É COISA QUE JÁ estamos habituados que não corra das torneiras.
Mais uma vez a situação se repete.
Porque será agora?
Telefonei para a EMAS, a menina do gravador remeteu-me para o telemóvel do piquete e eu liguei. Sabem quem atendeu? A menina do gravador da TMN! Ligue mais tarde, blá,blá!!!
Apetece falar mal. Apetece rebentar com essa empresa municipal que não presta.
A quem me posso queixar?
AO SEXO DOS ANJOS pelo seu 1º aniversário.
Votos de muito sexo, muitos anjos e coisas assim.
"Cansado. Na pele os sulcos que os anos esculpiram com a profundidade da dor e do sorriso. Forte e lento na marcha de amor por o que gosta, o cante. Expressão de nós.Timbre e entoação da nossa raíz, do nosso sangue. Voz do Alentejo." Helena Torrão

foto: João Espinho
Estou com receio. Por mim.
Ao deixar permeabilizar-me, parece que novas cercas vou criando.
De uma repentina disponibilidade, tomo consciência de uma cada vez mais acentuada resistência.
Cada minuto que passa é uma porta que se fecha. Bem trancada.
Quase com a certeza de que nunca mais se reabrirá.
Terá mesmo que ser assim?
NA VIDIGUEIRA. Discoteca quint@noite.

Adicionei na coluna à direita o BLOGS DO BAIXO ALENTEJO.
É uma lista, que se pretende actualizada, com blogs editados a partir do Baixo-Alentejo ou por oriundos desta região. Quem notar alguma falta, deve informar o webmaster daquele site, através do endereço electrónico ali disponível.
Transformam-se em estilhaços dolorosos, em pedaços de sofrimento. Os momentos desejados e constantemente adiados.
Quando, finalmente, nos reencontrarmos, ainda estaremos disponíveis?
Enigma que tarda em encontrar solução.
Há palavras que nos beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill
(a pensar em ti)
No ano passado ficámos sem palavra!
Este ano regressámos ao passado.
Que país é este que se deixa consumir pelo fogo posto?
Continuaremos a ouvir o silêncio de quem deveria responder a essa questão.
Aqui ao lado, em São Matias, Selmes, Neves, Baleizão, a catástrofe vai consumindo pasto e a esperança de viver num país civilizado.
Não nos prometam que para o ano isto não acontecerá.
Ninguém vai acreditar!
DIZ-SE! É zum-zum?
A Tabacaria 77 vai encerrar as suas portas.
As Portas de Mértola ficam amputadas de um dos seus mais antigos estabelecimentos.
É um sinal dos tempos?
Sem dúvidas.
Milimetricamente, cirurgicamente, o centro da cidade vai morrendo.
Em nome do quê?
Podes estar descansada. Estou num tempo de me entregar a uma só pessoa. Percebes isso?
Não sei se seriam estas as palavras exactas que Célia queria ler. Não me admiraria que ela me telefonasse, para confirmar pela voz aquilo que eu acabara de escrever. Também não seria de estranhar que, mesmo no calor de uma noite, me quisesse ler nos olhos a verdade do que acabara de lhe enviar.
O toque de mensagem afastou-me destes pensamentos. Obviamente que Célia não teria duvidas.
"Porque é que me amas?"
Marquei o seu número e acho que fui bem claro quando lhe disse que a última vez que me questionaram sobre o amor, a resposta foi sem rodeios.
"E que te perguntaram, João?"
- Porque não me amas?
"Pode saber-se o que respondeste?"
Nessa noite a temperatura subiu nos termómetros.
OUVIR isto:
Avec le temps
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
On oublie le visage et l'on oublie la voix
Le coeur quand ça bat plus, c'est pas la peine d'aller
Chercher plus loin, faut laisser faire et c'est très bien
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
L'autre qu'on adorait, qu'on cherchait sous la pluie
L'autre qu'on devinait au détour d'un regard
Entre les mots, entre les lignes et sous le fard
D'un serment maquillé qui s'en va faire sa nuit
Avec le temps tout s'évanouit
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
Mêm' les plus chouett's souv'nirs ça t'a un' de ces gueules
A la Gal'rie j'Farfouille dans les rayons d'la mort
Le samedi soir quand la tendresse s'en va tout' seule
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
L'autre à qui l'on croyait, pour un rhume, pour un rien
L'autre à qui l'on donnait du vent et des bijoux
Pour qui l'on eût vendu son âme pour quelques sous
Devant quoi l'on s'trainait comme trainent les chiens
Avec le temps, va, tout va bien
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
On oublie les passions et l'on oublie les voix
Qui vous disaient tout bas les mots des pauvres gens
Ne rentre pas trop tard, surtout ne prend pas froid
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
Et l'on se sent blanchi comme un cheval fourbu
Et l'on se sent glacé dans un lit de hasard
Et l'on se sent tout seul peut-être mais peinard
Et l'on se sent floué par les années perdues
Alors vraiment
Avec le temps on n'aime plus.
Porque sim!
RUMO AO SUL. Rumo ao mar. Ao encontro da paixão.
Fujo do alerta.
Até já!
Manuel Alegre vai ter um blog?
Vejam aqui.
"João, faz-me um blog!". Ele tentou explicar-lhe sobre os problemas de infertilidade que o traziam atormentado e em tratamentos.
"Mas eu não estou a pedir-te para me fazeres um filho".
E o João teve que explicar que um blog é como um filho. Tem que ser alimentado, acarinhado, instruído, tem que aprender a andar, enfim, um blog é mesmo um filho.
Ela compreendeu. Passado um ano disse-lhe: "João, faz-me outro blog!"
Ausente durante 2 semanas deste espaço de opinião aqui na Rádio Pax, volto hoje para DOIS muito breves apontamentos:
1º - Viver em Beja está a tornar-se um martírio. Não nos bastavam já essas obras POLIS, mais as suas inestéticas consequências, agora estamos sujeitos a constantes cortes no abastecimento de água. Num dia desta semana, mais uma vez, as torneiras calaram-se logo pelas 7 da manhã para só voltarem a desempenhar as funções para que foram criadas quando o Sol se estava a pôr. Obviamente que não é a Empresa responsável pela gestão das águas municipalizadas que manda cortar a água a seu belo prazer. Mas a EMAS poderia sair do casulo para onde se remete e vir a público revelar o estado em que se encontram as condutas de água, explicar o porquê destes constantes cortes no abastecimento e falar-nos da qualidade da água castanha que diariamente sai das nossas torneiras.
A EMAS prefere fazer de conta que tudo está bem e limita-se a, mensalmente, nos debitar a factura de consumo.
Os bejenses vão ficando fartos deste mau serviço municipalizado, não admirando pois que venham a aderir a um projecto de privatização das águas. Veremos.
2º O Partido Socialista é uma caixinha de surpresas. Vencedor claro das últimas eleições para o Parlamento Europeu – (foi há pouco mais de 1 mês, lembram-se?), logo na noite do rescaldo eleitoral o seu líder começou a dar tiros nos pés ao anunciar a sua recandidatura ao cargo de secretário-geral. Obviamente que, no dia seguinte, as oposições internas se vieram colocar na linha de partida, não deixando Ferro Rodrigues saborear a vitória. Ferro Rodrigues que, aproveitando a boleia de uma decisão Presidencial, achou por bem abandonar o cargo, deixando o caminho livre aos seus opositores. Desde a D. Constança, que diz que vem à festança mas afinal não vem, passando pelo mediático Sócrates, todos no PS aspiraram ou aspiram a ser primeiro-ministro. Agora, Manuel Alegre também deseja chegar à liderança da Oposição. Desejo ardentemente que seja este a ganhar. A esquerda ficaria muito mais bem servida, pois ao "pateta alegre"* Louça, juntar-se-ia o poeta alegre Manuel, o que faria a alegria dos portugueses que aderiram à política folclore.
* obrigado JCD pela expressão.
Célia anda triste. Depois do seu regresso definitivo de Londres, onde deixou e largou o chinês e uma estabilidade pacientemente construída, instalou-se na capital para, diz ela, “tenho mais por onde escolher”. E escolheu. Não sei se foi logo na avenida do aeroporto, esse lugar mítico dos que regressam à pátria, mas não demorou a dizer-me que tinha um tecto confortável e uma comodidade de que ela estava a precisar.
Versátil como a conheço, tenho estado à espera que me venha relatar o enjoo de uma ligação eterna, o tédio da rotina, a incapacidade para ser fiel.
Foi com um certo pasmo que a ouvi dizer que estava apaixonada. Pensei que seria do homem da avenida com sofás de marca. “Estás louco?”, não percebi bem porquê nem ela me deixou perguntar. “Vejo-o nos intervalos das viagens, e foi entre intervalos que conheci alguém de quem estou loucamente apaixonada”.
Isso passa-te, avancei logo, não fosse ela pensar que eu ignorava o seu temperamento.
“Não, João! Agora é diferente. Não te sei explicar”.
Não me venhas dizer que, de um dia para o outro, descobriste a tua alma gémea.
“Não sei se é alma gémea. Chama-lhe o que quiseres. Sei que é alguém que já amava antes mesmo de conhecer. A quem entreguei o meu coração, que ele preencheu de uma forma tão terna e tão doce que não tenho dúvidas que é com ele que quero acabar os meus dias, a desfrutar cada minuto”.
Nunca tinha visto Célia tão apaixonada. Seria a mesma Célia que eu conhecera, distante, despregada?
“Mas estou triste.” Ele não te corresponde? Só te quer para inflamar o corpo? Deseja-te somente para a volúpia?
“Não, não é isso. É um amor que corrói. É demasiado angustiante não o ter sempre perto de mim. Tenho uma enorme sede de viver as coisas com ele”.
Um nó encravou-se-me na garganta. Fui ver as mensagens em arquivo.
Como foi possível não ter percebido logo quem é a nova paixão de Célia…?!
Ao arrumar a casa decidi-me pelo "The Lamb Lies down on Broadway" como companhia.
Espantei-me com a minha memória. Não me escapou uma sílaba. Nem tão pouco a recordação da tentativa, enquanto finalista do liceu, de encenar algumas das faixas.
Como se fosse hoje, relembro a encenação disto:
"With their tongues, they test, taste and judge all that is mine.
They move in a series of caresses.
They glide up and down my spine"
A peça não chegou a ser representada em público. Mas marcou quem a viveu.
Será que eu consigo explicar isto a alguém?

É como qualifico o serviço prestado por quem gere o abastecimento de água à cidade.
Pela milésima vez, a água sai das torneiras com um tom acastanhado, térreo.
Deve ser qualidade em excesso.
Não tem força para arrancar o esquentador. Que se lixe! Vai mesmo a frio.
A meio do duche: PLOF! Acabou-se. Nem pinga, nem uma gotinha, para ajudar a tirar o gel. Entram em funcionamento os garrafões armazenados.
Não há já muitos adjectivos para qualificar o serviço público de águas, mas não estou muito longe da verdade se disser que a EMAS presta um serviço DE MERDA!
E não há quem os ponha a fazer aquilo que devem?
"De que lado da cama dormes?". Achei aquilo um perfeito disparate. Áquela hora tardia, uma mensagem sem conteúdo, sem sentido.
Não tinha disponibilidade para lhe contar como se ocupa todo o leito. Quando já nada nos impede de ser dono daquele território. Que aquele espaço só é invadido quando apetece que alguém se transforme em invasor.
"Estás a demorar a resposta". Incomodado, gritei-lhe em maiúsculas que os livros já ocupam ambas as mesas. Que aquela não tinha resposta.
"Que pena a tua cama só ter um lado"! Silenciei o telefone, desliguei a luz e virei-me para o lado. Não consegui dormir. Percebi então que não consigo sonhar nos dois lados da cama.
A COLUNA da direita desta Praça vai sofrer algumas alterações.
Há gente que desaparece sem avisar.
Não sei se o Portas de Mértola fugiu ou meteu férias sem vencimento. O Alentejão foi a Vendas Novas no dia 18 de maio e nunca mais voltou.´
O Paisagem de Portugal (de que sou membro convidado) desde Abril que não dá sinais de vida.
Por isso, nos próximos dias, esses blogs sairão da coluna direita da Praça, mas ficarão nos meus favoritos, à espera do regresso.
Foram, entretanto, acrescentados o Bolota X, o Boleta.on.line e o A Internet para as domésticas, já!
Aqui em casa também houve arrumações. Tempo de colocar em arquivo CD's que já não voltam. Tempo de recuperar outros. Hoje foi dia de "The Lamb Lies Down on Broadway". Só para quem conhece.....
O Grupo ADIAFA vai estar na TV.
Tome nota:
Hoje, 3ª feira - SIC, às 11H30 e às 12H30 (programa SIC 10horas).
4ª feira - TVI - no programa "Olá Portugal", a partir das 14H00.
5ª feira - SIC - a partir das 15H00, no programa "Às duas por três".
Vamos certamente ouvir alguns temas do seu mais recente trabalho "TÁ O BALH ’ ARMADO".
Pois tá!

foto: João Espinho
Não estarei a ficar subitamente fascinado pela paisagem que se me oferece? Serão, de facto, reais estas imagens?
O caminho é sinuoso, cheio de dificuldades. Algumas inesperadas, muitas previstas. Todas elas dolorosas. Não sei como amortecer tanto solavanco.
Procuro mudar de rumo ou continuo neste trilho? E se daqui a pouco já for tarde para mudar de rumo?
Não estou com vontade de equacionar estes enigmas.
A PEDIDO DE VÁRIOS leitores, aqui fica uma imagem do Jardim do Bacalhau após a intervenção POLIs.

foto: João Espinho
Será, provavelmente, o mais extenso post do JCD. Mas o Monstro tem volume suficiente para aguentar aquele texto.
Este texto-relatório deveria ser printado e distribuído por todos os cidadãos.
O Monstro afinal existe.
E querem descentralizá-lo.
O País que se aguente.
Tornou-se num hábito trocarmos os nossos "Bom Dia!" de uma forma rápida, telegráfica. Um gesto de e a marcar presença. A ausência desta fórmula cria-nos logo uma torrente de questões: "Então, está tudo bem?".
Nesse dia apeteceu-me dizer-lhe algo mais. Explicar-lhe que o espaço agora parcialmente ocupado esteve antes vazio, muito vazio, completamente nu. E dizer-lhe que sabia exactamente a dimensão desse vácuo.
E Célia deve saber isso. De outra forma não me teria arremessado com um "Quando abrires a porta, estarei lá para penetrar e ocupar esse espaço".
Não tenho dúvidas que, para se fazer luz, alguém tem que clicar no interruptor.
Sobre o Largo do Lidador (largo da Sé), escrevi aqui, em 9 JUL, este texto, que mereceu 2 comentários e uma resposta da Câmara Municipal de Beja. Os comentários foram deixados por dois amigos, são opiniões pessoais, pelo que não tenho que me pronunciar.
A Câmara M. Beja achou por bem esclarecer-me e esclarecer os leitores sobre o edifício degradado daquele Largo.
Diz-me a autarquia que " a Câmara Municipal de Beja adquiriu há 4 anos o edifício do largo do Lidador" e que o projecto para a sua recuperação constava do último programa eleitoral da CDU. Adianta ainda que "desde então para cá, a Câmara tem aguardado pela abertura de uma candidatura que lhe permita obter 75% do valor necessário para realizar esta obra que é de cerca 900 mil euros". O comunicado da edilidade termina dizendo: "Não abriram, até agora, candidaturas que contemplem este tipo de obra. Lamentavelmente a C.M.B. não tem condições financeiras para a executar sem comparticipação".
Os meus comentários:
1 - Agradeço aos gabinetes da Presidência e de Informação e Relações Públicas da Câmara Municipal de Beja este esclarecimento.
2 - Quando qualquer força política se apresenta a sufrágio, é natural que faça propaganda dos seus projectos. São as habituais promessas a que nenhum Partido consegue escapar e que levam, muitas vezes, os eleitores a votar neste ou naquele programa.
3 - Não sei se no programa da CDU está explicado que a recuperação do referido imóvel só seria possível através de financiamento externo. Sei, porque a Autarquia o diz, que a Câmara/CDU tem um projecto para o edifício, que foi adquirido a particulares por 325 mil euros.
A isto é o que eu chamo (já chamei também no caso da estrada da Salvada) tentar fazer "omeletes sem ovos". Promete-se um projecto, mas não se diz ao eleitorado que não há verbas para o levar a cabo. Aconselho, pois, que, de futuro, os programas eleitorais dos partidos comecem os seus textos por "Se houver dinheiro....". No caso da CDU, e em particular em Beja, onde aquela força política detém o poder há, talvez, mais de 25 anos, seria bom que houvesse uma certa contenção naquilo que se oferece aos eleitores, pois os senhores do PCP deverão saber como estão os cofres da Câmara e que viabilidade têm as promessas que fazem na sua propaganda.
4 - Por último, a Câmara de Beja não refere aquilo que mais motivou o meu post: o de o Largo da Sé estar transformado num parque de estacionamento. Há no Município alguma ideia sobre o assunto?
Deixo-vos mais uma fotografia do referido Largo, agora sem o edifício que tem projecto mas não tem financiamento.
O comunicado, na íntegra, da Câmara de Beja, pode ser lido em "continue a ler".

foto: João Espinho
A resposta da autarquia:
A Câmara Municipal de Beja adquiriu há 4 anos o edifício do largo do Lidador após várias tentativas de negociação com os respectivos proprietários que pediam valores elevadíssimos. Conseguiu concretizar-se a aquisição pelo valor de 325 mil euros com a intenção de transformar o edifício num Centro de Convívio para Idosos dadas as suas características de espaço e centralidade.
O projecto de recuperação do edifício bem como o respectivo programa de ocupação foi de imediato definido e elaborado, tendo a Câmara Municipal de Beja pago o montante de 75 mil euros pelo mesmo.
Constou em Programa Eleitoral da CDU nas últimas eleições autárquicas. Desde então para cá, a Câmara tem aguardado pela abertura de uma candidatura que lhe permita obter 75% do valor necessário para realizar esta obra que é de cerca 900 mil euros.
Não abriram, até agora, candidaturas que contemplem este tipo de obra. Lamentavelmente a C.M.B. não tem condições financeiras para a executar sem comparticipação. No entanto, para evitar a maior degradação de um edifício histórico, que importa preservar, a autarquia contraiu um empréstimo para realizar obras de consolidação do edifício, enquanto não for possível a recuperação e colocar a funcionar esta infra-estrutura tão necessária na nossa cidade, que esperamos poder ainda candidatar até final do mandato.
“Porque será que o tempo deixa marcas?”
Perguntei-lhe a que tempo se estava a referir. Até porque, olhando para ela, essas marcas não seriam bem visíveis. Tinha conseguido manter-se com uma pele fresca e bem cuidada. O corpo era o de quem se importa com a saúde. Disse-lhe que não se preocupasse, pois não havia razões de queixa. Não havia nem um cabelo branco, uma ruga, para contrariar a minha opinião. Intimamente imaginei-a, naquele momento, mais cintilante.
“Não, não é esse tempo, nem essas marcas. São os sulcos provocados no coração”.
Sem me deixar esboçar um pensamento, e com uma determinação impressionante, diz-me que “parece que o coração tem olhos. Vê aparecer e desaparecer. E sempre que alguém aparece é mais uma marca que cresce. Para depois, na hora da abalada, esse sinal ficar como uma dor”.
O tempo passou. E naquele mesmo instante soubemos que estávamos a marcar o nosso tempo.
Ao final da tarde, olhou-me: “Valeu a pena termos tentado, não valeu, João?”
Precipitadamente respondi-lhe "Depende das marcas que deixámos"!
Uma imprudência....
ESTE ESPAÇO, junto ao ex-libris da cidade de Beja, é um autêntico cartão de visita para quem nos procura.
O Largo da Sé, agora transformado em parque de estacionamento, é um espaço muito pouco digno. O edifício que podem ver na fotografia, há anos que aguarda a sua recuperação e transformação. Estou tentado em ali fazer um workshop de fotografia....de terror!
Ontem, na conversa pública que houve na Biblioteca de Beja, e em que se falou da intervenção POLIs, este local foi dos mais referenciados como tendo sido ignorado e que merece uma urgente atenção por parte dos responsáveis autárquicos.
Fica aí a imagem que não desmente. (ali mesmo ao lado fica o Castelo de Beja)

foto: João Espinho
“A tua ausência perturba-me”.
Escrevi a mensagem sem saber quando a enviar.
Tinha a certeza que a enviaria, mas queria escolher o momento. Uma oportunidade em que a mensagem fosse lida e obtivesse o efeito desejado: que fosse como uma prova!
Mas a distância, essa distância que nos separa, é tão mais difícil de percorrer quanto mais perto nos sentimos.
Não consigo, ou não quero, entender a relação entre ausência e distância.
Será um enigma efémero?
Não sei que caminho é este que estou a trilhar. Vim por aqui, sem olhar bem para as placas.
Não tenho nenhuma indicação. Tão pouco sei se tem rumo.
Parece-me um caminho embelezado de árvores vistosas e frescas. O Sol penetra pela sua folhagem e deixa um rasto de luz que encandeia agradavelmente.
Mas é um caminho cheio de ruídos.
“Então vamos abafar o barulho do exterior, para sentir o silêncio interior”.
PARA ver ao ar livre.
13 JULHO - LARGO DO MUSEU - "Kill Bill - A Vingança"
20 JULHO - LARGO SANTO AMARO - "Liga dos Cavalheiros Extraordinários"
27 JULHO - LARGO DOS DUQUES - "Agente de Palmo e Meio"
Aconselho o filme Kill Bill, de Quentin Tarantino. Neste filme, não tão violento como o 1º da saga (o 3º já está a ser preparado), vamos ver como "a noiva" fica a saber que a filha está viva, que é Bill quem a tem e....... (é melhor ir ver).
Fotografia e enquadramentos a não perder.
Mais informações sobre o filme aqui.
Iniciam-se hoje os espectáculos de animação de espaços públicos de Beja.
A ANIBEJA 2004 é organizada pela Câmara M. de Beja e pela Delegação Distrital do INATEL.
Patrocina, em exclusivo, a Cooperativa Proletário Alentejano.
Para apoiar a divulgação foi contratada a empresa Campo dos Media.
O blog Praça da República divulga, apoia e apoia na divulgação (sem contrapartidas, obviamente).
Os espectáculos de Julho:
8 JULHO - PRAÇA DA REPÚBLICA
Espectáculo com ALGAZARRA
15 JULHO - LARGO DOS DUQUES
Espectáculo com NOVA AURORA
22 JULHO - LARGO DE SANTO AMARO
Espectáculo com o Grupo Coral e Instrumental "SONS DO CAMPO" (de Panóias)
29 JULHO - LARGO DOS DUQUES
Fados de Coimbra - SAUDADE COIMBRÃ
No programa que consultei, não vem informação sobre a hora de início dos espectáculos, mas não estarei enganado se disser que é entre as 21 e as 22H00.
Eu gostaria de ter um jardim.
Um jardim onde eu pudesse plantar, todos os dias, uma flor.
Uma flor por cada beijo que trocamos.
Cada flor seria um novo dia.
Nesse jardim eu deitaria, todos os dias, a água que elas precisam para crescer.
E mesmo que elas precisassem de alimento mais do que uma vez por dia, eu não me iria importar.
Até mesmo de hora a hora.
E todos os dias plantaria mais uma flor.
Por cada beijo que me dás.
Depois, eu deitar-me-ia nesse leito florido.
Sem que uma só flor se estragasse.
Sentiria o meu corpo ser envolvido por todas aquelas flores.
Elas deixariam o meu corpo com o seu perfume, como tu deixas o teu.
Eu sentiria a beleza delas a percorrerem suavemente a minha pele, como tu fazes com os teus dedos.
E em cada flor estaria um beijo teu.
Eu gostaria de ter um jardim.
HOJE - 8 DE JULHO - 21H00 - CAFETARIA DA BIBLIOTECA MUNICIPAL
"E DEPOIS DO POLIS?" - debate/conversa sobre o estado da cidade. Sobre o seu futuro. Uma ocasião para os cidadãos falarem sobre o seu papel na construção da cidadania.
Estarão os responsáveis autárquicos interessados neste debate?
É coisa que se vai ver logo à noite.
ARREFECEU.
Tal como eu esperava (mas não desejava).
Vou ter que procurar um agasalho.
Ou talvez esperar que este tempo de arrefecimento seja passageiro.
Não sei.
Algo me diz que não devo aguardar por nova vaga de calor.
Um enigma.
"Como te sentes quando estás comigo?". Há perguntas enigmáticas. Pensei que o simples facto de "estar" encerraria já em si uma atitude. Não me imagino "estar" com quem não quero estar. Mas às vezes acontece. Daí, talvez a questão. A que respondi de forma pouco original. Talvez mesmo nada original. Transcrever um trecho de uma lírica musicada pode denotar falta de inspiração. Mas aquela letra é tão expressiva, que não resisti.
Parece-me que alcancei o efeito desejado. Ficámos ambos felizes.
Porém, achei que deveria acrescentar algo mais. Mandei-lhe um simples "sabes que eu gosto muito de ti?". Não esperava resposta, até porque a pergunta era toda ela uma afirmação.
Estranhamente, veio uma resposta: "sim"!
Logo de seguida, desarmou-me: "Porque me perguntas?"
Não respondi. Porque não fiz nenhuma pergunta. Fiz uma declaração.
Será que ainda espera pela resposta?
Enigmático, de facto!
Volto a falar de fotografia e fotógrafos.
Destaco hoje os trabalhos de Jacek Pomykalski, polaco, de 33 anos, residente em Cracóvia, onde possui o seu estúdio de fotografia. Pomykalski começou por uma licenciatura em Filologia Oriental, mas nos últimos anos tem dedicado o seu tempo à fotografia, como freelance. É no retrato que JP explora a sua arte, afirmano que o nu é a forma mais íntima de retratar uma pessoa."Posar nu para a fotografia requer que o modelo se revele e confie inteiramente no fotógrafo", diz JP, adiantando que "é muito difícil alcançar essa atitude aberta e nem todos os modelos são capazes de o fazer. Mas quando o faz, podem ser criadas as mais interessantes imagens".
JP está a preparar uma exposição, para Setembro, em Berna (Suiça) e é sua intenção expor em Lisboa ainda este Outono. JP vai estar brevemente em Portugal, onde visitará os seus amigos.
Deixo-vos aqui uma das suas imagens, aconselhando uma visita ao seu sítio na internet.

Foi há 1 ano. E a Sónia escrevia assim:
"INAUGURAÇÃO
Aqui se inaugura oficialmente um blog alentejano...não me parece que vá ser muito diferente dos outros, não fiz planos para grandes originalidades, mas também temos direito a um lugar na blogosfera!!!!!!!!!
Saúdinha da boa a todos os que passem por aqui, vamos ver onde isto nos leva!"
Nascia o ao_sul.
Parabéns à sua criadora e votos de muitas e saudáveis postas.
“Preciso de te ver”.
Amanhã seria melhor, pois teríamos mais tempo, e certamente que a conversa, com aquela urgência, demoraria demasiado para o meu gosto.
“Não. Tem que ser já!”
Ao entrar, descalçou as sapatilhas e avançou, colando-se-me ao corpo.
Não falámos.
Descobri a diferença entre ver e falar!
Queria escrever-te. Algo de especial. Neste dia especial.
Não fui capaz.
Mas fico com a alegre sensação de que compreendes as palavras ausentes.
É isso.
As palavras fugiram para dar lugar ao enigma desta emoção.
Psssssss, não digas nada!
O IDEIAS SOLTAS escreveu uma crónica sobre os acontecimentos.
O relato está aqui e é bom que se leia. Porque sim!
NO ENCONTRO de blogs, no Alandroal, à conversa com o pessoal, disse que escrever o nome de CR no blog, significava à partida um aumento de visitas. E que se se acrescentassem umas fotos do jogador, as/os fãs correriam a visitar o blog. Parece que não me acreditaram.
Então vejam o que é que os/as visitantes andavam à procura quando chegaram à Praça:
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04 Jul, Sun, 21:20:21 Google: Fotos de Cristiano Ronaldo
04 Jul, Sun, 21:32:31 Google: Cristiano Ronaldo
04 Jul, Sun, 22:30:07 Google: Cristiano Ronaldo fotos
04 Jul, Sun, 22:42:37 Yahoo: fotos de cristiano ronaldo
04 Jul, Sun, 23:03:46 Google: cristiano ronaldo fotos
04 Jul, Sun, 23:04:20 Yahoo: Cristiano Ronaldo fotos
04 Jul, Sun, 23:05:44 Google: cristiano ronaldo
04 Jul, Sun, 23:22:29 Google: Cristiano Ronaldo + Fotos
04 Jul, Sun, 23:28:09 Google: fotos de Cristiano Ronaldo
04 Jul, Sun, 23:29:23 Google: fotos do cristiano ronaldo
04 Jul, Sun, 23:40:01 Google: cristiano ronaldo fotografias fotos
04 Jul, Sun, 23:58:22 Google: cristiano ronaldo fotos
04 Jul, Sun, 23:59:02 Google: cristiano ronaldo fotos
05 Jul, Mon, 00:00:15 Google: cristiano ronaldo fotos
05 Jul, Mon, 00:10:20 Google: cristiano ronaldo fotos
05 Jul, Mon, 00:10:31 Google: "cristiano ronaldo" blog
05 Jul, Mon, 00:21:00 Google: ronaldo cristiano fotos
05 Jul, Mon, 00:21:28 Google: cristiano ronaldo fotos
05 Jul, Mon, 00:51:54 Yahoo: fotos de cristiano ronaldo
05 Jul, Mon, 01:10:11 Google: Fotos do Cristiano Ronaldo
Já se convenceram?
“Gostava de passar a noite contigo”.
Assim, sem pedir licença, aquela mensagem entrou-me pelo coração. Eu estava a pensar em Célia, é verdade, mas sempre duvidei de coincidências.
Nesse momento, e é garantido que não há coincidências, toca o telefone da sala.
Não quis acreditar que a sugestão viesse agora também por via oral. Ela não tem esse hábito.
Quando levanto o auscultador oiço estupefacto: “Que estavas a pensar?”
Sem querer adiantar muito, poupei nas palavras. Curiosamente, não fugi à verdade.
Percebi, nesse instante, que tinha desfeito uma fronteira. A minha. Que eu julgava intransponível e resistente.
Não fui eu quem um dia perguntou - “até quando”?

(in Expresso)
Bejenses na final:

foto: Angélica

A blogosfera tem futuro!

As domésticas têm internet?

Blogar no feminino.

foto: Daniel
A Célia? Um enigma.

Na mesa: um organizador e um palestrante.

Há ali uma fila constituída por conspiradores. Há um blogger que tem os olhinhos a tremer. Outro nem olha, na passagem do microfone.
Depois, ele escreveu-lhe "Inesquecível". Ela respondeu-lhe: "Memorável".
Serão sinónimos? Ou antes interpretações temporais de um dado momento?
Poderemos esquecer aquilo que temos na memória?
Enigmas.
À despedida, entre os votos de uma boa noite, de um dorme bem, de mil beijos e desejos de bons sonhos, respondi-lhe: “Não tenho tempo para sonhar”.
A relação terminou ali.
Será que entre duas pessoas que se estão a apaixonar não se pode dizer que não há tempo para sonhar?
Enigmas.
Esta Praça tem sido muito visitada desde que aqui se falou em Cristiano Ronaldo.
Algumas fãs já aqui deixaram as suas emoções.
Reparem:
"Cristiano Ronaldo,amo-te do fundo do coracao,gostava que no final do euro fizesses uma visita a Covilha e desses sessao de autografos,pensa nisso.
Beijos,
Ana"
E mais esta, de uma cidadã bósnia a residir em Frankfurt:
"cristiano I LOVE YOU FOREVER !!!!!! KISSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS".
Bem. Só esperamos que amanhã o Cristiano demonstre o valor que tem e corresponda a estas paixões.
Aí ficam duas fotos do Cristiano Ronaldo.


fotos: uk.sports.yahoo
Disse-lhe que não a poderia ir buscar ao aeroporto.
Sabia que, finalmente, me iria contar todas as suas desgraças na relação que mantivera durante quase uma década com Jin Li.
Já uma vez tentara explicar-me as razões de uma discussão. Por causa das festividades do Ano Novo. Dizia-me ela que achava interessantíssimo comemorar a primeira Lua Cheia do Ano. Mas já não suportava que essa comemoração tivesse a duração de 15 dias. Percebi na altura que o momento da ruptura tinha chegado.
E que, mais tarde ou mais cedo, eu estaria envolvido em percursos de compromisso.
Abandonar a ideia do aeroporto foi pois a minha defesa.
Com a certeza de que se tratava de um adiamento.
Não tardou muito.
Quando me bateu à porta, disse-me: “É só por umas horas. Quero despedir-me de ti”.
Conheço Célia suficientemente bem para saber que as suas despedidas têm o exacto valor de um “Olá”.
Desta vez também não me enganei.
Saiu com a promessa de voltar uma e outra vez. Tantas as vezes que eu a desejasse.
Pouco depois o telemóvel mostrava: "Se não fui o que tu esperavas, sinto muito (seria uma pena). Beijos onde mais queiras".
Não respondi.
Até hoje nunca mais me ligou.
Enigmas.
A BLOGOSFERA de expressão lusa terá o Alandroal como sua capital, amanhã, Sábado, dia 3, quando alguns bloggers se sentarem para discutir e reflectir sobre esta nova forma de comunicar.
Eu lá estarei para, entre coisas, dizer:
"Parece-me que faz cada vez menos sentido falar em blogs locais ou de província.
No entanto, também me parece que os blogs editados a partir da província poderão ter um papel importante junto das comunidades locais, servindo como uma plataforma de debate e discussão que os meios de comunicação social locais não conseguem ou não podem desempenhar."
O encontro/debate é às 15H00, no recinto da ExpoGuadiana.
O Al androal organiza.
A escolha de Durão Barroso para Presidente da Comissão Europeia desencadeou no nosso País uma série de reacções negativas quando, a meu ver, Portugal deveria estar orgulhoso de ter um seu Primeiro-Ministro a desempenhar as mais altas funções no seio da União Europeia.
A maior parte dessas reacções deve-se, sem dúvidas, a motivações puramente partidárias e com intuitos puramente eleitoralistas.
Vejamos: quando Durão Barroso negociava a ida de António Vitorino para a Presidência da Comissão Europeia, havia quem dissesse que o Primeiro-ministro não estaria a dar todo o seu empenho para que o socialista fosse desempenhar tão alto, honroso e digno cargo.
No momento em que é o próprio Durão Barroso a ser nomeado, o cargo deixa de ter valor, já não tem valia para os interesses nacionais.
Que falta de coerência.
Comandada pelos panfletários bloquistas, a oposição começou a exigir eleições antecipadas, fazendo pressões sobre o Presidente da República através da convocação de manifestações à porta do palácio presidencial e provocando uma algazarra no País, como se aqui se vivesse nalguma ditadura ou onde as instituições democráticas não funcionassem.
Se fossem esses os senhores a determinar os destinos do País, certamente que as manifestações estariam proibidas e a democracia seria uma miragem. Por muitas roupagens que queira vestir, o Bloco de Esquerda convive mal com a Democracia e a sua política não passa do “estar sempre contra”.
As razões que levam a oposição a reclamar por eleições antecipadas só têm um fundamento: os resultados das europeias do passado dia 13 de Junho. Tivesse a coligação ganho as eleições e a oposição nem queria ouvir falar em antecipadas.
Adiante!
A sucessão de Durão Barroso dentro do PSD parece, pois, ser a matéria que agora mais interessa tratar, pois dela vai depender a indicação do futuro Primeiro-Ministro. Isto, caso o Presidente da República, como espero, não venha a convocar as eleições agora reclamadas pela oposição.
O PSD é um Partido democrático e não passará pela cabeça de ninguém que os seus militantes se limitem a ser os yes-men das decisões das cúpulas do Partido.
Coabitam no PSD várias sensibilidades e formas de estar. (Não são os Congressos do PSD os únicos que podem trazer alguma novidade à vida política nacional?)
É por demais evidente que cabe agora ao PSD o bom senso de propor ao Presidente da República uma solução de continuidade. O PSD foi o Partido mais votado nas últimas eleições legislativas, o equilíbrio de forças na Assembleia da República não foi alterado, pelo que só tem cabimento que seja o PSD a formar o novo governo.
Tal como a solução que o Presidente da República vai encontrar para resolver a crise política, também a solução que for encontrada dentro do PSD não será do agrado de todos os sociais-democratas. Ainda bem que assim é! É sinal de que vivemos em democracia.
Não necessito de repetir aqui que não sou santanista, que nada tenho a ver com o seu suposto populismo e nada me garante que Santana Lopes venha a ser o Primeiro-Ministro de que Portugal necessite. Preferia que a sucessão de Durão Barroso se fizesse em Congresso Extraordinário e que o novo líder social-democrata fosse então indigitado Primeiro-Ministro. Mas esta seria uma visão puramente partidária.
O País não pode ficar à espera e pendente de um congresso que, na melhor das hipóteses, só se viria a realizar em Outubro, ocasião em que o Governo deve ter pronto o Orçamento de Estado e as Grandes Opções para 2005 preparadas para serem discutidas na Assembleia da República.
Por isso, e aqui distancio-me das posições que algum baronato social-democrata vem declarando, a sucessão mais natural dentro do PSD estará encontrada, se o seu primeiro vice-presidente assumir as funções de Presidente. Sendo uma teoria de difícil execução, estas funções não são obrigatoriamente coincidentes com as de Primeiro-Ministro. Tenho, no entanto, confiança que os órgãos do PSD saberão encontrar a melhor solução para a crise que agora se vive.
Com uma certeza: seja ela qual for, será sempre julgada pelos portugueses em actos eleitorais, em eleições livres e democráticas, e não em pseudo-manifestações de intuitos pouco claros.
Eu também cá estarei para fazer o meu julgamento.
crónica igualmente publicada no Notícias Alentejo.
Este artigo de Joaquim Letria:
mereceu a seguinte reacção do meu amigo Luís Vaz, que aqui transcrevo:
"Caro Joaquim Letria,
Há sempre uma primeira vez. Neste caso, o lugar comum aplica-se a este meu
acto compulsivo de reagir às opiniões de um profissional da comunicação
social. Ainda por cima você, por quem nutro respeito pelo muito que deu a
este País, fornecendo-lhe coordenadas para que aprendesse a reflectir
opinando e a não reflectir ecoando. (Aliás, custa-me ver o seu talento
esbanjado ao serviço de um pasquim sensacionalista; merecia, merecemos,
muito mais do ponto de vista de credibilidade madiática).
Tudo isto a propósito da sua crónica de hoje, sob o título acima, num diário
sensacionalista.
Você acha mesmo que o Eusébio deu a Ricardo um segredo bem guardado sobre a
teoria da defesa de penaltis? Ignora que este é um dos maiores lugares
comuns da escola de um guarda redes? Não se deu conta das palavras comedidas
de Ricardo sobre aquele episódio, em que apenas referiu que "de facto, o
Eusébio estava um pouco agitado e que ele lhe pediu calma, porque, em
momentos daqueles, o jogador precisa de concentração absoluta"? Não se
apercebeu das atitudes patéticas de Eusébio ao invadir o terreno de jogo
(estaria credenciado para isso?...), correr teatralmente para o atleta que
nos representava naquele momento crucial, de toalha enrolada num braço (o
que só terá sido percebido por alguns; eu pensei que ele se lesionara na
corrida), e ajoelhar-se a beijar a relva. Crê que grandes jogadores do
passado como Pelé, Di Stefano, Puskas, Cruift, Beckenbauer,... se prestariam
a tal pantomima?
Sabemos que Portugal deve bastante à figura de Eusébio. Se foi ou não o
melhor jogador português de sempre, é matéria de intensa e não conclusiva
controvérsia. Em qualquer caso, o Estado devia proporcionar-lhe meios de
subsistência que preservassem a sua imagem de espetáculos degradantes e
terceiro-mundistas como aquele, e da necessidade de protagonismos na linha
dos actos eleitorais do seu clube, nos quais mantém uma atitude prudente até
descortinar o "cavalo" vencedor e, só então, apostar de forma espalhafatosa
de molde a recolher algumas migalhas que, porventura, lhe são necessárias,
mas que o diminuem como Homem e como mito.
A glorificação de Eusébio acerca daquele momento, é um cruel esvanescimento
de um momento único do Homem que, naquela noite, terá vivido o momento de
glória da sua vida desportiva: Ricardo.
Espero voltar a lê-lo, ouvi-lo, vê-lo, em media mais adequada ao seu
talento. Sem que tenha necessidade de parecer o Eusébio.
Creia-me, com admiração,
L.S.Vaz"
ALGUNS leitores, mas principalmente quem comigo priva, perguntam-me se nada escrevo sobre a actual situação política.
Quero esclarecer o seguinte:
1. Não sou obrigado a falar sobre tudo e sobre todos;
2. Sim, tenho opinião;
3. Reservo a divulgação dessa minha opinião para a crónica que habitualmente é emitida às 6ªs feiras, na Rádio Pax.
Por isso, ao leitor anónimo que me enviou um mail com "piropos", posso dizer que, pelo facto de eu ser militante do PSD, nada me inibe de ter e divulgar a minha opinião. Mas só o faço quando e onde o entender.
Percebido?
(e agora vá comprar o prontuário para não escrever tantos erros)