Fui urinar, preguei um grito no urinol.
Mijei-me a rir.
No corredor disseram-me que isto passa.
Espero que não!
A fotografia é para mim mais do que um passatempo. É também um escape e uma forma de alimento espiritual.
Tal como os poetas se abrigam na escrita, eu refugio-me na fotografia para poder encontrar equilíbrios às vezes difíceis de alcançar na correria dos dias.
Quando saio com o propósito único de fotografar, sei que tudo o que me rodeia é importante, pois cada detalhe, cada pedaço da paisagem ou cada emoção expressa num rosto podem ser o momento que procuro, transformando-se no clímax do clique da máquina.
Nos últimos anos tenho dedicado o meu olhar aos olhares dos outros.
Tento registar na película as emoções que uma qualquer pessoa vive naquele momento, procuro traduzir expressões e arrisco uma interpretação fotográfica.
Sei, porque isso também acontece comigo, que algumas das pessoas que tento retratar se sentem incomodadas perante as objectivas da câmara fotográfica. Tem-me acontecido com indivíduos de raça cigana, com pedintes, perante cenários de pobreza, mas também com cidadãos anónimos.
Adoptei aquele que julgo ser o melhor comportamento: abordar as pessoas que pretendo fotografar e explicar-lhes as minhas razões. Conforme a reacção, assim efectuo ou não os meus registos fotográficos.
Como tenho os meus trabalhos expostos numa galeria virtual (Internet), sempre que me é dada autorização para entrar no mundo (muitas vezes na alma) dessas pessoas, forneço o endereço onde essas pessoas se poderão (re)ver e, sempre que possível, envio cópias em papel para os retratados.
Não seria elegante da minha parte estar a expor pessoas que se pretendem, por este ou aquele motivo, resguardar dos olhos públicos. Seria uma violência, pois um retrato é também uma forma de “despir” quem é fotografado. E eu não tenho esse direito. Respeito a sua intimidade.
Hoje apeteceu-me escrever sobre fotografia. Se quiserem, sobre o comportamento humano e a forma de estar daqueles que, como eu, “despem” nas suas galerias virtuais a alma dos seus modelos.
Aproveitem para passear pelo que tenho feito em fotografia nesta galeria.
Hoje ofereceram-me palavras intensas.
Sem ser uma retribuição, agradeço com este texto:
"She's taking her time making up the reasons
To justify all the hurt inside
Guess she knows from the smiles
And the look in their eyes
Everyone's got a theory about the bitter one
Mama never loved her much
And daddy never keeps in touch
That's why she shies away from human affection
But somewhere in a private place
She packs her bags for outer space
And now she's waiting for
The right kind of pilot to come
(and she'll say to him)
I would fly you to the moon and back
If you'll be, if you'll be my baby
Got a ticket for a world where we belong
So, would you be my baby?
She can't remember a time
When she felt needed
If love was red then she was color-blind
All her friends they've been trialed for treason
And crimes that were never defined
Love is like a barren place
And reaching out for human faith
Is like a journey I just don't have a map for
So baby gonna take a dive and
push the shift to overdrive
Send a signal that she's hanging all her hopes on
the stars
I would fly you to the moon and back
If you'll be, if you'll be my baby
Got a ticket for a world where we belong
So, would you be my baby?"
Savage Garden - "To the Moon and Back"

Aqui está a sugestão publicitária do Navego, logo existo. Obrigado, cromo amigo! :-)
Mais algumas sugestões para divulgação do evento?
O programa do Encontro será conhecido até ao final deste mês.
Por alturas da 2ª Lua Cheia de Julho (sim, foi "Blue Moon"), trouxe-te O'Neill.
Depois veio Agosto e com ele a "luz intensa".
E disseste-me: "sente a magia no ar".
Hoje, noite em que a Lua enche e preenche, vou olhar-te nos olhos, dizer-te e oferecer-te o único poema que escrevi em toda a minha vida.
Porque só esse poema é verbo e substantivo, adjectivo e preposição.
Porque é o poema de uma vida.
Porque é a minha Vida.
"A cegueira egocêntrica é a mais fatal das formas de não querer ver".

"Na fuga deste lugar,
Encontrei à beira-mar,
A imagem que buscava."
Naquele momento senti
Que fazia sentido estar ali.
Na fuga deste lugar,
Encontrei à beira-mar,
A imagem que buscava.
Só mesmo ali,
Naquele lugar, naquela hora.
Num momento
Foi o despertar dos sentidos.
E olhei-te!
Quando te vi
Soube que fazia sentido
O porquê de estarmos ali.
Com a devida vénia, destaco aqui o texto "Só vertiginosamente é que se transforma um público", produzido pela Marta no Corpo Veloz.
Chamo à atenção para alguns dos comentários ali deixados.
Alguém interessado em discutir esta questão?
No calendário, o Outono.
Lá fora, abafado, choveu logo pela manhã.
Por dentro, parece que começou o Verão.
Não consigo ajustar as estações.
Também não sei se quero ajustá-las.
Estou bem assim.
7 fotógrafos apresentam em 7 fotografias cada um, a sua visão do Alentejo.

É o título de um livro de BD, carregado de humor, do autor espanhol Álvarez Rabo.
O livro chegou a Portugal e em Viseu deu logo bronca. Dois agentes da PSP local não gostaram dos termos empregues e, vai daí, decidem apreender o livro. A notícia é do Público.
Fui à procura das críticas literárias e de opiniões sobre esta obra e encontrei abundante informação (vão ao google e procurem pelo título).
Destaco uma opinião, no feminino, não sobre a obra, mas sobre o acto.
Vem no Amanhã, assina Gilda e está aqui para quem quiser ler.
Não gostei da atitude policial. Gostei da Gilda.
Chega o Outono.
E com ele a melancolia das árvores despidas.
Porém este é um Outono em que o Sol brilha forte. Que aquece.
Ainda bem que não vou ter que arrumar, para já, a roupa guardada em naftalina.
Assim, tenho a sensação de adiar a sua chegada.
A do Outono. Das árvores despidas.
Tenho um umbigo niilista.
Mas não tenho casa à beira mar. E nem sei tocar piano.
Sou feliz assim.
Há algum problema nisso?
"Eterno, é tudo aquilo que dura uma fracção de segundo,
mas com tamanha intensidade,
que se petrifica,
e nenhuma força jamais o resgata".
Carlos Drummond de Andrade - "Reverência ao Destino"
(para quem quiser ler o poema na íntegra, clique aqui)
O insucesso escolar é muito maior do que eu pensava.
É também o facto de as aulas não começarem quando previsto.
E, quando começam, é de uma forma efémera. Adia-se "lá para o final da semana, pode ser que estejam todos os professores colocados".
O insucesso escolar é também ouvir um licenciado dizer "hádem" (ou ádem, sei lá!).
Mais: é saber que os manuais e livros que comprámos, poderão não ser os adoptados.
Enfim, o insucesso escolar é verdadeiramente grande!
"De 23 a 25 de Setembro decorre em Beja, na Biblioteca Municipal, a VI edição de Palavras Andarilhas, um “encontro de aprendizes do contar” que reúne profissionais e entusiastas da arte de contar histórias. Sendo um ponto de encontro de contadores nacionais e estrangeiros, é um espaço de troca de conhecimentos e uma oportunidade de apresentar o que se vai criando nesta área".
nota tirada de O Contador de Histórias
O Programa completo está aqui (pdf)
(...)
És terra e Ar.
És pessoa e animal.
És flor e és árvore.
És a forma feminina
De dizer a palavra Amor.
(...)
Muito haverá para dizer sobre o dia da Festa Polis.
Para já realço um só aspecto: a pontualidade com que se desenrolou a panóplia de eventos.
Vi gente a chegar atrasada. Óbvio. É tudo uma questão de educação e hábito.
A pontualidade só se cumpre onde há organização.
E esta Festa foi exemplar na sua organização.
Raramente se assiste, em Beja e no País, a um acontecimento popular que prima pela organização. Daqueles que temos conhecimento, chamamos-lhes excepção.
E em Beja houve excepção.
Não dou aqui os parabéns a ninguém.
Fá-lo-ei a quem de direito, no lugar e tempo certos.
(voltarei a falar sobre a festa POLIS)
(festa POLIS - rectificação)
O Grupo ADIAFA inicia a sua actuação no Jardim do Bacalhau às 17 horas, tocando durante cerca de 1 hora.
Lá estaremos.
O Luís Ene alertou.
Achei interessante trazer para aqui este artigo de Pacheco Pereira, publicado no Jornal Publico.
Tenho a sensação que a discussão à volta dos blogs e bloggers voltou à blogosfera.
Darei o meu contributo para esta conversa.
Em Novembro, dia 6, aqui em Beja, estaremos reunidos para falar sobre este assunto (e sobre outros, claro).
Até lá, vamos blogando.

"E a hora
que te espreita é derradeira.
Decerto já bateu à tua porta.
A hora
que esperaste a vida inteira, é agora."
in "Coisas Pequenas" - Paraíso - Madredeus
Porque sei que é um dia especial para ti. E porque sei que vai ser um êxito.
Chega hoje ao fim a etapa mais controversa do programa POLIS, a etapa das obras.
Ao longo desta etapa fui uma voz crítica e não me coibi de dizer aquilo que pensava sobre a reconversão urbana a que Beja foi sujeita.
Coloquei questões nas Comissões de Acompanhamento a que assisti, fui crítico no órgão autárquico onde represento a população da minha freguesia, manifestei aqui neste espaço de crónica radiofónica as minhas apreensões sobre o que se estava a fazer à cidade, e usei o meu espaço na Internet – o blog Praça da República, para escrever o quanto me doía ver desaparecer alguns dos locais emblemáticos da cidade assim como a morte do centro histórico da velha Pax-Júlia.
Chegaram ao fim as obras e hoje é o dia da inauguração oficial dos novos espaços nascidos do POLIS.
Não vou repetir aquilo que me desgosta. Não vou mencionar esta ou aquela particularidade com a qual me identifico e de que gosto.
Chegados ao fim desta etapa, é tempo de pensar e perguntar: E agora?
Não alinho nas manifestações programadas de luto dito municipal, nem em abaixo-assinados inconsequentes, organizados e promovidos pelos habituais fomentadores da propaganda e que se dedicam a fazer a política-espectáculo.
Também não vou estar ao lado daqueles que cega e arrogantemente defendem esta intervenção no tecido urbano e que não souberam, ou não quiseram, dar ouvidos a quem tinha opinião diferente.
Estarei hoje na Festa, sim, como cidadão, a quem resta uma única possibilidade, que é a de olhar para estes novos lugares e perguntar: o que é que se pode fazer para que ainda valha a pena passar, passear ou visitar a minha cidade? De que forma é que estes espaços – para uns idílicos, para outros cenários de terror, poderão reconciliar os bejenses com a sua cidade?
A resposta, caro ouvinte, está em cada um de nós e na capacidade que tivermos de obrigar os responsáveis autárquicos em dinamizar os espaços onde é possível levar a cabo actividades mobilizadoras da população. Não poderemos fazer, como se fez nesta etapa, virando as costas aos espaços que estão à nossa disposição.
Temos de ser nós, bejenses, a dizer que não queremos que esta seja, definitivamente, uma oportunidade perdida.
O mal que foi feito e que não tem solução, servirá sempre como exemplo daquilo que não se deve fazer.
Aquilo que ainda pode ter salvação - os espaços que carecem de vida, a esses, sejamos nós, aqui nascidos ou residentes, a traçar o futuro e a sugerir aos responsáveis autárquicos fórmulas de dinamização.
Se o não fizermos, Beja sucumbirá como os silos da avenida e desaparecerá como a típica calçada da velha Praça.
O Ideias Soltas faz hoje 1 ano. É dia de "bufar belas".
Um abraço para o Carlos, com votos de muitas e boas Ideias.
Novas sondagens aqui na Praça.
Agora sobre Beja e o POLIs e outra sobre as Autárquicas 2005.
Os resultados das anteriores sondagens serão aqui divulgados brevemente.
João Paulo Ramôa, governador civil do Distrito, é candidato a Presidente da Comissão Política de Secção de Beja do PSD. As eleições realizam-se durante a primeira quinzena de Outubro.
Neste momento, João Paulo Ramôa é o único candidato conhecido.
Há momentos que não merecem a perturbação de outros prazeres.
São os momentos sublimes! Aqueles que nos determinam, que nos marcam.
"Quanto mais me querem afastar do Sol, mais abraçado me sinto pelo seu calor."
Já se percebeu que a EMAS regressou de férias.
Água nas torneiras? Um sonho.....
(estamos assim desde esta manhã)
Já nem telefono para a referida Empresa. É esse dinheiro que poupo.
Porque a resposta será igual à de outras tantas vezes.
Não ha nada a fazer!?


E para quem me visita, amigas e amigos, aqui fica um pouco de animação com humor. Tentem ser felizes!

Por outro lado, há gente que comunica de uma forma estranha.
Usam a chamada linguagem do éter.

Anda por aí gente com falta de comunicação inteligente.
Às vezes basta dizer "Olá"!
Para que os bejenses não se dispersem, sem saber onde poderão acompanhar as diversas actividades que se vão desenrolar na 6ª feira, ficam aqui algumas informações sobre os locais e horário dos eventos.
Manhã Infantil – Com a participação das crianças.
Av. Miguel Fernandes, Largo de Santo Amaro, Praça da República, Largo de S. João, Rua do Sembrano, Nova Passagem Muralhas, Jardim do Bacalhau.
17H15 – Jardim do Bacalhau – Espectáculo com Grupo Adiafa
17H30 – Portas de Mértola – Relógio POLIS
18H00 – Jardim do Bacalhau – Cerimónia Protocolar
18H30 – Jardim do Bacalhau – “Miragens”
18H50 – Nova Passagem das Muralhas – “A Cidade da Memória”
19H10 – Rua do Sembrano – “As Larvas do Conhecimento”
19H30 – Largo de S. João – “Os Obreiros da Matéria”
20H15 – Av. Miguel Fernandes – “Os Silos”
20H45 – Largo de S. Amaro – “A Festa”
21H30 – Praça da República – Espectáculo com Mariza
23H45 – Muralhas do Castelo – “Final”

You are the Death card. Death is a stage in the
cycle of life. Without death, there would be no
room for new things to grow. When you receive
the Death card in a tarot reading, fear not;
Death is only an indication that transformation
is about to occur. Death allows us all to
evolve by removing that which is no longer
needed. The end of one cycle makes way for a
new one. Old behaviours and patterns which have
tied us down are released. Death cleans house
so that we don't have needless drains on our
energy. In Death's ruthless destruction there
lies compassion.
Imagem: Danielle Sylvie Taylor
Que carta de Tarot és tu?
Obrigado BLOGOTINHA.
"Ela - No dia em que usares "sensitive", deixas de me olhar para a cara.
Ele - Porquê?
Ela - Porque é o que usam os homens infiéis."
Há enigmas que só as mulheres podem desvendar.
Na próxima 6ª feira, dia 17, Beja será palco da festa de inauguração das diversas obras de intervenção urbana, conhecidas como BejaPolis.
Sobre estas intervenções já aqui me referi imensas vezes, também já me pronunciei sobre o que considero a arrogância de quem cegamente as defende e reservo para a minha próxima crónica na Rádio Pax (6ª feira, 08h50 e 09h50) aquilo que penso, em definitivo, sobre o assunto.
No entanto, hoje, deparo-me com um suposto "abaixo assinado”, promovido certamente pela malta que habitualmente faz da intervenção cívica um espectáculo de folclore, onde se afirma que o Programa BejaPolis é o “Programa da Oportunidade Perdida”. Também me apelam a que vista de preto, ou use gravata preta, e que o preto invada até a minha imaginação.
Tenho por adquirido que a intervenção cívica não se faz com folclore como o que agora é anunciado.
Também não entendo as razões de um abaixo-assinado, onde nada se requer, onde nada se anuncia.
Não embarco em manifestações cívicas promovidas por trauliteiros e com objectivos pouco claros.
Sou cidadão bejense, faço intervenção onde julgo que a devo fazer e não me coíbo de criticar aquilo que julgo estar mal.
Mas não me obriguem a dançar uma música tocada por uma banda bem orquestrada mas que desconhece a afinação.
Peguei na máquina fotográfica e enfiei alguns rolos de baixa sensibilidade na mochila.
O Sol ardia e estava a pico. Nessa hora em que as sombras se procuram e não se descobrem.
Hesitei entre o mundo rural ou alguns dos pormenores da nova urbe.
Senti o apelo dos campos queimados de ouro, em que a terra sufoca de Verão e as árvores gemem de calor.
Contra as regras, vou fotografar àquela hora.
Precisava de sentir o suave embate do obturador, olhar a planície pela lente polarizada.
Os céus estavam nus e o azul era aquele e único que conheço.
Tentei descobrir uma nova silhueta, um novo recorte.
Saio do carro, deixo a porta aberta. Precisava que o som me acompanhasse e me envolvesse.
Uso o zoom e faço chegar até mim aquela copa, defino-lhe a folhagem, a cor transforma-se em tons de cinzento, tenho o contraste que quero, sei como vão ficar escalados o preto e o branco.
Quando atinjo o ponto de disparo, oiço o telefone no carro.
Tento abstrair-me dessa máquina e concentrar-me naquele momento fulcral.
Disparo. Fico-me por alguns segundos a apreciar o que havia registado.
Vou para o carro, e enquanto meto a água à boca, consulto o aparelho.
Uma mensagem.
Consulto e não vejo texto.
Só uma imagem. De um Sol.
Debaixo daquele abrasamento, apeteceu-me viver um eclipse.
Já aqui foi feito um pré-anúncio.
A data: 6 de Novembro.
Onde: Beja, pois claro!
O programa:
- Almoço
- Conversa à volta da blogosfera (Blogger-Café)
Não desesperem. Serão fornecidos até ao final do mês todos os dados para a inscrição neste encontro.
Até logo!
Também o Tem Avondo se manifesta contra a localização de contentores de lixo em frente ao Museu.
Senhores(as) da Câmara: tenham Piedade! Mandem lá tirar aquilo dali. Fica tão mal......

foto: João Espinho

Beja, Setembro 2004
foto: João Espinho
(não é fotomontagem. alguém, provavelmente pela calada da noite, decidiu fazer esta oferta ao pastor que está na rotunda junto ao NERBE)
Este era um tema que não pretendia abordar. Os blogs nascem onde nascem, são livres de nascer quando os seus criadores estão inspirados e a sua manutenção na rede depende da forma como se apresentam aos leitores e também como participam na vida de outros blogs.
Até há cerca de 4 meses, contavam-se pelos dedos das duas mãos os “blogs bejenses” que estavam efectivamente activos. Desses, alguns foram perdendo ânimo, outros foram de férias e não regressaram. Alguns, poucos, mantém-se activos e com actualizações quase diárias.
Porém, subitamente, dou conta do aparecimento de vários blogs com sede em Beja. Conheço a maior parte dos bloggers que os administram e não tenho dúvidas que serão blogs com actividade constante e que se manterão online.
Já fiz aqui o seu destaque e alguns estão na minha coluna de favoritos.
No entanto, e muito recentemente, nasceram alguns “blogs” que, pelas migalhas que vão deixando por onde passam, se percebe que são de gente com maus princípios, pouca educação e, o pior de tudo, de gente que se arvora em detentora da verdade e razão absolutas, lançando farpas aqui, deixando espalhados em comentários, o ódio, a inveja e a “má língua”. Não tenho dúvidas que estes “bloggers” são aqueles que gostam de escrever comentários anónimos, pois a cobardia impede-os de assinar o que escrevem.
Como disse no princípio, este era um tema que eu queria evitar, pois estou a dar importância a quem gostaria de ter nascido importante mas que, mercê do seu comportamento na blogosfera, não merece que se perca muito tempo com ela.
Estes "blogs", que agora nasceram, têm um intuito muito claro e todos nós, os que cá andamos há mais tempo, já percebemos o que querem.
O Praça da República não desviará um milímetro da conduta que tem vindo a trazer desde a sua criação. E lanço aqui um apelo aos que já cá estão há mais tempo, para que não embarquem no jogo dessa gente. Os seus “blogs” são efémeros assim como efémera é a atenção que lhes estou a prestar.
PS - estão aí em baixo, na caixa de comentários, 2 exemplares (por enquanto) dos neo-bloggers. Vejam lá se conseguem ver o que eles escrevem nos seus blogs. Leram? Pois, afinal eu tinha razão. Ficam os comentários, não os apago, para que se perceba o que eu escrevi.
Vamos hoje falar um pouco de política e da nossa cidade.
As próximas eleições autárquicas, marcadas para o Outono de 2005, já devem ter começado a criar algumas movimentações dentro dos Partidos.
Também os bejenses, aqui e ali, vão falando sobre as possíveis candidaturas, sobre os nomes que gostariam de ver disputar a Presidência da Câmara.
Falemos hoje do PCP.
As autárquicas do próximo ano têm um dado novo.
A acreditar nas palavras do próprio, Carreira Marques não será candidato, o que deixa antever uma disputa ainda mais renhida do que em 2001.
Será, provavelmente, este o maior problema que se põe ao PCP ou, se quiserem, à CDU.
Independentemente do candidato que vier a apresentar, o PCP terá que optar por um dos seguintes caminhos:
- Dizer que o novo candidato vai continuar a obra feita ao longo de mais de 2 décadas, o que significa prometer a continuidade, não desejando sequer ouvir em rupturas com o passado, traz riscos grandes para o PCP. A população vem exteriorizando críticas acutilantes ao executivo, desejando simultaneamente uma mudança na cor política do município. Ao dizer que vai oferecer mais do mesmo, o PCP arrisca-se a sair derrotado, por não querer encarar a mudança.
- Pode o PCP, no entanto, apresentar-se com novos rostos e assumir uma postura de inovação, prometendo novas ideias, novos empreendimentos, o que, em análise superficial, poderia ser entendido como uma ligeira ruptura com o passado. Também aqui os comunistas não têm a vida facilitada. Dizer que se vai fazer mais e melhor do que aquilo que se fez, soará a falsidade e como fazendo parte das habituais promessas eleitorais. Os bejenses saberiam castigar esta atitude.
O PCP, ou, se preferirem, a CDU, tem ainda um outro embaraço.
Ao não apresentar o actual Presidente como candidato, o que irão os comunistas dizer que vai ser julgado no acto eleitoral? O último mandato de Carreira Marques ou os vinte e tal anos de poder comunista? Qualquer das escolhas não trará facilidades aos actuais detentores do poder autárquico bejense.
E, sabendo-se que não será fácil ao PCP encontrar um rosto supra-partidário, que candidato se vai apresentar que possa, pelo menos, manter o anterior resultado eleitoral?
Termino rematando com o seguinte comentário:
Parecendo que não, e por muito inverosímil que pareça, a salvação do PCP está na força que o candidato do PSD tiver.
Disso falaremos nas próximas semanas.
"Lifelong smokers have a one in two chance of dying from a smoking-related disease. When a smoker dies from a smoking-related disease, he or she loses an average of 12 years of life."
Espero não ter que passar pelo Serviço de Urgências.
O meu último bairro fica mesmo aqui ao lado.
"Às vezes gostaria que os meus pensamentos fizessem 1 minuto de silêncio".
Comentários anónimos desrespeitadores, são apagados.
Quando a dose é repetida, são banidos os IP's.
Entendidos?
(quem quiser chamar nomes ao escriba deste blog, tem muitas maneiras de o fazer. aqui, não)
DIA 17 DE SETEMBRO - 6ª FEIRA
Durante todo o dia os diversos espaços públicos intervencionados pelo Programa Polis serão alvo de um projecto de animação de rua, designado por “Pax Polis”.
As festividades vão passar pelo Jardim do Bacalhau, Rua do Sembrano, Largo de São João, Avenida Miguel Fernandes, Largo de Santo Amaro, Praça da República e Muralhas do Castelo.
17h30 - Jardim do Bacalhau - Actuação do grupo "ADIAFA";
18h00 - Jardim do Bacalhau - Cerimónia inaugural do Programa Polis, presidida pelo Presidente da República;
21h30 - Praça da República - Espectáculo com a fadista Mariza.
Toda a população está convidada a participar. Os espectáculos são gratuitos.

Tirado (com a devida vénia) do Jaquinzinhos:
O Excelente Cozinheiro: "É pá, a tua máquina tira fotografias muito boas. De que marca é?"
O Fotógrafo Amador: "E o teu fogão faz uns excelentes cozinhados. De que marca é?"
É uma notícia Radio Pax.
A qualidade dos vinhos da herdade de Leonel Cameirinha foi reconhecida pela revista "Vinhos".
As etiquetas Herdade das Fontes, Fonte Mouro e Herdade da Figueirinha (2003), estão assim entre os melhores vinhos nacionais.
É caso para dizer: "quem sabe, sabe!".

foto: João Espinho
Por mail perguntam-me porque não identifico os autores das citações que transcrevo nos "Nocturnas", "Enigmas", etc....
Para que não restem dúvidas: sempre que vou buscar algum texto, e porque não me quero apropriar de textos e ideias alheios, cito o autor.
Quando não cito o autor, é somente porque acho que não necessito de o fazer.
Pensava que fosse evidente isso.
Mas, repito: não me aproprio de nada que não seja meu.
Esclarecido, sr. inquiridor?
Ontem ouvi uma maldade.
Que a Rua Dr. Afonso Costa (vulgo Rua das Lojas), vai passar a chamar-se
Rua Engº Vítor Silva (cangalheiro do comércio).
Isto é mesmo maldade, não acham?
Mas certamente que as ruas, praças e pracetas da nossa cidade, irão conhecer uma nova toponímia. O poder que se despede para o ano, não deixará de perpetuar os seus nomes. Para além da má memória, pois claro.
Eu já tenho uma Praça baptizada.
Com fotografia e tudo.
Fica para mais tarde.
Prometo.
(mais uma das incursões da Praça no mundo da má lígua. Desculpem lá, sim?)
A crónica emitida pela Rádio Pax no passado dia 3, e já transcrita aqui na Praça, vem hoje publicada no NotíciasAlentejo.
Entretanto, o Praça da República atingiu no passada 6ª Feira o seu record em "daily unique visitors" ( >160), a semana que hoje termina já é também record e, curiosamente, o mês de Agosto de 2004 foi o mês em que a Praça foi mais visitada.
Lembram-se de eu ter dito que quanto mais blogs houvesse em Beja, mais visitas faríamos uns aos outros?
Fez recentemente 14 meses de presença na blogosfera.
O Oficina das Ideias é um prazer de leitura. E o Viktor adoça-nos o olhar com os seus registos fotográficos.
A Praça agradece a distinção no Quadro de Honra e deseja muitas e boas ideias.

foto: João Espinho
Gosto de te ver, quando um raio de Sol te beija.
Primeiro a mão.
Depois a face.
"Às ameaças de destruição, responderei com a força e determinação dos meus sentimentos."
(É uma batalha com armas infinitamente desiguais. Tal como no embate bíblico entre David e Golias)
PS: tive que fazer esta adenda: afinal Golias existe mesmo. E é grande nas armas, pequeno nos sentimentos, baixo nas atitudes. Lamentável.
"Esqueci, há muito, as palavras que encantam
nos momentos de encanto.
Hoje, deixo as palavras e solto os sentimentos."
Estamos regressados deste interregno de crónicas semanais. Um interregno estival, de calores intensos que, aqui na nossa cidade, se fazem sempre sentir nesta época.
Agora retorna o tempo fresco, voltam estas notas do dia.
Regressa também a actividade política, apesar de ela, durante este Verão, não ter estado parada. Percebeu-se que os bastidores andaram muito movimentados.
Mas deixemos essas coisas de bastidores e falemos das coisas que estão à nossa frente, aquelas com as quais encalhamos diariamente.
Tenho vindo a ler, com bastante interesse, as crónicas que um vereador da Câmara de Beja tem escrito e onde relata a sua visão sobre a nossa cidade.
Também tenho ouvido e lido as opiniões de pessoas que lhe estão politicamente próximas.
Mas como sou um cidadão daqueles que anda na rua, vai as compras, passeia com as filhas e se senta numa das poucas esplanadas da cidade, também vou ouvindo o que dizem os bejenses anónimos.
E cheguei a uma conclusão.
Existem em Beja duas cidades distintas. Apesar de ocuparem o mesmo espaço físico, estas duas Bejas são antagónicas, não se entendem, mas coabitam alegremente.
Uma das Bejas é aquela que o vereador nos narra.
Uma cidade atraente, cheia de espaços verdes, com um centro histórico vivo e animado, cheio de lojas, umas mais tradicionais que outras.
É uma cidade que está livre dos poluentes automóveis, com uma boa rede de transportes públicos, daqueles movidos a energia alternativa.
Os parques de estacionamento abundam e assim, nessa Beja, as pessoas não precisam de trazer os seus carros para o miolo da cidade.
Nesta cidade, a cidade do vereador, as ciclovias servem para que a população, ávida de uma boa condição física, circule com as suas bicicletas, mesmo durante as horas de trabalho.
As ruas da Beja do vereador estão bem arborizadas, não há falta de repuxos e a água abunda, para refrescar os transeuntes ressequidos nas horas de calor e pelo constante pedalar nas bicicletas, também estas postas à disposição pelo vereador.
Esta é a cidade de um sonho. A cidade do vereador.
Há depois uma outra cidade.
Onde o trânsito entope as entradas e saídas em horas de ponta.
Onde as vias recém construídas são estreitas e nuas.
Nesta outra cidade há dezenas de cães vadios que sujam e incomodam quem nela vive.
Nesta cidade, o centro histórico está moribundo e as lojas que arriscam em abrir as suas portas, têm que utilizar métodos espanta insectos, pois estão sempre às moscas.
É nessa cidade que há ciclovias onde se estacionam carros particulares e viaturas de carga e descarga. É também aqui que a água falta. Nas fontes e nas torneiras.
É nesta cidade que a Piscina, por sinal bem bonita, tem uns balneários desprovidos do mínimo de condições e onde, pelo cheiro, se percebe que a higiene é pouca.
É também aqui que os canteiros dos novos bairros são considerados, certamente para as estatísticas, como espaços verdes.
A cidade de que vos falo, é uma cidade que há quase 2 décadas não tem uma sala de espectáculos digna desse nome, mas se publicita como pioneira em eventos culturais.
É nesta cidade que os seus habitantes, e vamos lá saber porquê, passam os tempos livres a vaguear nas grandes superfícies comerciais.
Nesta cidade, constroem-se prédios só até ao 3º andar, sinónimo do bom urbanismo, mas esquecem-se os arruamentos e os acessos a esses blocos de habitação.
É aqui, nesta cidade, que o Castelo, a que chamam ex-libris, vive do passado e de fantasmas, pois ali nada se passa e tudo já passou.
São estas as duas cidades onde habitamos.
A primeira vive no sonho de um vereador. A segunda é onde eu vivo.
Diga-me, caro leitor, onde vive você?
“Não me consigo perdoar o mal que te fiz”, quis Célia concluir uma conversa que, para mim, iria agora começar.
Tentei explicar-lhe, e até me socorri de desenhos, como é que um coração se abre e porque é que ele não consegue encerrar certos capítulos sem que a dor das feridas persista. Fui determinado quando lhe disse que este capítulo não estava encerrado. Quanto muito seria um virar de página, mas nunca, nunca mesmo, o epílogo de uma obra que ainda há dias tinha visto as suas primeiras linhas.
Célia contou-me então algumas coisas do seu novo dia-a-dia. Julguei-a atarefada com malas e embrulhos. Afinal ainda nem sequer começou. Não sabe ainda quando parte, nunca antes do final do Outono, e que não está nada preocupada com o que vai levar.
Agora fui eu que lhe peguei em ambas as mãos. Ela levou-as à boca e beijou-as ternamente. Não estarás a sentir hesitações?
Não me respondeu. Não quis que eu lhe descobrisse os pedaços da alma que se encontram na penumbra.
À despedida prometemos voltar a ver-nos. Mas sem data marcada. As desilusões, disse-lhe eu, poderão pesar mais do que aquilo que sinto agora.
Quando me resignava no regresso a casa, com o seu cd preferido a tentar distrair-me, o telefone mostrou a mensagem: “Tenho o teu cheiro nas minhas mãos. Amo-te desesperadamente”.
O separador central da auto-estrada não me deixou voltar para trás.

Alguém lançou o desafio para que se falasse dele.
Aí está uma das formas de fazer um 69.
Com música!

Beja - Parque da Cidade
Foto: João Espinho
A vida é feita pelos caminhos que criamos e pisamos.
Passo a passo, vamos construíndo o nosso caminho, a nossa vida.
Feita das mais diversas formas, a nossa vida é o resultado daquilo que vamos construíndo, da segurança com que damos os passos, da viabilidade dos objectivos que traçámos.
Por vezes damos um passo em falso e caímos.
Mas se tivermos a vontade de atingir os nossos objectivos, recuperamos as forças e retomamos o caminho.
O importante mesmo, é sabermos aquilo que queremos.
Tomados a rota e o caminho, só temos que acreditar em nós.
E na força da nossa vontade.
São os caminhos da vida.