por fora, mas de pétalas vulneráveis, de que ela não cuidava por acreditar que seriam eternas. Mas nada é eterno. Nem o desejo. Às vezes morre mal nasce. Às vezes matamo-lo nós. Às vezes deixamo-lo morrer. Às vezes falta o sol".
Agora a Rosa anuncia que murchou. Despede-se.
Mas acredito que atrás de uma rosa que morre, outra renasce!
Até logo, Rosa Púrpura.
"HABEMVS CERVEJUNS IN FRIGORIFICUM - SONI TODUNS SERVINDUS"
Dada a sua importância, cita-se esta aclamação lida aqui.

Em breve divulgamos o programa detalhado.

Quando? Onde? Quem? E as respostas estão na imagem. O "sem palavras" substitui os outros relatos. A imagem conta a História. Neste caso, diz-se que é a própria fotografia que faz história.
O que aqui se retrata é disso um bom exemplo (as tropas do Exército Vermelho chegam ao telhado do Reichstag, desfraldando a bandeira soviética. É a queda de Berlim e da Alemanha na 2ª Guerra Mundial). Esta fotografia consagra o fotojornalismo e o seu autor Yevgeny Khaldei.

trabalho de: charito
... que nos cria uma imagem.
Tenta-se avaliar uma história, um fio que nos conduza a uma solução. Porque as imagens revelam um conteúdo. Que nos pode perturbar.
Essa é uma das essências da fotografia: provocar os sentidos, perturbar a normalidade.
O Xupacabras regressou com "The New Beginning".
Espera-se que seja para ficar.

foto: patrick surmachoff
Trazes-me as palavras
Que julgava mortas
A expressão de um sorriso
Que pensava não existir
Os beijos
Que havia esquecido.
Da tua boca
Soltam-se as imagens
De um horizonte que
tocado pelo Sol
explode em mil cores.
Da tua boca
A saliva da minha paixão.

foto: joão espinho
O Parque da Cidade, uma das obras emblemáticas da intervenção POLIs em Beja, foi distinguido com um Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista 2005 (3º lugar em 17 projectos).
O problema deste parque não está na sua concepção arquitectónica, nem na sua localização. O Parque é, neste momento, um espaço sem vida.
Utilizado maioritariamente por crianças, o Parque está a necessitar de vida. Precisa, urgentemente, de actividades que atraiam a população.
Duvido que o restaurante (para quando a abertura?) e o bar (abre ou não?) venham, por si só, a ser o tal "motor" que vai dar vida ao Parque.
Ideias, há?


...pois foi esta a T-Shirt vencedora do concurso promovido pela Robina, a quem louvo pela iniciativa e por ter promovido os téxteis e designers lusos (estás à espera de alguma medalha do 10 de Junho?).
Aos restantes concorrentes: divido convosco o prémio, que nem sei qual é, e espero que apareçam na distribuição dos troféus, pois essa rapariga que está aí em baixo vai fazer a entrega dos mesmos. Sirvam-se!

a apresentadora

foto: nick chaldakov
... descansa-se o olhar, repousa-se o espírito.
Apuram-se os sentidos que nos levam a perceber a noite.
Porque a noite tem forma. Conteúdo.
Até amanhã.
...regista um momento. Que se deseja perpetuar.
Muitas vezes como meio de recordação.
O fotógrafo capta, regista e nasce uma fotografia.
O momento perpetuou-se.
É esse um dos desígnios da fotografia. E do fotógrafo.

foto: joão espinho
Dou-te o meu corpo
Que fazes transpirar,
Ofereço-te o meu desejo
Que transformas em excitação.
Envolves-me
Nesse abraço de um só corpo
E dentro de ti exclamo
O calor da minha paixão.

foto: alex opsitaru
Ele prometera-lhe uma visita para que finalmente se conhecessem.
Há semanas que se falavam pelo msn, trocavam mensagens e, uma vez ou outra, chegaram mesmo a falar ao telefone.
Ela queria, porém, saber quem era o homem que dizia palavras que a incendiavam. Queria ter um rosto na sua frente. Desejava aquele homem.
Esperou-o. Sem nervosismo, mas ansiosa.
Quando a campainha tocou, levantou-se do sofá, ajeitou o vestido vermelho que lhe cobria a pele, passou a mão pelo cabelo e, com entusiasmo, abriu a porta.
Um homem, com um ramo de flores, sorriu-lhe. Ela, com uma sensação de desilusão, mandou-o entrar. Ele, porém, entregou-lhe o ramo, com um cartão, e afastou-se rapidamente.
“Hoje não posso ir. Amanhã também não. Talvez nunca.”
Jogou-se para cima do sofá. E, já despida, imaginou mais uma vez como poderia ser o homem que tanto a excitava.
A desilusão não a fez perder a libido.
Exausta, levantou-se. Num gesto impulsivo, jogou as flores para o lixo, vestiu-se e saiu porta fora.
Na rua começava a chover.

jennifer aniston
Jennifer Aniston confirmou há pouco que, apesar de separada, acompanhará o ex-marido quando este se deslocar ao nosso País para a entrega do troféu à vencedora do 1º Concurso Miss T-Shirt molhada.
A cerimónia terá, pois, muito mais glamour.

jennifer aniston

"Urbanices e coisas tais" é o título da Exposição de Fotografia que, a partir de hoje, apresenta trabalhos de Rui Palha, no Espaço Santa Catarina - Palácio Cabral, em Lisboa.
E exposição estará patente ao público até 14 de Maio.
Aconselho vivamente.
A Associação para a Defesa do Património de Beja (ADPB) e a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) levam a cabo, a partir de hoje, o 5º Concurso de Fotografia - Património Cultural e Natural do Baixo Alentejo, sujeito ao tema "O Homem e a Água".
Os trabalhos devem ser entregues/enviados até 16 de Maio na ADPB.
Os prémios: 1º-500€, 2º-250€ e 3º-125€.
Não sei se o regulamento está algures online. A quem estiver interessado, posso enviá-lo por email.
O Charlie (leitor assíduo da Praça) aceitou o meu desafio. E acrescentou mais um elo à Cadeia de Literatura. Não tem blog, mas isso não o impede de participar. Ficam aqui as suas respostas.
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Estive quase a fazer um mini blog só para esta resposta, mas como não o quero fazer deixo ao nikonman a estopada de colocar a saída do repto.
Ray Bradbury escreveu Farenheit 451 em 1953, e François Truffaut transformou em filme em 1966.
A temática refere-se aos movimentos cíclicos de fundamentalismos e limpezas ideológicas, que tem como acção fundamental a queima de livros. A destruição da Biblioteca de Alexandria (os livros serviram para aquecer caldeiras), os autos de fé na idade Média e até no Renascentismo, com destaque para o Savanarola que queimava pirâmides de livro e quadros, passando pelo Nazismo e a Revolução cultural do Mao Tse Tung, todos conheceram os autos de fé em que a verdade só poderia vir do poder. No tema, Fahrenheit 451, temperatura de combustão do papel, todos teriam de decorar um livro como forma de perpetuar o conhecimento.
Eu seria o livro "Dialéctica da Razão Vital" de Ortega e Gasset, pela interdisciplinaridade que ele tem na arte do pensamento, remetendo para outros pensadores modernos, com elos para a recuperação dos seus pensamentos.
Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficcção ?
De facto, todos nós incorporamos as personagens, dos livros que lemos.
Mas o leitor é sempre uma alma vadia cujas transfigurações interiores se alteram ao som do fecho da última página para incorpar nova personagem ao abrir da primeira do livro seguinte. A personagem que mais me apanhou, foi na minha juventude mais temperã (sim porque sou um jovem nos tempos que correm) o elemento central do livro "Colmilhos Brancos" de Jack London. Curiosamente não é nem homem nem mulher, mas sim um lobo.
Qual foi o último livro que compraste?
Por acaso não foi comprado mas foi oferecido. Um pequeno livro escrito pelo dr. Francisco Correia das Neves, que vive em Beja, cujo titulo se chama, " O crime do Guincho" Agradeço aqui publicamente a oferta, que teve direito a dedicatória. De ler!
Os livros que vou comprar a seguir serão o " No Logo" de Naomi Klein, e o " Eu hei-de amar uma pedra" do L. Antunes.
Qual o último livro que leste?
O ultimo livro que li chama-se " A regra de Quatro" de dois autores, Ian Caldwell e Dustin Thomason.
Mas, tal como muitos, tenho feito releituras, nomeadamente" O Processo" e " A Metamorfose" do incomparável Franz Kafka, além de ler, como todos, horas a fio na net com destaque para blogs de poesia.
Que livros estás a ler?
Estou a ler "Gods of Eden " de Andrew Collins.
E um livro lindíssimo que tinha ficado a meio e que se chama "Zabiba e o Rei" do decapitado Saddam Hussein, e que retoma de repente uma actualidade metafórica impressionante perante o que se passa no Médio Oriente.
O livro que irei ler de seguida é de uma série que se chama "Os grandes julgamentos" e é " Oscar Wilde-O escandalo da Condessa". Tenho tido a oportunidade de interiorizar ao longo da leitura das diversas obras que compõem esta série o quanto as leis, as normas, a justiça enfim, estão sempre do lado da força, e como mesmo nos regimes democraticos a desvirtuação dos conceitos básicos é regra. Como se diz, "a razão das bestas é a sua força"
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Levaria um livro que é fundamental nestes casos. Um manual de sobrevivência. Depois levaria um pequeno livro delicioso que se chama " O velho que lia romances de amor" do Luis Sepulveda. Usá-lo ia como manual de sanidade mental, e tambem como Biblia de sobrevivencia e entrosamento ecológico. Para que eu não morresse de fome destacaria uma frase entre muitas, só para não cometer os mesmos erros: ...Os colonos devastam a floresta construindo a obra prima do homem civilizado, o deserto...
Outro livro que levaria seria "A jangada de pedra" do nosso Nobel. Como metáfora do nosso estado actual, este livro com 20 anos de distância espelha bem a ilha em que Portugal se transformou, estando à deriva e desligado do resto da Europa. Releria esse livro esperando que, por estranho sortilégio, as amarras que prendessem a ilha se despregassem do fundo levando-a para paragens onde visse a luz do sol nascer recortando a silueta dum continente no horizonte.
O quarto livro seria um diário. Para escrever as coisas que nos ocorrem quando temos todo o tempo do mundo.
O quinto livro seria o mais importante: Um poema!
Para estar desterrado
numa ilha qualquer
só quero no meu fado
um poema: a Mulher.
E seria com ela e por ela que teria todos os dias uma entrada no meu diário. Estando sós escreveria ; ...querido diário, encontrei hoje a mais maravilhosa mulher do mundo....
A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
Passo ao nosso amigo do Alvitrando, à Agatha e passaria tambem ao Ma-Schamba.
E os vencedores são:
Quem é o vencedor? Que pergunta...
Todos sabem que a resposta só pode ser uma...

Lido no Erotismo na Cidade:
- Espera, eu dispo-te.
Aproximou-se, os braços caídos como os dela.
Tocou-lhe as mãos, subiu pelos dedos, tocou nos pulsos onde as mangas terminavam.
Encostou o corpo ao dela. Puxou para cima a camisola que ela vestia.
Tapou-lhe o rosto.
Olhou-a assim, semi despida. O rosto tapado.
Ela sentia o olhar.
Esperava o toque que ele fazia demorar.
Quando lhe tocou, a pele dela explodiu em arrepio.
Com a mão aberta acariciou. Brincou com o umbigo. Explorou-lhe o peito.
Olhava atentamente.
Abriu-lhe os braços, levantou-os para ver, tocar, beijar.
Cobriu a pele dela com o desejo quente que sentia.
Tirou-lhe as calças. Ajoelhou-se.
Descalçou-a. Beijou-lhe os pés. Subiu nas pernas, no corpo.
Ela parada, os olhos fechados por detrás da camisola.
Quando ele parou, quando se afastou para a olhar sentiu frio.
Estremeceu.
Ele aproximou-se. Colou a pele à dela.
Desnudou-lhe os olhos.
Com o olhar penetrou-a.
E com o corpo a vestiu.


Então vá lá ao Bosque e vote no Nikonman!
O Blog do Cagalhoum completa hoje 1 ano de vida e a malta da Praça envia-lhe os parabéns com votos de longa vida, muita escrita e boas..... cagadas, sorry, boas postas, queria eu dizer.


Olhar:
as linhas, os traços, o enquadramento, a luz, o cinzento, a ausência de ruído, a composição, a luz, a sombra.
Por fim os detalhes, os pormenores.
Na fotografia, os olhos encaminham os sentidos.
Bom fim de semana.
A WIND (obrigado!) passou-me um elo desta cadeia. Que aceito. E a que dou continuidade.
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
- "A Sibila" - Agustina Bessa Luis
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
-A escolha é difícil. Mas gostaria de me por na pele do próprio escritor. E criar as minhas personagens, dar-lhes vida e poder vivê-las. Escolheria então ser Gabriel Garcia Marquez. E volto ao princípio da resposta: a escolha é difícil, perante a galeria de personagens criada por Gabo.
Qual foi o último livro que compraste?
-"Portugal, Hoje - O Medo de Existir", de José Gil. Para tentar compreender se é possível compreender....Portugal.
Qual o último livro que leste?
- Chegado a este patamar da vida, já não há livro que se leia pela última vez. As releituras são obrigatórias. Constantes. Mas posso dizer que tenho ao meu lado, permanentemente, a "Poesia Reunida (1967-2000)", de Nuno Júdice. Descubro as novas palavras ao reler as que pensava já esquecidas. Para além de que, este livro, me foi oferecido pela pessoa mais especial que conheci em toda a minha vida.
Que livros estás a ler?
- "Eu hei-de amar uma pedra" - António Lobo Antunes
- "Triunfo do Amor Português" - Mário Cláudio
Que livros(5) levarias para uma ilha deserta?
Não estou a pensar em ir para uma ilha deserta. Acrescento: não vou para nenhuma ilha, e muito menos deserta. E mesmo que fosse, não cometeria a injustiça de escolher 5 livros. Não, decididamente, não!
A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
Sem desconsideração pelos outros, escolho:
A Mad do Aliciante - porque sim!
O meu fiel comentador Charlie, porque, mesmo não tendo blog, é um consumidor deste produto. É a isto a que se chama "abrir à sociedade civil".
O Manuel do Gasolim, porque quero ver como é que ele se desenrasca desta!
E os vencedores são:
- Todos!
Júlio é um rapaz que anda a frequentar umas aulas de desporto de grupo, pois os pais diagnosticaram-lhe uma timidez que o leva a afastar-se do convívio dos adolescentes da sua idade.
Apesar dos seus 15 anos e do diagnóstico paternal, Júlio é um leitor assíduo da revista do Expresso, gosta de navegar na Internet, colecciona os cd’s dos U2 e olha para a SIC Radical de quando em vez.
O que o torna diferente.
Também o facto de não vestir calças XXL com o cós a roçar as nádegas e de trazer os cordões das sapatilhas Adidas sempre bem apertados, tornam o Júlio uma raridade na C+S que frequenta com bons resultados.
Até o boné com as iniciais de New York é usado com parcimónia, pois passa longas e poeirentas temporadas pendurado por detrás da porta do quarto de estudos.
A única vez que se lhe viu alguma tentativa de integração foi quando participou, embora durante pouco tempo, numa manifestação de alunos do ensino secundário que protestavam com as pilas e rabos à mostra contra, não se sabe bem, o ensino ou os professores. Foi até talvez devido aquelas exteriorizações das partes íntimas, que Júlio abandonou a demonstração.
Não se lhe conhece uma experiência, ou sequer ensaio de relacionamento com as meninas da sua Escola.
Tem sido nas aulas de desporto em grupo que o Júlio evidencia a sua excessiva timidez. É incapaz de se despir em frente aos colegas e deixa-se ficar para último quando chega a altura do duche.
Para os médicos esta situação não é alarmante, pois o diminuto desempenho social do Júlio é normal para a sua idade. Mas a entidade paternal assim não o entende.
O pai, um oficial de cavalaria, habituado a uma permanente solicitação para eventos de carácter social, gostaria de ver o seu filho tornado um cavalheiro, de sorrisos largos e sabendo beijar a mão. A mãe, por sofrer de asma, desempregou-se assim que casou. Habituou-se à solidão das longas ausências em serviço e tinha esperanças que o seu filho fosse o outro lado do diálogo.
Foi por isso com grande estranheza que a mãe lhe descobriu numa gaveta, no meio de revistas duvidosas, uma caixa de preservativos.
O diálogo foi seco e consequente:
“Mãe, a professora de desenho convidou-me para me dar umas explicações no seu apartamento. Como não acredito no amor à primeira vista, vou protegido”.
Folhear a blogosfera é, podemos dizer, uma forma de ler como os outros vêem o mundo e o seu dia-a-dia. Há quem escreva em poesia, quem deixe apenas uma pequena mensagem, outros optam por inserir fotografias, sem qualquer texto, fazendo justiça a quem diz que uma imagem vale mais que mil palavras.
Há, porém, quem escreva de tal forma que, as suas linhas nos transmitem quase um registo fotográfico. São olhares atentos e sentidos.
Um exemplo desta escrita atenta é-nos oferecido pelo blog NOVOS VOOS.
E destaco o texto que o Yardbird escreveu e a que deu o título “UM OLHAR”.
Aquele olhar, quase negro, pintado numa cara pequena, suja de um sujo acumulado de muitos dias, um encardido do pó dos escapes e de rastos de comida, escassa, decerto, mirou-me fugidiamente mas contou-me breve, muitas das histórias que encerrava. Ou eu, pretensioso, assim pensei.
Disse-me como já conhecia aquela esquina quase de cor, e como se cansava de apanhar frio ao colo da mãe. E mais ainda, quando ela o pousava na calçada, em cima de um cartão encostado à parede.
Logo aqui começamos a ter uma imagem bem nítida da figura descrita.
Somos levados para uma realidade que conhecemos, mas que muitas vezes queremos ignorar.
Para que as ilusões se desfaçam, a escrita torna-se mais nítida
Disse-me das noites que se pegavam às madrugadas e estas aos dias e como parecia que era tudo idêntico como se o dia fosse composto por vinte e quatro horas iguais entre si, sempre dolorosamente custosas de passar, e que pouca diferença lhe fazia que fizesse sol, chuva ou vento, fosse de dia ou de noite, porque a fome que lhe abria um buraco no estômago e um vazio nos intestinos que roncavam sempre porque trabalhavam em vão, e o desconforto que lhe gretava a pele, quase se mantinham inalteráveis e insubmissos às poucas tréguas que a caridade alheia lhes dá.
No fim o retrato completa-se. Já não nos restam dúvidas do que lemos, do que estamos a ver. Não podemos fechar os olhos.
O retoque final tem relevo:
Aqueles olhos não olham só. Rasgam as almas de quem lhes devolve o olhar.
Aqueles olhos carregam consigo todas as dores, todas as misérias de todos os meninos do mundo.
São uns olhos tristes. De uma tristeza tão profundamente infiltrada na carne, que me interrogo se alguma vez aquela criança aprenderá a sorrir.
Estas e outras palavras com imagens podem ser visitadas em Novos Voos.

Olho para uma imagem. Leio um poema.
Devo conhecer-lhes os títulos?
Não desejo ser condicionado.
Mas... e os títulos?
Deverá cada obra ter um nome?
Certamente que sim. Mas só no espírito do autor.

foto: joão espinho
... que me aquecem
e me tocam o corpo
e me fazem rodar sobre ti
lançando-me numa espiral
de prazer e loucura.
... que me provocam
quando, em silêncio,
me agarram e me levam
a sentir-te mais mulher,
mais tu
mais nós!
Dia 24 de Abril, no Parque da Cidade, depois das 21H30, os EZ SPECIAL vão animar as comemorações do 31º Aniversário do 25 de Abril.
Vamos lá?

João Paulo Ramôa aceitou o convite que lhe foi feito pela Comissão Política de Secção de Beja do PSD para encabeçar a lista social-democrata à Câmara Municipal de Beja.
O nome de João P Ramôa será agora apresentado ao Presidente do PSD que, naturalmente, o confirmará como candidato do partido à Presidência da Câmara da capital do Distrito de Beja.
A maré é forte mas, com o tempo, vão-se galgando as ondas. Mesmo com mar picado e dasagradável.
É caso para dizer que a blogosfera ganhou mais uma etapa.
Nas comemorações do Dia Mundial do Livro, no próximo dia 23 de Abril, a programação da Biblioteca de Beja tem um momento alto, dedicado aos blogs.
Já na madrugada do dia 24 (ainda um dia os blogs ocuparão o horário nobre), lá para a 1H15, teremos a iniciativa "Eu blogo, tu blogas, ele bloga....", com a participação de vários bloggers que, certamente, alargarão a conversa para "nós blogamos, vós blogais, eles e elas blogam".
A gente vai blogar!!!
Começou a época dos caracóis (ou ranhosos) acompanhados das tais "bjecas".
Quando estiver a fazer o seu pedido ao empregado de mesa, tenha cuidado....

foto:kerstin braun
pois à pergunta "Tem caracóis?", a resposta pode ser "Não! Sou rapado!!!"
Boa tarde e.... bons caracóis!
O programa deste Encontro está quase pronto.
A Mad e aqui a Praça só queremos o melhor para vocês.
Já apontaram na agenda?

A CDU apresentou, no passado Domingo, o seu candidato a Presidente da Câmara.
Na presença de Jerónimo de Sousa, de Carreira Marques e de outros distintos comunistas, Francisco Santos, o candidato, afirmou que a obra está feita.
Apetecia perguntar: então porque se candidata?
A resposta veio pronta: para renovar os quadros da Câmara (não sei se para melhor) e, reparem, para que seja criado um parque temático (história de Portugal) em Beja. Ora bem, aqui está uma boa ideia para exibir, de forma perpétua, os dinossauros da política bejense.
Espera-se que os bilhetes de ingresso não sejam muito caros, as vias de acesso ao Parque sejam boas e, obviamente, que o parque de estacionamento seja gratuito.
Há por aí com cada ideia....
Ao ver a reportagem sobre os ficheiros da PIDE que estavam na mão da Maçonaria e que agora foram depositados num Banco (???), algumas questões me ocorreram:
- Que importância terão esses ficheiros para que os maçons ocultassem (durante 30 anos) a sua posse?
- O que fazem ficheiros deste tipo no cofre de um banco?
- Para que é que serve a Torre do Tombo?
- O que é que andou a fazer, durantes anos, a Comissão de extinção da PIDE/DGS?
Ai, ai, esta democracia tem com cada uma....
"O autor de um blogue que disponibilize conteúdos ilícitos deverá ser demandado nos termos da responsabilidade civil por factos ilícitos. Na noção de autoria, engloba-se a colocação de ligações em hiper-texto."
Isto e muito mais para ler num estudo sobre a responsabilidade civil dos bloggers e daquilo que por aí vamos escrevendo.
O autor deste trabalho, Hugo Lança Silva, é assistente da ESTIG/Instituto Politécnico de Beja. Este seu trabalho pode ser lido no Verbo Jurídico (ficheiro zip)
A grande sala de espectáculos de Beja reabre ao público no próximo dia 17 de Junho.
Depois de cerca de década e meia, Beja volta a ter uma sala de espectáculos.
Agora, aguarda-se que a programação seja de forma a saciar tão longa (excessivamente longa) abstinência.


Candidato Nr. 4 - Nikonman
"Este candidato, decerto muito virado para a imprensa e nomeadamente para os "paparazzi" apresenta-nos um modelo em branco-claro discretissímo. Julgo mesmo que a inspiração lhe tenha chegado depois de ter visto o príncipe Carlos proferir aquela frase a respeito dos jornalistas "são uns horrores". Se incorporarmos uma máquina fotográfica ali no olhinho do fotógrafo, os príncipes deste mundo deixar-se-ão fotografar sem sequer saber que o estão a ser.
Esta é uma t-shirt muito multifacetada já que poder-se-ão instalar todos os olhinhos que se desejar e para todos os fins possíveis.
Permitam-me que lhes diga que temos inventor."
by Donatella Versace
Perante este elogio, do que está à espera para ir votar?
Está a um passo de eleger o Mister T-Shirt Seca.
Clique aqui e do lado direito do Bosque vote no Nikonman.
Aqui a Praça agradece.
... comentários! Sim 3 mil.
A leitora Ana Maria fez o 3.000º comentário nesta Praça.
Quando estivermos à beira do nº 4 mil, aviso. Pode ser que entregue um prémio!
Obrigado pela vossa participação.
No teu rosto encontrei uma expressão.
Suave, leve, mágica.
Nenhum quadro a pode desenhar
Em nenhuma imagem a registo.
Perco-me no teu olhar,
no teu sorriso...
suave,
leve e
mágico.

foto: joão espinho
Célia avisou-me que aquele encontro seria só para que não restassem ódios e rancores na relação que agora terminara. Sempre a vi como uma mulher decidida, sem hesitações, determinada, pelo que aquele encontro me pareceu uma pura perda de tempo, ou, e isso eu não queria admitir, uma tentativa para não encerrar mais um capítulo da sua vida. Pelo menos ela não quereria que a relação terminasse de forma violenta. Não equacionei que se tratasse de um retrocesso.
Durante as horas em que Célia se manteve ausente, decidi-me a rasgar atalhos e contactos do meu passado recente. A mim apetecia-me terminar o livro. Mais do que concluir um capítulo. Sabia que Mariana não desistiria de se assumir como mais uma peça nesta relação inicialmente triangular. Tinha a certeza que ela regressaria.
Quando deparei com o seu número, hesitei. Esquecer, ignorar, apagar? Ou deixar ficar?
Inexplicavelmente, liguei-lhe. Mariana pareceu-me agitada. Percebi que estivera a chorar.
“É também por ti. Posso ir a tua casa? Agora?”
Fiquei quase sem resposta. O que diria Célia, que prometera voltar directamente para o meu apartamento, se visse ali Mariana? Sem que eu a avisasse antes?
“Vi o carro de Célia à porta da casa dele” – disse-me, com um ar de quem lamentava a traição de que eu estaria a ser vítima.
Não tive tempo para explicar o que se estava a passar. Célia meteu a chave à porta, entrou, e olhando para Mariana ainda disse: “Pensei que era contigo que ele se ia encontrar agora”, e saiu sem que eu conseguisse dizer uma única palavra.
13 MAIO - SEXTA-FEIRA
22H00 – Serenata na Escadaria do Convento de Nª Sª Conceição
14 MAIO - SÁBADO
09H00 - Manhã Desportiva - Instalações do Liceu
12H00 - Recepção aos Antigos Alunos - Sessão Solene - Liceu
15H00 - Tarde Cultural/Sarau Académico - Ginásio do Liceu
22H00 - Baile de Gala - Pátio Coberto do Liceu
15 MAIO - DOMINGO
10H30 - Romagem ao túmulo de D. Maria Isabel Covas Lima
12H00 - Missa na Igreja da Misericórdia
13H30 - Almoço de Confraternização
18H00 - Cortejo pela cidade
finalizando com a
Leitura do Testamento do Galo
Mais sobre a Festa do galo aqui.

Já podem consultar aqui o programa completo da maior feira do Sul.

Beja vai estar em Festa. De 13 a 15 de Maio.
É esta obra de alfaiateria que vai estar amanhã a concurso no Bosque da Robina.
Espero que a eleição seja democrática e directa. Nada de delegados.
Pronto, não se esqueçam de ir votar! (ler nota em rodapé)


nota: Eu não sou grande adepto de t-shirts. Uso-as normalmente quando tenho que ir à varanda estender roupa ou para ir à porta atender a vizinha que me vem devolver a meia chávena de azeite que, vá-se lá saber porquê, teima em pedir-me emprestada em noites de insónia. Eu sou mais especialista em design de roupa interior. Sim, daquela tipo fio dental, ou mesmo sem dentes. Por isso, apresentei esta proposta muito simples. Gostam, não gostam?
Ela é benfiquista de alma e coração. Eu sou sportinguista desde que me conheço.
As crianças também se repartem de forma igual.
Estive tentado em trazer para o campo verde um dos encarnados (menos convicto).
Mas acho que não vale a pena estar a criar desequilíbrios.
A nossa relação também se vai contruíndo na base deste equilíbrio clubístico.
Parece-me bem!
(este post pode sofrer uma grande alteração nas próximas jornadas. mas continuo apostado em fortalecer o equilíbrio)
O recente Congresso do PSD elegeu Marques Mendes como novo líder.
Espero que se cumpra o prometido: mudar de vida e trilhar novos rumos.
Agora é tempo de preparar as autárquicas. Será uma boa ocasião para arrumar a casa.
Segundo noticia o NA, Florival Pinto, tesoureiro da Distrital do PSD/Beja, pediu a demissão daquele cargo, por não se rever na nova liderança do PSD.
Quem é o senhor que se segue?
O NotíciasAlentejo tem, a partir de hoje, um novo Director.
Luís Rego, jornalista da SIC, assume a Direcção que tem vindo a ser exercida por Carlos Trigo.
Ao Director cessante deixo aqui o meu testemunho de apreço pelo excelente trabalho que desenvolveu naquele OCS.
A Luís Rego desejo muito êxito na condução deste projecto jornalístico de cariz marcadamente alentejano.
...deste-me um pouco mais de ti.
Mostraste-me mais um recanto da tua alma.
E o Sol que mergulhava em reflexos, renasceu no brilho dos teus olhos.
Obrigado.

Correio do Leitor:
"Quem disse que só o natural é que é bom? Já experimentei a comer uma febra de porco preto ao natural.
Assim sem mais!
É intragável.
Nada como uma boa depilação num lume de estevas, levar-se o corte ao ponto e dar-lhe calor que chegue à base da pedra de sal.
Depois, quando estiver na cor que se quer, é saborear. Há quem goste mal passado.
Eu prefiro dar-lhe o tempo certo.
Passado sim, mas, ao ponto de estar ainda macio.
Na zona onde se conseguem descobrir os sabores ocultos."
by Charlie - em abril 8, 2005 01:29 PM
"Só queria deitar-me sobre ti
aninhar-me no teu peito denso
cativá-lo na necessidade das mãos
prendê-lo à gula dos olhos
Só queria deitar-me sobre o teu cansaço
e contê-lo no meu abraço
comunicar-te no silêncio do toque
tudo aquilo que me leva a desejar-te
...a precisar-te tão perto
a cada dia...mais um dia
sentires a promessa de um 'para sempre'
no meu corpo do teu lado...quente"
Lido no Come away with me. Obrigado Mood.
Sim, este é um post para criar equilíbrios.
É que há por aí na blogosfera um excesso de imagens dos Josh Harnetts, Clooneys, Chico Béu, e outros rapazinhos assim.
Ora aqui esta Praça quer é que a coisa seja equilibrada.
Por isso, deixo-vos aqui um registo fotográfico da Shakira.
Acham que a coisa agora fica mais equilibrada, não acham?


Foi com pompa e demasiada circunstância que apareceu em Portugal este magazine dito "para homens".
E anunciou-se como sendo a revista que faltava ao homem moderno.
Ora a FHM é um barrete. Ou então esse tal homem moderno português é uma coisa que não existe.
Cheia de vulgaridades, com assuntos sem qualquer tipo de interesse (como dar de comer a tigres, por exemplo) e fotografias de gajas pré-fabricadas, a FHM (versão portuguesa) não vale os 3,50 € que vai passar a custar a partir de Maio.
Vou continuar fiel à minha Men's Health.
O meu contributo semanal para o programa de Rádio "Palco das Artes", onde falo de blogs e blogosfera.
Depois de, na passada semana, ter explicado, em traços muito gerais, o que é um blog, começo hoje a divulgar alguns daqueles que considero mais interessantes e que merecem uma visita atenta por parte dos ouvintes internautas.
Apresento-vos hoje o ILUMINADO.
O Iluminado é um blog cheio de humor. Mas de um humor inteligente, por vezes corrosivo, cheio de segundos sentidos.
Os textos do Iluminado são curtos, milimétricos até, e têm a vantagem de nos fazer logo esboçar um sorriso.
Não são anedotas nem nada parecido com esse tipo de humor.
Veja-se por exemplo esta posta, escrita no Natal:
“O Natal foi a época do ano que me deu a minha primeira dor de estômago. Não só pelos doces que comi, mas também por ter descoberto que nem tudo o que está pendurado na árvore de Natal é comestível.”
Se o Iluminado fosse vegetariano, certamente que nem a árvore de natal se safava.
O Iluminado tem um amigo imaginário, que o acompanha para todo o lado, mas nem sempre as coisas correm bem.
Ele relata-nos assim um acontecimento trágico:
“Telefonei para os bombeiros para alertar que o meu amigo imaginário estava a pegar fogo à casa com um lança-chamas. Riram-se e desligaram-me o telefone na cara. Sou obrigado a admitir que na verdade não era o meu amigo imaginário, mas sim o meu irmão de dois anos. Só disse aquilo para ser mais credível.”
Às vezes as coisas que o Iluminado escreve parecem sem sentido. Diz ele:
“A minha mãe comprou um aspirador industrial. Então, eu e a minha irmã estivemos a ler o livro de instruções e a testá-lo. Algo deve ter corrido mal, porque não vejo a minha irmã desde então.”
Quantos de vós não viram já ir pelo tubo do aspirador qualquer coisa que, obviamente, não deveria ser aspirada?
Bem, e termino com esta pérola.
Diz o iluminado:
“Já trabalhei num cabeleireiro, mas fui despedido logo no primeiro cliente. Perguntei-lhe se queria cortar muito e ele respondeu-me que não, só um dedo ou dois. E foi o que fiz.”
Começa amanhã, dia 9 (16H00), o I Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja.
Até dia 28 de Abril, podem ser vistas na Casa da Cultura de Beja, exposições de Alain Corbel, David Rubín, Diniz Conefrey, Fritz, José Abrantes, José Carlos Fernandes, Miguel Rocha, Muñoz & Sampayo, Pedro Cavalheiro, Pedro Leitão, Ricardo Ferrand, Há Movimento Debaixo da Terra, Tertulia BDzine, entre outros.


foto: marita k.
O melhor caminho para atingir determinado ponto nem sempre coincide com o mais fácil. Entre curvas, altos e baixos, o que é verdadeiramente importante é saber qual o objectivo e ser determinado em alcançá-lo.
Passo a passo.

Por engano, pegou no porta-chaves que tinha a chave da sua anterior casa, aquela onde vivera enquanto casado. Nunca a devolvera, pois deixara lá alguns dos seus livros e outras coisas sem importância. Adiou sempre esse regresso. Não lhe apetecia voltar a ver a casa onde, durante 6 anos, construíra o seu grande amor.
Olhou para a chave e decidiu-se por, finalmente, ir buscar os seus haveres. Ligou para o telemóvel da ex-mulher que, por estar na hora de serviço, não atendeu.
Entrou na casa, com passo decidido, pois não queria estar a ver que tipo de alterações haviam sido feitas, dirigindo-se para o escritório. Estranhou um certo desalinho, com roupa jogada para o chão e pensou no quanto ela se havia transformado, desde que lhe dissera que já não o queria. Olhou atentamente para aqueles vestuários e percebeu que era lingerie, muito sensual. Imaginou-a vestida com aquela roupa interior. Uma certa nostalgia invadiu-lhe o espírito.
Quis seguir para o escritório, mas um ruído que vinha dos lados da casa de banho, fê-lo mudar de rumo. Ela teria, certamente, deixado alguma torneira aberta.
Foi com um espírito de ajuda que abriu a porta.
Viu-se envolto numa nuvem de ar condensado que vinha do duche. Olhou.
Deixou cair as chaves que trazia na mão.
Ao sair da casa de banho, hesitou, mas voltou a olhar para o que, há segundos atrás, lhe parecia uma miragem.
Quando se meteu no carro e antes de meter a chave na ignição, reflectiu uns segundos.
Arrependeu-se por nunca ter querido conhecer a sua mulher.
que chegue o filme A Intérprete, com Nicole Kidman e Sean Penn e realizado por Sydney Pollack.
Por razões várias: Nicole, Sean, thriller, política, suspense e, obviamente, o domínio falado* de línguas. É uma questão de afinidades.

*porque o domínio escrito está no campo da tradução (o intérprete produz texto oral).

foto: ralf blasko
É assim que me sinto hoje.
E gostaria de poder transmitir-vos esta energia, acompanhada da força que o Sol nos dá.
Apesar destes dias cinzentos e descoloridos, é por vezes dentro de nós que temos que procurar aquilo que dá cor aos nossos dias.
Sobre a polémica que "estalou" na blogosfera, li este contributo do Diário da Paternidade, que me parece ser muito positivo, sensato e lúcido.
"Num mundo em que todos os dias somos assaltados por imagens de crianças em situações desgraçadas e moribundas, faz-nos bem à vista e à alma partilhar imagens (visuais e escritas) de crianças que são amadas e transluzem vida."
Nem mais!
Leia-se esta notícia.
Em Beja tenta-se calar à paulada quem não colabora com irregularidades.
Assim vão os bons costumes...
(espero não ser surpreendido com alguma agressão)

Contacts foi uma série apresentada no canal Arte. Onde se falava de fotógrafos e dos seus trabalhos. Agora aparece-nos em 3 dvd, agrupando cerca de uma dúzia de fotógrafos, abordando a foto-reportagem, a fotografia contemporânea e, claro, a fotografia conceptual.
Esta série tem a vantagem de ouvirmos os autores na primeira pessoa, ficando a conhecer o seu lado invisível.
Para os amantes da fotografia este é, sem dúvidas, um (tri)-dvd a adquirir.

foto: markus s.
E quando com a língua em fogo
Me derretes o desejo
E depois
Te debruças para que em ti
Lance a chama desse desejo
Nesse momento em que te olho
E dos lábios se libertam beijos
É sim, nesse instante,
Que do corpo se soltam
Os silêncios
As imagens
As cores
De um oásis de prazer.
Retomo o jantar do passado Sábado.
Só para vos mostrar um momento alto do evento, superiormente registado pelo Ognid.
Pronto, desculpem lá esta promoção!!!!

Com este tempo meio cinzento quase que não faz muito sentido falar em piscina.
Mas lembrei-me desta sugestão que fiz em 2004 à autarquia bejense.
E que retomo hoje: não seria uma boa prenda a oferecer aos munícipes abrir as piscinas ainda durante a Primavera, de preferência no mês de Maio, quando já se começam a sentir os calores do Sul?
Vá lá, um pequeno esforço. Que até pode ser compensador. Não estamos em ano de autárquicas?!!!
A Mad já se referiu aqui ao que temos em mente.
Organizar um encontro de bloggers, aqui na planície, e com sabores e aromas do Alentejo.
E porquê?
Para festejarmos o 1º Aniversário do Aliciante e o 2º desta Praça.
A data já está marcada: 21 de Maio.
Onde: em Beja
Pretendemos fazer mais do que um simples almoço ou jantar. Queremos proporcionar uma jornada de convívio que possibilite um contacto mais estreito entre os participantes.
Uma jornada com sabores, sons e aromas do Alentejo.
Vão ficando atentos às nossas informações..
... regressaram a Beja. Há muito que não os via.
O método continua a ser o mesmo: abordam os automobilistas nos semáforos e tentam vender rifas para não sei o quê.
A linguagem é a mesma: agressiva!
Não se poupam ao piropo parvo se for uma automobilista*.
E quando lhes dizemos que não estamos interessados, mandam-nos uns olhares reprovadores e umas "bocas" muito pouco consentâneas com a imagem que temos dos Soldados da Paz!
Não se importam, senhores Bombeiros, de acabar com essa forma ridícula de angariar fundos?
* diálogo:
Bombeiro: Eu nem lhe pedia dinheiro!
A automobilista: ???
B: Pedia-lhe era que vivesse comigo para o resto dos meus dias!
A: Como já ganhou o dia, não tenho que contribuir...Muito bom dia!
Um simples gesto, para dizer que te amo.

Que esta flor te dê o aroma da minha paixão e o alento para te sentires cada vez mais forte.
"Não conheço alentejano nenhum com defeito"!
Obrigado, Luna, por confiares na malta do interior!
Ouvi a expressão, pela primeira vez, no passado Sábado, pela boca da São Pandora's Box.
Leio agora no Amorizade:
"O que é um bit-afecto?
Um bit-afecto
... é uma atenção que se torna possível graças à proximidade, nem tanto física mas mais afectiva.
... é uma presença que entra pelo pc directamente para o coração.
... é um apoio permanente porque sempre acessível, mesmo na distância.
... é um partilhar de emoções e sentimentos a toda a hora.
... é um laço que se cria com alguém verdadeiramente invisível aos olhos, mas próximo do coração.
... é ...".
Pois! É nestas reticências que residem algumas questões.
Eu sei que é muito mais importante falar em sentimentos positivos do que naqueles que nos trazem tristezas.
Mas, pergunto eu, os bit-afectos não têm provocado bit-ódios, sendo estes, por vezes, mais intensos que os ódios reais?
Querem pegar neste assunto?
(Que escrevi em 2002.
No mesmo espaço de uma casa, muitas histórias.
A mãe, a filha, o ex-marido, o pai, outras mulheres e outros homens. Fui descobrir estas coisas numa disquete esquecida. Começam hoje a apanhar ar).
Luísa acabara de se levantar. A noite havia sido de transes e esquecimentos. Bebera e fumara, a sua forma de comemorar o Dia da Mulher.
Apesar da fortíssima ressaca, Luísa ainda tinha os olhos cheios dos avultados músculos do sexo masculino que se exibiram nessa noite de streap-tease só para fêmeas.
O cheiro a álcool fermentado, à mistura com o desarrumo de peças de roupa lançadas ao acaso na escuridão da madrugada, faziam-na sentir um mal estar quase à beira do vómito.
Afasta-se do ambiente da cozinha. Nenhum sumo de laranja e nem uma dose de Guronsan a conseguirão fazer sentir-se melhor.
Recusa olhar para o espelho vertical que o ex-marido não quis levar no dia em que assinou o divórcio, mas que a filha única de 18 anos exige que ali se mantenha.
É por ela que não liga a música nem abre as cortinas. Talvez também ela tenha ido comemorar o seu dia.
Sem ter a certeza se valeria a pena, decide-se por um duche que lhe alivie aquela sensação que tem na cabeça e que se assemelha ao bater das asas de uma bando de frenéticas gaivotas que esvoaçam à beira mar em dia de vendaval.
A frescura da água e o aroma do gel de banho levantam-lhe a auto estima. Deixa-se ficar longos minutos envoltos naquele ambiente de ar condensado. Recorda por momentos as horas nocturnas de uma excitação iludida, do lugar e do palco que agora lhe pareceu um talho a vender carne fresca. Preferiu esquecer.
Saiu do banho com uma nova disposição. Ia acordar a Márcia e desafiá-la para um passeio fotográfico às cercas da praia do Guincho. Uma boa salada de marisco, na companhia da filha e do mar, restituir-lhe-iam a dignidade.
Estava decidida quando, ao abrir a porta do quarto, lhe pareceu ouvir um gemido e recordou que também ela se sentira assim há pouco tempo atrás.
Abre as janelas para deixar entrar o Sol, mas aquele cheiro era mais forte e ela conhecia-o. Tal como aqueles gemidos de prazer.
Não quis olhar. Não queria acreditar em inocências perdidas.
De saída, e a fugir, encalha naquela roupa e sapatos de homem, joga-se para o sofá da sala e pega no livro que nunca conseguira acabar: “Não há coincidências”.
Mais duas panorâmicas do jantar:

foto: joão espinho

foto: joão espinho
O Ognid, que tem a sua CATEDRAL sempre bem conservada e decorada com muito bom gosto:

foto: joão espinho
Este é o arquitecto GOMEZZZ:

foto: joão espinho
Uma panorâmica, onde identifico: logo em primeiro plano e de digital na mão o ORCA. Lá ao fundo, em pé, está o ALEX, que obviamente vinha com a sua COMPANHIA.

foto: joão espinho
Uma MELGA que, contrariamente à foto, esteve sempre de olho bem aberto:

foto: joão espinho
Um PONTO AZUL, com pronúncia do norte e um humor inteligente:

foto: joão espinho
Da esquerda para a direita:
Luís Ene, Vítor e Mad.

foto: joão espinho
A São. Ou, se quiserem, a PANDORA'S BOX:


fotos: joão espinho
Seguem-se mais fotos do evento. As palavras deixo-as para o fim.
Continuo a divulgação de fotógrafos.
Hoje trago-vos o francês (1961) Ludovic Goubet. Uma breve leitura da sua biografia ajuda-nos a compreender a vida atribulada (sexo, drogas e rock&roll) de Ludovic. Antes de se dedicar à fotografia, a música foi a sua escolha artística.
É porém nas imagens que Ludovic parece querer reflectir o seu mundo.
Com retratos de qualidade ímpar e intimamente ligado à fine art e ao nu, Ludovic Goubet tem já o seu nome inscrito nas galerias que perpetuam a fotografia. O seu site apresenta alguns dos seus melhores registos fotográficos.
Ficam aqui dois dos seus trabalhos:


"Por tudo isso vale a pena oferecer hoje ao(s) seu(s) filho(s), se é pai ou mãe, um livrinho. Se não é, ofereça a um sobrinho, um afilhado, ao filho da empregada ou da vizinha. É importante mostrar aos mais novos a magia que se cria de cada vez que abrimos um livro."
É assim que a senhora Vi chama à atenção para o Dia Internacional do Livro Infantil, que hoje se comemora.
Mesmo que não possa oferecer um livro, pelo menos leia um conto infantil.
As crianças aí de casa vão agradecer.
Boas leituras!

foto: gereon mueller (adaptação)
(...)
O dia de hoje
Cinzento e com vento
Veio trazer mais terra
E alimento
Para que o alicerce
Da nossa paixão
Se transforme em raízes
Sólidas e eternas.
... sem nevoeiros nem fantasmas, é o que vos desejo.

foto: carl root
Não se iludam!
Isto não é um post. É uma mentira.
O meu contributo semanal para o programa de Rádio, onde falo de blogs e blogosfera. Ontem, no 1º programa, foi assim:
Tentarei trazer a este espaço, semanalmente, algumas das novidades e destaques do mundo da blogosfera.
Para quem não está habituado a esta linguagem, pode dizer-se que um blog é uma página na Internet, normalmente um espaço individual, mas que também pode juntar algumas parcerias, onde o seu autor vai escrevendo o que lhe apetece e que tanto pode ser um poema como uma anedota, um pensamento, uma citação, uma crítica, enfim, um blog é um jornal de parede na Internet, escrito de baixo para cima, facilitando a leitura dos visitantes.
Há blogs para todos os gostos. Amarelos e azuis, vermelhos e brancos, ou verdes e pretos.
Tentarei trazer a este espaço, semanalmente, algumas das novidades e destaques do mundo da blogosfera.
Para quem não está habituado a esta linguagem, pode dizer-se que um blog é uma página na Internet, normalmente um espaço individual, mas que também pode juntar algumas parcerias, onde o seu autor vai escrevendo o que lhe apetece e que tanto pode ser um poema como uma anedota, um pensamento, uma citação, uma crítica, enfim, um blog é um jornal de parede na Internet, escrito de baixo para cima, facilitando a leitura dos visitantes.
Há blogs para todos os gostos. Amarelos e azuis, vermelhos e brancos, ou verdes e pretos. Cada um é dono do seu espaço e segue as regras que criou para si próprio.
O blog tem uma grande vantagem relativamente aos tradicionais meios de comunicação: é que cada um só escreve quando lhe apetece e aquilo que muito bem deseja. Por isso, há blogs classificados para maiores de 18 anos, onde a linguagem e imagens podem ferir as susceptibilidades mais sensíveis, há os blogs de primeira infância, normalmente cheios de bonequinhos e com um fundo cor-de-rosa ou azul-bebé. Depois há também os blogs de gente pública e conhecida. São seguramente os mais visitados e tornaram-se naquilo a que eu chamo os blogs institucionais.
Aqui na nossa cidade e também na região, os blogs começaram a aparecer em força no Verão do ano passado. Muitos já fecharam as portas, pois esta coisa de escrever dá um certo trabalho, mas outros mantêm-se firmes e são já blogs de referência a nível nacional.
Não se consideram blogs de província, porque na Internet e no tempo da globalização, não faz muito sentido em falar de provincianismos. Alguns têm no título o nome da localidade de residência dos seus autores, outros ignoram esse facto e nada faz transparecer que são desta ou daquela terra.
O mundo da blogosfera é, portanto, um imenso oceano de palavras e imagens e difícil mesmo é fazer escolhas e eleger favoritos. São milhões e milhões de páginas que são escritas e visitadas diariamente.
Aqui, neste Palco das Artes, apresentarei aqueles blogs que considero merecerem uma visita por parte dos ouvintes. Não seguirei nenhum critério em especial, trazendo simplesmente aqueles de que mais gosto e que julgo poderão interessar a quem nos sintoniza.
Para a semana temos então encontro marcado na blogosfera.
... o dia acordou cinzento.
Mas continuo a acreditar no Sol e sei que ele está ali, atrás dessa coisa cinzenta.

foto: joão espinho
Muito recentemente, algumas entidades oficiais, para além de outros organismos e pessoas particulares, receberam uma carta assinada pelo recém eleito deputado pelo círculo do Porto e ex- autarca de Ourique José Raul dos Santos.
Esta carta, que o próprio já afirmou ter sido de sua livre iniciativa e cujas despesas de envio foram pelo mesmo suportadas, numa metodologia ímpar e ridícula, apresenta características que em nada abonam a credibilidade quer da Assembleia da República, quer do próprio Grupo Parlamentar do PSD.
Se não, vejamos:
O carimbo apresentado na carta é dos Correios de Ourique, mais parecendo que se verificou uma súbita descentralização dos serviços da Assembleia da República para aquela vila alentejana;
O brasão da República Portuguesa, que vem na carta e também no envelope, foi feito na mais vulgar das impressoras domésticas, fazendo crer que aquele órgão de Estado não tem papel timbrado e homologado oficialmente;
A referência na carta, e não no envelope, de que a mesma é emitida pelo Grupo Parlamentar do PSD, parece querer esconder a verdadeira proveniência, não fosse algum dos destinatários não estar interessado em receber correspondência social-democrata ou do deputado José dos Santos e fosse jogar a carta para o lixo.
Quem recebeu a carta certamente se terá questionado das razões intrínsecas da mesma, pois de todos é conhecida a eleição de José Raul dos Santos, não pelo Distrito de Beja, mas sim por um outro onde essa eleição estivesse garantida, num processo que, certamente, também terá contribuído para a grande derrota do PSD nas eleições de 20 de Fevereiro.
Mas afinal, o que terá levado José dos Santos a escrever tão urgentemente e de forma tão caricata aos alentejanos?
Julgo que a resposta é simples: dias antes, na cidade de Beja, estivera Marques Mendes, candidato à Presidência do PSD, tendo este afirmado que, caso fosse eleito, destacaria um Vice-Presidente da direcção da bancada parlamentar social-democrata para se dedicar aos assuntos do Distrito e do Alentejo, dado que a região não elegeu nenhum deputado do PSD.
Na assistência estava José Raul dos Santos que, obviamente, se sentiu diminuído, preterido e ignorado.
Ora o ex-autarca de Ourique sentiu a necessidade de dizer, por escrito, que tinha sido eleito deputado da nação e que, apesar de ter concorrido pelo círculo do Porto, se iria debruçar sobre os problemas dos alentejanos.
Há uma expressão que caracteriza este comportamento: é o pôr em bicos dos pés e José dos Santos sentiu uma urgente necessidade de o fazer.
E porquê?
Julgo que a resposta a esta pergunta também é fácil de encontrar: com a saída de Santana Lopes, José Raul sente-se órfão e com a previsível eleição de Marques Mendes é provável que o deputado do Porto venha a perder protagonismo. O que, para quem está habituado aos holofotes e a ser o centro do mundo, é muito mau.
Assim, o deputado encontrou forma de, por uma lado, penitenciar-se pela fuga para o Norte e, por outro, dizer que vai cuidar da vida dos alentejanos.
Da forma como o fez, não conquistou a simpatia de ninguém, expôs-se de uma forma rizível, dando razão mais uma vez, a todos aqueles que dizem que o José Raul ficava bem era lá no Porto!