POEMA SOBRE BEJA

foto: joão espinho
as paredes caiadas de branco repelem o sol quente da manhã
escuto rumores do destino que esvaziam as ruas cinzentas
à cidade já não regressam os que partem inseguros do amanhã
sem eles os largos são covas gigantes e lamacentas
o que acontece passa ao largo da planicie extensa e triste
e o que não acontece morre no silêncio de cada um que resiste
jorge barnabé in O Outro Crepúsculo
Comments
OLHAR & ALMA...d poeta!
Posted by: slavko | agosto 9, 2007 02:22 PM
Um blog recomendável!
Posted by: zig | agosto 9, 2007 12:05 AM
@ricardo - aqui só há lugar para quem é simpatizante da cor ou para quem não faça ondas. Esses sim, têm direito ao tal sol que, quando nasce, devia ser para todos.
Posted by: nikonman | agosto 8, 2007 10:28 PM
Ao ler este post, lembrei-me de um suplemento do DN, o DN Jovem, que deu a conhecer autores como o José Luis Peixoto, entre outros. Seria muito interessante, na minha opinião, propor a um jornal da terra que embarcasse neste desafio, aliciando alunos, professores, entusiastas das artes - criar um espaço físico em que fosse possível escrever, ver e ler o Alentejo. E criar nos mais jovens o gosto de ler e manusear um jornal. É preciso pôr as pessoas a escrever sobre a sua terra.
Posted by: RCataluna | agosto 8, 2007 08:03 PM
Eu sentia o mesmo quando vivia em Caria... e lá as casas nem são todas brancas...
Posted by: São Rosas | agosto 8, 2007 08:53 AM