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POEMA SOBRE BEJA

travessadocepo.jpg
foto: joão espinho

as paredes caiadas de branco repelem o sol quente da manhã
escuto rumores do destino que esvaziam as ruas cinzentas
à cidade já não regressam os que partem inseguros do amanhã
sem eles os largos são covas gigantes e lamacentas

o que acontece passa ao largo da planicie extensa e triste
e o que não acontece morre no silêncio de cada um que resiste

jorge barnabé in O Outro Crepúsculo

Comments

OLHAR & ALMA...d poeta!

Um blog recomendável!

@ricardo - aqui só há lugar para quem é simpatizante da cor ou para quem não faça ondas. Esses sim, têm direito ao tal sol que, quando nasce, devia ser para todos.

Ao ler este post, lembrei-me de um suplemento do DN, o DN Jovem, que deu a conhecer autores como o José Luis Peixoto, entre outros. Seria muito interessante, na minha opinião, propor a um jornal da terra que embarcasse neste desafio, aliciando alunos, professores, entusiastas das artes - criar um espaço físico em que fosse possível escrever, ver e ler o Alentejo. E criar nos mais jovens o gosto de ler e manusear um jornal. É preciso pôr as pessoas a escrever sobre a sua terra.

Eu sentia o mesmo quando vivia em Caria... e lá as casas nem são todas brancas...

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