
Esta magnífica imagem foi registada pelo meu companheiro de lides fotográficas Jannis G. (Grécia), que gentilmente a cedeu para ser publicada aqui na Praça.
Para quem gosta de boa fotografia, veja aqui a galeria do Jannis.
O filme só será apresentado publicamente no dia 14 de Setembro, em Toronto.
Mas o tema já começou a despertar o interesse dos media. O "Financial Times" e a "Times" vão lançar o debate. O "Daily Telegraph" prepara-se para um grande artigo.
O tema, ressuscitado pelo filme "Der Untergang" (O Ocaso), de Bernd Eichinger, que relata as últimas horas do ditador, é ainda tabú na Alemanha. No entanto, segundo opinião dos comentadores, a película poderá servir de psico-terapia e "libertar" as gerações alemãs do sentimento de culpa. Outras opiniões apontam para o facto de esta terapia poder despertar os "revisionistas" e fazer renascer os movimentos germânicos pró-nazis.
Vamos aguardar pela chegada do filme.
Mas o debate já começou. Pelo menos nas ilhas britânicas (o que é sintomático).
fonte: Frankfurter AZ
A vontade de ter o seu momento de glória e de ver o seu nome nos OCS, levaram-na a dizer isto:
"os adolescentes vivem uma liberdade desmedida, passando os dias sozinhos e saindo à noite até altas horas da madrugada. Podem ser considerados muito 'apelativos' nas suas indumentárias, pela descontracção com que actuam, pelo bronze e penteados que exibem, por indivíduos viciosos e podem ser considerados presas fáceis porque normalmente têm posses insuficientes para as solicitações da sociedade de consumo em que se integram e que os seduz".
Quem é que disse isto?
A notícia.
Nasceu ontem. E começou logo a sonhar. O que é bonito.
Tem lugar marcado na Praça.
Chama-se SONHO MEU.
Bem vindo e... bons sonhos!
"Tenho a audácia de olhar para uma folha de papel em branco.
E deixar que ela assim se mantenha.
É a audácia do silêncio."
Célia estaria, por ocasião do final do mês passado, a principiar uma caminhada de que ainda não se tinha dado conta. Os quilómetros percorridos para estar comigo, as viagens rápidas que fazia a partir da capital, às horas mais estranhas e que se sucediam a um ritmo cada vez maior, faziam com que ela se sentisse a viver entre um sonho e o fio da navalha.
Os riscos que corria eram calculados e dizia-me ter tudo sob controlo.
Para essa noite, Célia havia feito um desafio, no mínimo encantador.
Gostaria de estar comigo, mas de uma forma diferente.
Sabendo a atracção que tenho pelas noites de luar, desafiou-me para um encontro que “pudesse ser abraçado” pela intensidade de uma Lua Cheia.
Será uma espécie de rave a dois, gracejei-lhe, perfeitamente rendido à sua ideia. Combinámos que não entraria na cidade.
Quando nos abraçámos, senti que Célia tremia. Olhei-a. Tentou disfarçar com um “comprei este vestido a pensar em ti”.
A música que tocava no leitor do meu carro havia sido previamente combinada. Sabíamos em que momento não resistiríamos ao impulso do nosso fervor.
A magia da Lua, aquela luz profunda, colou-se-nos ao corpo. Sentíamos que nada à volta existia. Quisemos que aquele momento fosse único. Como se fosse o último.
Com uma ternura que lhe é pouco habitual, despediu-se de mim. Dei-lhe um pedaço de papel. Para ler em casa.
Não sei que razões me levaram a não lhe dizer ali, naquele lugar, que “a tua presença tem o efeito da maresia sob o olhar fascinante de uma Lua que sorri, pois na sua face oculta alguém diz Amo-te”.
(Célia 32 corresponde ao desafio lançado no Aliciante para que hoje, noite de luz intensa, se falasse da Lua. Nenhum dos leitores se apercebeu que a numeração de Célia havia saltado de 31 para 33. Está reposta a sequência numérica e temporal)
Leia aqui a notícia sobre o acidente ocorrido esta manhã junto a Beja.
Está próxima a noite de Lua Cheia (2ªfeira).
Porque à roda das noites de luar existem vários mitos, achei interessante deixar aqui uma das lendas de Beja:
"Este Mito passou-se em Beja há muitos anos. Um rapaz, que era lobisomem, saía de casa por volta da meia noite, para se ir encontrar com outros lobisomens e com bruxas numa encruzilhada.
Daí saíram juntos e iam para o campo onde se despiam e dançavam em roda. Numa noite, quando ele se transformava, uma pessoa da sua família viu-o e apoderou-se das roupas para as queimar.
Se o conseguisse fazer, poderia acabar com a sina do lobisomem ao seu familiar. O desvio da roupa foi feito com cuidado pois, se o lobisomem o tivesse presenciado, poderia correr atrás da pessoa e matá-la.
O familiar do lobisomem levou as roupas para um casão, para aí as queimar, tendo tido o cuidado de fechar bem o portão do casão, onde fez uma fogueira.
Logo que começou a queimar as roupas, começaram a ouvir-se grandes grunhidos e fortes pancadas no portão.
Embora com medo, pois as pancadas no portão eram cada vez mais fortes, o familiar do lobisomem continuou a queimar as roupas.
Com receio, ficou no casão até de manhã. Ao amanhecer, abriu o portão. Lá estava o rapaz estendido, nú, como uma pessoa inocente. O fadário de lobisomem estava quebrado. "
Na hora de insónia
Tenho o céu por companhia.
Que hora é esta
Em que a Lua se esconde
Para além das nuvens?
Dispo-me
E nu entro nessa orgia
Que é fazer poesia
A olhar os astros.
Na hora do êxtase
Digo-lhe as palavras
Com que ela me abraça
E as nuvens desaparecem.
Bem vinda insónia
Que me mantém os olhos abertos
Para que não se perca
Um só segundo desta visão.
Sim, a insónia é um sonho
Que dasagua na alma
Como a nossa paixão
Na alvura dos lençóis.
De paixão e amor
Falam os poetas.
De sonhos e insónias
Falo eu agora.
Que a Lua regressou.
E com ela o sonho.
Depois da noite de ontem, só mesmo estas asas.
São tuas!
(para quando estiveres a ouvir "picture of my own". vale?)

foto: João Espinho
"Acordei com a sensação de ser um para-brisas. Afinal era o mosquito".
Vá-se lá saber o porquê deste enigma.
Via Paulo, cheguei a este teste. O resultado:
I AM 43% METROSEXUAL! ![]() I may own more than two pair of dress shoes, and maybe a designer suit, but I don’t mind going to the grocery store in sweats. And I may even go a day or two without a shower. |
Sair de casa sem duche? Estão enganados....
O executivo camarário “chumbou” o projecto de construção, em Beja, de um hipermercado “Feira Nova”. Segundo o vereador Vítor Silva, esta foi a solução encontrada para não prejudicar o comércio tradicional, e enquanto a crise, provocada pelo Governo (pois claro!), persistir.
Este é um dos máximos exemplos em como se pode fazer demagogia impunemente.
Vamos por partes:
- A existência de mais um hipermercado em Beja não iria fazer concorrência ao comércio tradicional, mas sim às outras grandes superfícies;
- O golpe de morte no comércio tradicional há muito que foi dado, e a actual autarquia tem culpas no cartório;
- A autarquia nunca se interessou pelos problemas de quem tem os seus estabelecimentos no centro histórico. Não basta fazer reuniões esporádicas com alguns comerciantes, para que se diga que se está sensibilizado para os seus problemas;
- Se a autarquia estivesse, de facto, interessada em minimizar os problemas dos comerciantes tradicionais, isentava-os (pelo menos àqueles que sofreram com as obras POLI’s) da taxa publicitária, que os mesmos têm que pagar ao município. Não está em causa o valor a isentar, mas uma intenção ou postura (não basta parecer solidário);
- Esta atitude do executivo camarário em nada vai contribuir para a recuperação do comércio local.
Oxalá uma Câmara vizinha tenha uma visão mais pragmática e leve para lá um estabelecimento que, certamente, dará mais alguns empregos.
De Beja e da sua Câmara já nada de positivo se espera.
Venha de lá o Presidente da República, a Mariza e os Adiafa para, pelo menos nesse dia (17 de Setembro), Beja constar do mapa das cidades portuguesas.
Há blogs que aparecem e desaparecem como quem bebe um copo de água.
Primeiro foi o Jardim do Chinelo. Entrou a dar chineladas, saiu sem glória.
O BejaNews também parece que não tem vontade de continuar.
Então?
Não desanimem....
Contrariedades todos as temos. O que é preciso é saber retirar o que de positivo têm essas adversidades.
Aguardam-se comunicados das redacções daqueles blogs.
"Quando se faz amor com a Lua, quem poderá querer outra coisa senão viver para sempre este intenso luar?"
O seu olhar nada tinha de sereno. Apesar de me dizer que sim, que estava calma, vi-lhe no rosto marcas de noites de sem dormir, os olhos sem o brilho dos outros dias e noites, uma sombra toldava-lhe a expressão.
Tens a certeza que é mesmo esse o caminho que queres seguir, tentei eu indagar do que mais a atormentava. Pela primeira vez, naqueles quinze minutos de café, agarrou-me uma das mãos, com uma intensidade que me fez estremecer. As lágrimas assomaram-se e os seus olhos tomaram uma beleza que eu nunca lhe tinha visto. Eu não a queria ver chorar, mas aquele súbito encantamento que o seu rosto tomou, fascinou-me. Contive uma forte vontade de a beijar. Não estava ali para a confortar. Célia é forte demais para aceitar um conforto.
“João, ajuda-me! Tenho que partir, mas precisava de ficar”.
Que espécie de ajuda se pode oferecer a quem escolhe um caminho que não quer seguir?
Não lhe podia dizer não vás, e também nunca lhe diria fica!
Tentei articular algo que lhe desse alguma força. Mostrar-lhe que eu estaria sempre ao seu lado, que a ajudaria. Mas até eu estava a sentir-me fraquejar nessa minha vontade. Não sei se o meu ânimo não seria derrotado pelo tempo e pela distância.
Sem perder a determinação que a faz ser uma mulher especial, mas vendo-me afundar, e quase em jeito de súplica, sacudiu-me com um “Não desisto. Mesmo que tu desistas. Aguenta, João!”
Não sei se lhe fiz alguma promessa, se lhe transmiti algum sinal, mas fiquei com o sentimento de que ela acredita que eu não vou desistir.
Coincide com o meu.
Porque é que há 2 blogs com o mesmo nome?
Falta de imaginação....
Comparem este com este.
Um já fez um ano. O outro chegou já este mês.
Vejam lá se se entendem...
A Praça esteve sem trânsito desde as 3 e meia da manhã.
Não avisei os frequentadores, pois também eu fui apanhado de surpresa.
Agora parece estar tudo em ordem.
Ainda bem.
Na próxima 2ª Feira temos a Lua Cheia de Agosto. Vamos jogar no Totoloto?
"Já ganhei a maior riqueza que pode existir: tu! Já não jogo no totoloto".
Desarmado...
Avisaram-me que esse genial filme de Michelangelo Antonioni já está disponível em DVD. Este é daqueles que se compra. Para ver e rever. Em casa.
De um lado está David Hemmings, simplesmente fabuloso . Do outro, a genial Vanessa Redgrave.
Provavelmente o filme mais erótico que vi até hoje.
E com muita fotografia pelo meio.
Espero que as lojas da especialidade aqui do burgo o tenham já disponível.
A propósito de filmes: quando finalmente o Pax-Júlia estiver a laborar, não seria boa ideia ressuscitar o Cine-Clube que Beja já teve?
Foi outro dia rico.
Debandar até Quintos. Conversar com quem o sabe fazer. O ensopado do Manel estava com um sabor divino.
E assisti ao nascimento de mais um blog. Sim, Quintos entrou na blogosfera e pela mão do meu amigo Maltês, que fez A CASA DA MALTA para nós visitarmos, apreciarmos e deliciarmos.
À tarde, foi o filme.
Jantar com amigo, em ritual de preparação para a noite.
E que magia transmitiu Rui Veloso naquele fabuloso espectáculo. Em Serpa, pois claro.
Não havia estrelas no céu, mas as nossas almas e vozes estavam radiantes.
Vi amigos de longa data, daqueles que sabem exactamente o significado de "não se ama alguém que não ouve a mesma canção". Por isso ali estivemos.
Eu estive.
Gostava de ser pintor
para te poder colorir uma tela
onde estivesse o Mar e o Sol,
a Lua e a Praia.
Não sou pintor.
Não sei desenhar essas telas.
Mas conheço o mar.
Sei que no rebentar das ondas
estará um pouco de mim
e muito do meu sal.
E sei que quando olhares o Sol
pensarás nas estrelas
e numa Lua que um dia será Cheia.
Este é o meu (a)Mar.
Esta é a aguarela que te posso oferecer.
Acabei de ver o filme, em versão DVD.
Continuo a não compreender as reticências colocadas pelas mentes iluminadas ao título em português: "O Amor é um lugar Estranho".
Veja-se o filme e compreenderão o porquê deste título.
"Charlotte: I just don't know what I'm supposed to be.
Bob: You'll figure that out. The more you know who you are, and what you want, the less you let things upset you."
(do filme)
Há dias inesquecíveis. Mágicos. Que se elevam da normalidade. Que afastam a vulgaridade.
E se as noites completarem a magia dos dias, será motivo para rogar mais, muito mais!
O concerto dos Fingertips, em Serpa (cresce, cresce cada vez mais), foi a cobertura do bolo. Inesquecível por tudo. Os Fingertips tocam bem. O Zé escreve e canta de forma deslumbrante. Esta banda merecia ter nascido num País que reconhecesse a sua qualidade. Assim, limita-se a ver o Quim Barreiros à sua frente nos Tops. Exporte-se Fingertips (alguém sabe exportar o que temos de qualidade?).
Depois.... depois foi a apetecida cereja.
Até a confusão do Bar das Piscinas foi um tónico. Sim, água tónica foi demasiada. Mas nem os cromos que por ali abundavam evitaram que a noite fosse mágica. Foi!
Tá-se bem!
Sabemos que a Lua Cheia nos traz uma magia especial.
Bianualmente, para os lados de Idanha-a-Nova, a Lua Cheia de Agosto é comemorada de uma forma especial.
É o Boom Festival. Sem dúvidas o evento estival mais relevante. Ou não fosse toda aquela gente ser abraçada pela luz do planeta da Terra.
Vejam aqui e aqui o que é o Boom Festival.
Ou nem por isso.
Dando uma vista de olhos aos apontadores que passaram ontem pela Praça, verifico que há um mundo estranho que nos rodeia, que sabemos que existe, mas ao qual fechamos os olhos.
Gentes sensíveis: este post não é para vocês. Mudem de canal.
Aí vai:
"AMIGOS SIM...NAMORADOS TALVEZ...INIMIGOS NÃO...
Ola,sou a Sandra tenho 22 anos,estudante universitária e procuro amizades masculinas dos 20 aos 40 anos que me ajudem ..com sigilio..,moro durante toda a semana num quarto alugado a meias com uma outra amiga,só vou à terra ao fim de semana, passo por algumas dificuldades! Se me quiserem ligar faz um carregamento para o meu telemovel na caixa multibanco em pagamentos de serviços:
entidade-XXXX
referencia-XXXX
montante-4,99€
depois sairá o meu número do tlm no talão e ligas-me logo de seguida para
combinarmos algo...peço o maximo de sigilio!..
de certeza que saberei-te retribuir...beijos.
Este foi o meio mais orignal que encontrei para vos dizer que vos amo e para pedir a vossa ajuda.....Sandra F.A".
Li isto aqui.
Mas há mais, muito mais.
Hoje, em conversa de mesa do café, alguém dizia, ostentando conhecimentos de cátedra, que a “tua Praça, agora, com tantos blogs de Beja, vai perder impacto”. Disse-lhe que talvez fosse assim. Qualquer coisa que adiantasse não valeria a pena. Há pessoas que ainda vivem num mundo muito limitado, e quando digo isto, não me refiro ao facto de não possuírem computador ou ligação à Internet. São as pessoas para quem viver significa tão só concorrer, ter melhor carro, melhor roupa, melhor status. São pobres, verdadeiramente pobres.
Poderia ter explicado ao pobre que quem tem um blog não o faz para ter mais visitas que o vizinho.
Gostaria de lhe ter dito que muitos de nós, que temos contadores nos blogs, servimo-nos deles mais para saber quem nos visita do que quantos nos visitam.
Dir-lhe-ia que um blog é uma página pessoal, muito pessoal, onde se escreve sem constrangimentos de linguagem ou paginação. Que, para se ter um blog, basta ter o gosto da escrita e, obviamente, da leitura. Que escrever é uma forma de libertação.
Havia muita coisa para lhe dizer.
Mas não iria perceber.
Certamente que ele não iria compreender a razão porque a Praça tem mais visitas desde que há mais blogs de pessoas de Beja.
Deveria achar estranho se eu lhe dissesse que o ideal era que em cada casa existisse um blog.
Para este pobre o que interessa é o número de visitas de cada blog e quem poderá estar por detrás de cada um deles. Sonhasse este pobre quantos blogs eu tenho….
A Aliciante anuncia um 69. Vão ver. E deixem a vossa opinião (se ainda houver espaço na caixa de comentários, pois aquilo está ao rubro).
O Incomensurável está a fazer uma inquérito à nação.
A pergunta é:
"O que é que o homem mais gostaria de recuperar dos seus tempos de liceu?"
Os resultados obtidos até agora são muito curiosos.
- A mais pequena percentagem dos inquiridos não quer saber do corpo que tinha nos anos dourados da adolescência. A vaidade surgiu-lhe certamente anos depois. Por isso é que os centros de fitness estão inundados de ex-liceais;
Adiante!
- A seguir, em penúltimo lugar, os portugueses gostariam de recuperar a antiga namorada. Não tenho dúvidas: a grande maioria casou com a namorada que teve nos tempos de liceu. Por isso não desejam poder recuperá-la. Há outra interpretação: as namoradas multiplicavam-se e não há lugar ao singular. Se lá estivesse escrito "uma das antigas gajas que andei a *****", certamente que a resposta seria outra.
Continuemos.
- Em segundo lugar, e aqui começam as minhas dúvidas, o pessoal diz que gostaria de recuperar a Liberdade. Este povo deve estar louco. Mas que liberdade tínhamos nós no Liceu? Que eu saiba, só a de ser irresponsáveis! De resto, onde estava o carro, o computador, o telemóvel e essa maravilha que são os sms, que nos dão a liberdade de ter o mundo na mão só com um toque de polegar? Sinceramente! Já se esqueceram das horas marcadas para regressar a casa? Das "quecas" dadas à pressa em vãos de escada? Não me venham com tretas....
Por fim. Um espanto.
- O povo perdeu o cabelo. Ou o feitio que ele tinha. Vá-se lá perceber as razões que esta gente tem para ter saudades dos cabelinhos apaneleirados dos tempos de liceu. As melenas, as franjas esquisitas, os despenteados de quem se acabou de levantar, o corte de cabelo pago pelo pai, com a indicação de "corte aqui e aqui". É isto que gostariam de recuperar? Definitivamente: ninguém chegará um dia a compreender este povo.
Cá para mim, não me importava de recuperar a inocência do meu olhar de adolescente!
Ouvi há pouco as reacções das diversas forças políticas locais à continuação de JPR como Governador Civil do Distrito de Beja (não ouvi o dirigente do CDS).
Destaco as declarações de:
Amilcar Mourão - dirigente distrital do PSD. Pela sua falta de entusiasmo, percebe-se que esta continuidade não é a que melhor serve os seus intentos. AM remeteu-se, durante todo este processo, a um silêncio compremetedor. Seria de esperar, quando já se dava como quase certo que José Raúl dos Santos iria ocupar a cadeira de GC, que Amilcar M. viesse a terreiro dizer qualquer coisa. Não o fez. As razões? Nem a desculpa de umas eventuais férias o ilibam de ser conivente com a tentativa de trazer Ourique para Beja. Mau, muito mau mesmo!
Miguel Ramalho - dirigente local do PCP. Não aspira ao cargo de Governador Civil, mas percebe-se que a opção de continuidade não é do seu agrado. Desbobinou o discurso que tem gravado desde o dia em que se tornou militante. Não há nele a mais leve brisa de renovação. Deve adorar que o intitulem de ortodoxo. Não tem pergaminhos para isso. Acusando JPR de se "ter posto em bicos dos pés", Miguel R. acabou por se agachar. Ele é um cromo. Já não há pachorra!
Que João Paulo Ramôa seria substituído no cargo de Governador Civil.
Mantém-se no cargo, a dar crédito ao comunicado do Conselho de Ministros de 19 de Agosto, que se transcreve na parte que interessa:
"O Conselho de Ministros deliberou ainda, por proposta do Ministro da Administração Interna, manifestar a sua confiança em todos os Governadores Civis actualmente em funções.".
Se foi boato, quem o pôs a circular?
Não, não deve ter sido boato.
Com a apetência que determinado autarca tem por um lugar ao Sol, não me espanta que o referido tenha sonhado (e pressionado?) com este cargo.
Certamente que terá direito sempre a um posto solarengo. O Algarve fica ali tão perto....
(esta foi uma efémera incursão do Praça no campo da má língua).
ONDAS
Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe por onde tu passas.
Para ti eu criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.
Sophia de Mello Breyner Andersen
"Quando começamos a falar do futuro, sinto uma imensa saudade do passado".
Pediu-me para que, numa deslocação à capital, lhe sugerisse um local para uma conversa.
“Preciso de ti. Preciso de estar contigo”.
Entrámos no café, um igual a tantos outros, para tentarmos perceber o que se nos tinha passado. Sentámo-nos frente a frente. Queríamos que aquele lugar fosse só nosso e que nenhum de nós desviasse o olhar um do outro.
Tarefa nada fácil.
Logo ao entrar pareceu-me ouvir um silêncio sussurrante. Deveria estar enganado. Naquele local ninguém me conhecia e Célia seria cara nova por ali. Ou até talvez por isso. Estaríamos a ser intrusos?
Que gente estaria interessada em nós?
Numa mesa um jovem lia com ar sôfrego um livro do José Eduardo Agualusa. Sim, era o “A substância do amor”. Recordei alguns dos contos que ali se misturavam com crónicas. Assaltou-me uma imensa curiosidade em saber que conto estaria aquele jovem a ler. Lembro-me de ter lido aquela coisa terrível de que “o amor é apenas o princípio do ódio, o amor é uma vertigem”, mas a sua face mostrava um sorriso apaixonante. Não podia ser aquele conto. Talvez fosse aquela linda história de “no Rossio, à espera de um táxi, quando o telefone tocou numa cabine ao lado” e ele atendeu. Ah, que linda história essa em que “havia muito Sol do outro lado”. Esbocei um sorriso.
Célia acordou-me destes pensamentos, desafiou-me um olhar terno e rasgou-me com um “João, como é que eu posso devolver-te o teu sorriso?”.
A resposta teria sido sem protocolos, não fosse a chegada dos cafés que nem me lembrava de ter pedido.
Chegou ao mundo da blogosfera.
Diz-se Nocturno e escreve o que vê. Mas principalmente o que sente.
O Praça dá as boas vindas e os desejos costumeiros: longa vida e muita e boa escrita.
"Se eu virar do avesso o espelho onde me olho todas as manhãs, passarei a ter uma imagem diferente de mim?"
Seria um enigma, se o espelho não continuasse do avesso!
Alguém tem dúvidas?
Que o Sul está a dar cartas? Na blogosfera, pois claro.
Nasceu o AZUL E BRANCO DA CAL.
E que bem se escreve ali.
As boas-vindas à Caiadora, parabéns pelo sucesso do parto (sim, um blog é um filho) e votos de que a cal com que escreve nos continue a surpreender.

foto: João Espinho (Cuba/Alentejo-1975)
Este nome diz-vos alguma coisa?
Não diz?
Pois, andam distraídos. Não participam nas cumplicidades da rede.
Eu dou uma ajuda:
BLOGGER-CAFÉ é uma iniciativa que deu ontem os seus primeiros passos.
Têm aí uma agenda?
Apontem: 6 de Novembro/2004
Onde? Em Beja, pois claro!
Em breve mais notícias do Blogger-Café! (tenho que fazer um banner! lá vou eu criar mais uns cabelinhos brancos).
"Pode ter-se saudades do que está perto?
Porque é que ainda não partiste e já sinto saudades?"
Julgo que não seja enigma. Ou talvez seja.
O Praça da República não é um espaço para troca de "mimos" entre leitores.
Comentários aqui deixados por anónimos, com insinuações e "mimos" a outros leitores, são apagados.
E podem falar em censura que eu me estou perfeitamente borrifando (para utilizar um termo mais higiénico do que aquele que me apetecia escrever).
Peixeiradas façam-nas onde quiserem. Aqui, não!
O que aconteceu ao nóvel blog bejense Jardim do Chinelo?
Algum problema técnico?
Aguarda-se um comunicado da Redacção do "Jardim do Chinelo"!
Recebi a mais linda mensagem de que tenho memória:
"É este o espaço que ocupas na minha vida:
'Esta noite sonhei oferecer-te o anel de Saturno e quase ia morrendo com o receio de que ele não te coubesse no dedo'." (Jorge de Sousa Braga)
Obrigado Sol!
Uma mão cheia de qualidade:
Sexta-feira Dia 20
22h00 – Adiafa
Sábado Dia 21
22h30 – Fingertips
Domingo Dia 22
22h00 - Rui Veloso
A sua segunda chamada foi mais calma. Não havia ninguém por perto, tinha algum tempo para me contar o que vão ser os seus próximos meses, em que se prepara para a grande caminhada, a caminhada de uma vida, que nem ela sabe bem o que será.
Recordou-me que o país para onde vai fica na Europa, que não estamos longe, que em qualquer altura poderemos olhar-nos, enfim, Célia, no meio daquilo a que ela chama destino, ainda sofre de optimismo, apesar de eu lhe fazer ver que tudo mudou, a partir do momento em que ela assumiu o compromisso de acompanhar o homem com quem vive.
“O que mais me custa, João, não é o não saber o que vou encontrar. É saber aquilo que posso vir a perder”. Célia deixa a capital, onde já se movimentava e tinha os seus contactos, onde “tinha mais por onde escolher”, onde estava a tentar realizar-se. Perante o desafio (ainda não me contou se foi entre a espada e a parede) de seguir a vida confortável que um diplomata tem numa capital europeia a deixar-se ficar por cá, “mais pobre por fora, mas enriquecida por dentro”, Célia, mais uma vez, tomou uma decisão. Diz que era a que tinha que tomar, mas que sabe que não é a que ela queria para si.
Nunca a questionei das razões dessa decisão. Sei que a resposta nos magoaria.
Mas sempre a conheci assim. Tomado o rumo, não há retrocesso.
Célia vai agora “fazer caixotes, embalar livros, comprar roupa”, coisa que tem feito com certa regularidade ao longo da sua vida.
O que eu lhe achei sempre de mágico é que Célia faz tudo isto com o mesmo carinho com que faz precisamente o contrário. Quando rompe, quando se despede, quando refaz caixotes, quando tenta “rasgar as cortinas do passado”.
Não me admirou pois a sua última frase deste primeiro longo telefonema: “Não deixes que as nuvens escondam a luz do Sol”.
Não deixarei!
Um bloguista na planície alentejana! Um bloguista alentejano!

Faz um anito e desatou a cantar lá no seu quintal: "Parabens para mim, parabéns para mim! Lá-lá-lá lá-lá-lá-lá! Parabens para mim!"
Então parabéns 40º à Sombra.
Telefonou-me hoje, por fim. Uma conversa angustiantemente adiada.
Pedi-lhe para não me contar nada. Pelo menos por agora.
Foi uma conversa rápida. O suficiente para lhe dizer o essencial.
"Sim, João, é o essencial que me perturba".
Roguei-lhe silêncio.
Apeteceu-me dizer-lhe como o poeta em Madredeus:
"Haja o que houver".
Desligámos. Simultaneamente.
Não me disse quando parte. E por quantos anos.
Mas fiquei com a sensação de que regressará.
Um dia.
Acordou-me com um "Amo-te".
Preferia que me tivesses acordado com um beijo.
Pensei que tinham ido todos a banhos. Afinal ainda há quem venha à Praça. Em pleno mês de Agosto.
Vieram à procura do quê?
Que tipo de assunto estavam à espera de encontrar?
Não se esqueçam de uma coisa: Isto é só um blog!
Não é nenhuma revista de fofocas.
Pronto. Voltem sempre. Mas não vale a pena esfregarem as mãos.
Está muito calor e ainda provocam algum incêndio.
Cuidem-se, que eu estou a cuidar de mim!

gráfico do Nedstatbasic
BLOGotinha comemora hoje o seu 1º Aniversário.
Como ela diz: "366 dias a Blogar com 1146 posts".
Não sei tirar fotografias a gotas. E a gotinhas muito menos.
Mas fica aqui esta prenda.
Votos de muitas postas, alegria e.....gotinhas de boa disposição.

foto: Sonja D.
Os receios que aqui tinha manifestado no final de Julho, estão confirmados.
O Sr. Zeca fechou as portas e as de Mértola não voltarão a ser o que eram.
Tenho vindo a alertar, aqui na Praça, que, depois do homicídio urbano verificado na Praça da República e das alterações irracionais verificadas no trânsito automóvel, resta aos iluminados responsáveis autárquicos bejenses liquidar definitivamente o centro, acabando de vez com o comércio nas Portas de Mértola.
O caso da Tabacaria 77 pode não se enquadrar nesta política, até porque um dos iluminados, lamenta hoje, em artigo publicado no Diário do Alentejo, o encerramento das portas daquele popular e carismático estabelecimento comercial bejense.
Porém, quando as Casas Barros, Chapelaria Modelo, Armazém da Cidade e Café Luís da Rocha começarem a dar sinais de agonia, chegaremos à conclusão que a operação cirurgicamente delineada nos executivos camarários deu os seus frutos, pois a cidade e os seus munícipes abandonaram o centro. Por mais que a luminária se lamente, ela é uma das responsáveis por esta lenta agonia.
Beja ficará marcada pela sua falta de visão.
Os munícipes saberão julgar, na altura própria, os disparates cometidos, sabe-se lá em nome de que desenvovimento.
Alguém, em silêncio, chorou perante o fim de Célia.
Chegaram-me os ecos desse choro.
Esclareço: Célia está sempre presente.
Jamais teria a coragem de romper ou cortar os laços que se estabelecem entre Célia e o que aqui escrevo.
Continuarei.
Mas Célia vive hoje uma nova vida. Uma vida que não escolheu. Alguém escolheu por ela. A vida pregou-lhe uma valente rasteira. Não sei como é que ela se vai levantar. Manifestei-lhe disponibilidade de ajuda. Rejeitou.
Vejo-a hoje mais perto de mim. Mas ao mesmo tempo a caminhar em sentido contrário ao meu. Ou talvez não.
Célia regressa à Praça.
Um aviso: as palavras que Célia me vai enviando são, a maior parte das vezes, demasiado brutais para que se creiam verdadeiras. Mas são.
Outro aviso: qualquer semelhança não passará disso. Não queiram estabelecer pontes. Estas sou eu que tenho que reconstruir. Para tentar salvar Célia do seu destino.
Até já.
"Como se pode ter a esperança de acordar uma manhã nos braços de quem se ama, se a pessoa amada não acredita na esperança?"
É um enigma que não pode ter solução.
É uma fixe.
Obrigado pela ajuda. Já alterei as templates dos meus esconderijos.
Não sei como te pagar.
Apetecia-me propor-te uma sobremesa.
Logo se vê.
Beijos.
A nossa cidade está a crescer. Na blogosfera. (Há por aí muito blog escondido mas eu sou fiel aos meus compromissos - sei guardar segredo).
Nasceu ontem, pelas 9 da noite, o BejaNews.
Diz-se o blog da cidade. É humilde!
E estrangeirado. Como convém na rede.
Assina como Mosqueteiro e a sua primeira posta tem o título "Grande Momento".
É assim que se festeja o nascimento de um filho.
Boas vindas, boas postas e muita imaginação.
PS.: Entretanto, vá lá saber-se porquê, o mosqueteiro deixou de se intitular "o blog" para passar a ser "um blog da cidade de Beja". A modéstia continua a ser grande. Pensava eu que os blogs eram universais.... :-)
Chega assim?
Se não chega, eu faço um desenho.
E publico aqui na Praça.
("sozinho" é uma música tão linda)
ESTA É A PRAÇA DA REPÚBLICA. A de Beja.
Não digam que não tem um ar acolhedor....

foto: João Espinho
Recebemos cartas que nos deixam quebrados.
Durante a noite uma mão amiga pensou em mim.
E lá de longe, enviou-me palavras que me emocionaram.
Não, não vou aqui revelar o seu conteúdo.
Mas quero compartilhar a sua despedida.
"João, tu sabes de ti. Não dou conselhos. Não tenho a capacidade que tu tiveste quando me deste a mão nos meus momentos difíceis.
Sei que vais conseguir vencer. Conheço-te o coração."
(Nunca te saberei responder a esta carta. Mas deixo-te a garantia de que não liquidarei a Célia, conforme era minha intenção. Obrigado L.)
Registar em fotografia um momento está hoje ao alcance de qualquer um.
Trazer para a fotografia uma emoção ou um sentimento já é uma obra que se torna mais complicada.
Estamos habituados a ouvir dizer que "uma imagem diz muito mais do que mil palavras". É uma meia verdade.
Por vezes temos que acrescentar algo mais à escrita com luz.
Nas nossas vidas passa-se o mesmo.
Quantas vezes um silêncio é mais ensurdecedor que um autódromo de Fórmula 1?
Porque será que às vezes não queremos entender as indicações que nos são dadas, fazendo delas aquilo que nós desejamos que elas sejam?
Que espécie é a nossa que tem a capacidade de explicar imagens que não existem?
Em resumo: por vezes estamos a ler uma imagem e fazemos uma interpretação à medida dos nossos desejos.
Poucos temos a capacidade de "passar para o lado de lá". Para o lado de quem registou uma imagem, de quem nos deu um sinal, de quem nos escreveu uma palavra.
Temos que reaprender a ler!
Não sei viver sem o Sol.

foto: João Espinho
O JARDIM DO CHINELO é de Beja e está aí porque "há espaços por ocupar. Há palavras por dizer. Há confidências a fazer. Há sentimentos a revelar...Há chinelos para gastar!"
Quem sou eu para contrariar quem agora nasceu....?!!
As Boas Vindas a este blog bejense.
Desejo que não se fique pelo mês de Agosto.
Venham de lá essas postas!!!
O trabalho afrouxou, estamos em Agosto, e uma colega emprestou-me a revista "Maria".
Garanto-vos que as minhas gargalhadas se ouviram em todo o edifício.
A revista tem uma secção de perguntas e respostas, na área da "sexualidade", e que, curiosamente, se divide em o "diário ELE" e "diário ELA".
Não sei se as respostas são melhores que as perguntas, mas vale a pena dar uma vista de olhos às preocupações sexuais dos portugueses.
Se encontrarem respostas adequadas, não hesitem em deixá-las aqui. O Google encarregar-se-à de as entregar aos destinatários.
Então leiam bem:
1- "O tampão ficou lá dentro. Que fazer?";
2 - "Disse-me que estava tão gorda que o tecto vinha abaixo!" (uma sexagenária com uma fantasia sexual, mas que o marido não aceitou);
3 - "Diz que não sou virgem anal" (o namorado desconfiou);
4 - "Tenho comichão nos testículos" (só à noite, quando se deita);
5 - "Sei quem lhe tirou a virgindade" (e o namorado vai mais longe:"É possível perder a virgindade com amigos?".
A última é uma pérola:
"Amo a prima da minha mulher"!
Resposta cá da Praça: Já pensaste em dizer-lhe (à prima, claro!)
Desculpem-me esta ousadia.
Mas eu estava a precisar de compartilhar este momento de riso.

Lembram-se desta imagem e do texto que aqui escrevi dia 25 de Junho?
Desde então a situação alterou-se. Para pior. Agora, onde antes existiam 3 contentores, podem os moradores locais e os nossos visitantes contar com 4. Terá sido esta a melhor solução que a nossa autarquia encontrou para resolver o problema.
Hoje, mais uma vez, estive no local.
E o cenário é pouco melhor. O lixo amontoa-se, os cães vadios que proliferam pela cidade continuam a ir ali em busca de alimentos, espalham os sacos do lixo e a sujidade é mais que muita.
Perante o protesto de um comerciante local, uma mal informada funcionária da autarquia esclareceu que desconhecia a existência daqueles contentores naquele local. Mas o vereador do pelouro sabe certamente que aquela lixeira a céu aberto, instalada num local de carga e descarga de bens alimentares, ali continua. E que a solução tarda em ser encontrada.
Porque não levar aqueles contentores (até ser encontrada uma solução mais higiénica) para o parque de estacionamento em que se transformou o Largo dos Duques de Beja?
Apetece perguntar: "Alô, está aí alguém na Câmara que se preocupe com os munícipes?"
Caminhava sem destino. Em busca de nada.
Do outro lado da rua vi uma cara conhecida. Muito familiar, mesmo.
Parei para ver melhor.
Era ela. A sorrir-me. Esperei que o trânsito me deixasse atravessar a rua.
Pelo meio de nós passou um autocarro.
A publicidade "Segue o teu caminho" passou à velocidade do transporte.
Do outro lado desaparecera aquele sorriso.
Será que a mensagem publicitária me era dirigida?
Um enigma.
Que vai haver substituição do Governador Civil de Beja. E que o nome que vai substituir João Paulo Ramôa é o de um conhecido autarca do Baixo Alentejo. Que parece ter grandes afinidades com actual 1º Ministro.
Só pode ser boato!!!
É provável que o episódio 33 de Célia tenha sido o último desta série.
É também provável que uma outra série surja.
Também é possível que Célia desapareça.
Talvez outra Célia lhe dê lugar. Ou a mesma.
Não sei.
Tudo depende de Célia.
Para todos os que ao longo deste tempo acompanharam Célia, fica a garantia de que a escrita não me abandonou. E o habitual obrigado pela atenção dispensada.
... o céu cinzento tornou-se negro.
Choveu.
Trovejou.
O nevoeiro transformou-se na mais espessa nuvem.
É tempo de ir lá ao fundo.
Continuarei à procura de quem me diga qual o caminho dos dias luminosos, sem chuva, sem trovoada, sem nuvens. Principalmente sem penumbras.
O cigarro não espera mais. Vou acendê-lo!
Pegou na garrafa e verteu mais uma quantidade daquele álcool.
Levou o copo à boca. Pousou-o e iniciou uma dança estranha.
Primeiro de uma forma descoordenada. Depois a um ritmo mais lento, mas mesmo assim descompassado.
Percebi que aquela seria uma noite diferente.
Pediu-me que a acompanhasse nos movimentos.
Enlacei-a pela cintura. Compreendi que me queria mais próximo.
Deixei-me embalar pela sua sensualidade.
Os nossos corpos estavam agora colados, acompanhando com movimentos suaves a música que nos embriagava.
Fez escorregar a sua mão.
Abracei-a.
A música – “Hold on my heart”- parecia dar agora os seus primeiros acordes.
Esquecemos naquele momento o copo que se entornara.
Olhei-a nos olhos. Vislumbrei-lhe umas lágrimas.
“João, estas não serão, certamente, as últimas lágrimas que derramarei no teu peito”.
Disse-mo, seguido de um adeus. Este não se assemelhou aos anteriores.
Não sei se lhe agradeci, mas era essa a minha intenção.
Não é obrigação, esta a de postar.
E até há dias em que o não faço.
Mas que postar num Domingo de Agosto, cinzento no céu, brilhante por dentro, longe das massas que se atropelam à beira-mar
- posso pôr aqui a minha toalha?
ora na costa sul ora na alentejana
- olha ali o manel!
e em que me apetece falar do tudo e do nada?
O melhor seria estar quieto, não escrever, não pensar.
Pegar num livro, numa revista, ouvir o que apetece
- desliguem a porcaria da tv
meter a mão na embalagem de amêndoas salgadas
e deliciar-me com uma água
- há água pró duche?
tónica que se enche de gelo e limão e esperar que o tempo
- que tempo este hoje!
me indique o que fazer.
Mas apetece-me algo especial
- Ambróóóóóósio!!!
como, por exemplo, nada fazer!
Esta é uma verdadeira posta de Domingo.
Vou dedicar-me a quem amo. É, sem dúvidas, a melhor solução
para um Domingo cinzento no céu,
mas brilhante por dentro.
Resultado: 22 pontos
Eu tenho um excelente vocabulário.
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Acrescentei ali à direita A FÁBRICA DOS SONHOS. Porque me faz sonhar.
E eu gosto de sonhar.
Levantei-me, pus uma toalha à volta da cintura. Fui para a sala. Precisava de fumar um cigarro.
Liguei a MTV. Pela não sei quantas vezes repetia-se Britney e o “Everytime”.
Ela apareceu à porta da sala. O seu corpo, ainda transpirado, reflectia rasgos de uma luminosidade que nunca lhe tinha visto. Os cabelos desalinhados transluziam uma beleza rara. Olhei para ela como se a estivesse a ver pela primeira vez.
Aproximou-se, olhou para a televisão: “Esta música não tem nada a ver connosco, pois não?”.
De que estaria ela a falar? Os meus olhos estavam embriagados.
Como seria possível que, após tantos registos, eu não tivesse reparado na perfeição dos pormenores.
Célia percebeu o meu embevecimento. Pegou-me na mão. Levantei-me do sofá.
Ali mesmo, em frente à TV, e com uma sensualidade estonteante, Célia segredou-me: “I guess I need you”.
“Everytime” voltou a ouvir-se, não sei se no mesmo canal.
1908-2004.
Há pessoas que se tornam eternas pela sua obra.*

Henri Cartier-Bresson
Provence (self-portrait), 1999
*Sofia Quintas
AS NOITES ALENTEJANAS têm mais um arquitecto.
Parabéns ao Vítor. Votos de força para a luta.
Sobre o assunto de que temos vindo a falar aqui na Praça, ouça-se o que se diz no Portas de Mértola.
Pode ser que se ouça algum eco!
Uma mensagem, estranha. No mínimo.
"Passei pelo café e vi-te.
Queria deixar no vidro do teu carro um papel a dizer: Je tm.
Mas não tinha caneta. Beijos".
Porque não me mandou então um sms a dizer isso mesmo?
Há enigmas....
O esclarecimento da Direcção da EMAS sobre os permanentes cortes no abastecimento de água à cidade de Beja, merece-me os seguintes comentários:
- O comunicado limita-se a relatar dados técnicos sobre o que sucedeu, descrevendo a carga horária a que foram sujeitos os funcionários daquela Empresa envolvidos nas reparações das condutas. Ninguém duvida de que as roturas existiram e que os funcionários da EMAS são zelosos e cumpridores trabalhadores;
- Em nenhum ponto do comunicado se refere o estado em que se encontra o sistema de condutas adutoras. Dizer-se que “sempre que há uma rotura na conduta elevatória principal a distribuição de água às populações deixa de ser possível” equivale a dizer que, sempre que o meu carro não tiver gasolina, ele deixa de andar. Seria esclarecedor para a população que a EMAS viesse informar quais as perspectivas futuras, isto é, se são previsíveis cortes futuros no abastecimento de água e quais as medidas que poderão ser tomadas, custos e entidades envolvidas na manutenção/recuperação das condutas do Roxo assim como as alternativas que se vislumbram.
- A EMAS não me consegue esclarecer porque é que são quase diários os cortes de abastecimento de água. É verdade que se verificam por curtos períodos de tempo, mas eles ocorrem, pois quase diariamente, quando chego a casa, as torneiras primeiro vomitam ar, a seguir engasgam-se e só depois tenho direito ao precioso líquido castanho;
- Aquela Empresa nada me disse porque é que, em determinadas horas do dia, a água não tem força suficiente para fazer disparar o piloto do esquentador. Resido num 2º andar no Bairro da Cooperativa e são vários os residentes daquela zona da cidade que se queixam do mesmo problema;
Por fim, deixo aqui um repto à EMAS: que crie um Gabinete de Informações que preste esclarecimentos, em tempo útil, aos consumidores. Referir que o telemóvel, para o qual somos redireccionados fora das horas de expediente, ficou sem carga, é uma desculpa que soa a país do 3º Mundo.
UM ESCLARECIMENTO DA EMAS
Chegou-me às mãos um comunicado da Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja (EMAS), onde o seu Director Executivo pretende esclarecer a população sobre os motivos que têm levado aos sucessivos cortes no abastecimento de água à cidade de Beja.
Dada a extensão do texto, destaco aqui os seus pontos que considero mais relevantes:
"
(…)
- O sistema de abastecimento de água do Roxo tem origem na captação que lhe dá o nome e é constituído por um sistema de condutas adutoras que se estendem por várias dezenas de quilómetros e por vários depósitos intermédios de armazenamento;
- Sempre que há uma rotura na conduta elevatória principal (…) a distribuição de água às populações deixa de ser possível através desta origem, estando dependente do volume de água que na altura se encontre armazenado e do funcionamento do sistema alternativo (…);
- Durante o mês de Julho ocorreram 3 roturas/avarias no sistema do Roxo (…);
- A situação concreta do último fim-de-semana deveu-se a uma rotura resultante da danificação de um elemento constituinte da conduta do Roxo. (4 horas da madrugada do dia 31 de Julho);
- De salientar ainda que por forma a dotar o sistema alternativo de abastecimento de água ao sistema do Roxo de uma maior capacidade, a EMAS irá brevemente em conjunto com o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, dar início a um estudo hidrogeológico da zona a sul da cidade de Beja, com vista à construção de novas captações de água.
(...)"
Comentário segue dentro de momentos.
A ESTAÇÃO parva (ou idiota) está aí. Parece que nada acontece.
Mas acontece. Veja-se:
- A Assembleia Municipal de Beja foi palco de divergências entre o vereador (PC) Vitor Silva e a bancada do seu Partido. A razão? O parque de estacionamento da Av. Miguel Fernandes. Aquela obra não dá sossego a ninguém. Será o vereador que entrou em colisão com o Partido ou foi o PC que já se apercebeu que VS só afasta eleitores?
- A Empresa Municipal que gere o abastecimento de água à cidade é uma empresa fantasma. Não existe. Porque está a gerir aquilo que não há. As torneiras que temos em casa são peças de Museu. De nada servem. E já alguém ouviu algum responsável pela EMAS vir a público esclarecer o que se está a passar com os diários e prolongados cortes no fornecimento de água? Eu não ouvi. Já o disse aqui e repito: a EMAS presta um serviço de merda e só serve para nos sacar mensalmente o dinheiro da conta.
Mas há mais. Muito mais.
Esperem pelos próximos dias.
SABER que tens a besta dominada, que saíste dessa fronteira entre o estar aqui e a incerteza do que estará ali. A tua fé e a tua garra de viver têm que dar frutos.
Estou imensamente feliz por ti, P.G.
Um beijo.
"Precisava de te ter ao meu lado.
Agora.
Mas agora não estás. Ontem também não. Amanhã duvido que estejas.
És uma estrela cadente."
Ao virar a página daquele caderno, reparei no que me parecia o texto de uma carta. A entrada não enganava. Um esclarecedor "Olá amor!" só poderia significar uma comunicação. Fechei o caderno. Não me podia autorizar a violar um espaço que sabia ser mais do que privado. Estavam ali os seus desejos mais íntimos. O relato cru de emoções e sentimentos. Tudo escrito na 1ª pessoa.
Entreguei-lhe o caderno.
Fitou-me profundamente e perguntou-me: "Queres ler essa carta?"
Achas que devo?
Tinha curiosidade em saber como é que Célia se relacionava com a pessoa que amava. Ao mesmo tempo assaltava-me um medo de que aquelas palavras me provocassem algum desconforto.
"Lê, e peço-te silêncio".
Prometo.
Abri de novo o caderno no sítio onde me parecia que estaria aquela carta.
De dentro do caderno solta-se um pedaço de papel que me cai aos pés. Apanho-o e consigo ler: "Olá amor! Escrevo-te estas pequenas linhas para te dizer simplesmente que te amo. És o oásis do deserto onde vivo. De todas as palavras que te escreva, estas são as mais sinceras. Um beijo".
Guardei o papel no meio do caderno e preparava-me para ler a carta quando Célia, sem hesitar, me diz:
"Não vale a pena leres a carta".
Fechei o caderno.
A letra do manuscrito que me caíra aos pés não era a de Célia.
Dá-me vontade de te ter a meu lado
Vendo-te a olhar para mim
Sei que estou apaixonado
Mas não posso ficar assim
Deitado num rochedo canto para ti
Como um pássaro livre que voa sem fim
Porque é que a vida nos trama
Quando alguém se ama?
Ter de partir
E não poder sorrir
Porque é que choras?
Porque é que dizes o meu nome
Sem nunca me poderes tocar?
Tenho saudades de te ver
Vontade de te abraçar
Sózinho tocando um guitarra
Junto ao mar
Recordo-me de ti
E imagino porquê
A tua cara a flutuar
Porque é que a vida nos fascina?
Tantas vezes nos domina?
Acreditar que no amor
Não se sente a dor
Mas é mentira!
Mentira! Mentira!
("Mentira" - de João Pedro Pais)
Não sei como será o último acto desta peça que estamos (vamos) escrevendo.
Temo que quando o pano se fechar, esteja cada um em seu palco.
Tenho a certeza que nenhum de nós estará na plateia para aplaudir o outro.